quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Estações de sentimentos...

A mensagem de hoje surgiu, na verdade, ontem à noite, quando minha irmã visualizava algumas fotos antigas no computador; dentre elas estava a de uma amiga, deitada em seu ombro,a qual ela mesma disse que iria apagar e tudo isso por mera disputa pelo coração de um jovem...Quando menos esperei, só escutei o comentário:" vou até apagar essa aqui"; reparou como a nossa vida, nossos sentimentos passam por estações?

Eu poderia jurar que , há pelo menos 4, 5 meses atrás, essa menina era a melhor amiga de minha irmã, as duas dividiam praticamente tudo e agora o que restou? Absolutamente nada, só mágoa e ressentimento- fase do Inverno-apesar de tão pouca idade, já experimentando os dissabores da vida e pensar que eu, nessa idade, mal tinha largado a fase das bonecas..É meus caros, os tempos mudam...E como!A inspiração pra escrever sobre as estações dos sentimentos veio com uma mensagem de meu pai, falando sobre uma certa pereira e um pai pedindo à seus filhos para descreverem o que viam em cada estação e assim o fizeram...

Cada filho ficou responsável em descrever o que via na árvore.O primeiro avistou a secura do Inverno, sua falta de folhas e flores, galhos retorcidos, enfim, a mais absoluta tristeza..Percebeu que nossa vida por diversas vezes passa por essa mesma estação? Amizades secam, se destroem, ressequidas pela amargura do frio que assola..O segundo avistava a pereira coberta de folhas verdinhas, flores brotando com uma beleza impossível de se dizer, era a Primavera que chegava, trazendo a esperança de dias melhores..Lembraram de alguma data específica?É sim, o Reveillon, ou mesmo quando conseguimos algum emprego que esperávamos há muito tempo, um novo amor, enfim, coisas novas..E como é bom ter mudanças em nossa vida, não é mesmo?!

O terceiro filho avistou muitas folhas, flores ainda vicejantes,mas encontrou um presente a mais no "pacote": as lindas peras que estavam prontas para serem colhidas..O Verão trazia seu calor e suas recompensas, guardadas desde a Primavera, as esperanças depositadas em cada detalhe, em cada peça que faltava para completar o nosso quebra-cabeças diário,afinal o ser humano é algo que nunca se encontra satisfeito com aquilo que tem; por vezes isso pode ser uma má característica,porém é fruto dos "insatisfeitos construtivos"-podem estar se perguntando: "acho que essa menina é meio louca, o que diabos seria uma pessoa instatisfeita e ao mesmo tempo, construtiva??Eu explico: É alguém que, embora tenha tudo que precise para levar uma vida boa, sem dificuldades, está sempre procurando melhorar em alguma coisa, buscando aquele que detalhe que faz a diferença..Querem saber de um exemplo prático desse tipo de pessoa?Leonardo da Vinci, ele mesmo; estava sempre a buscar uma nova descoberta, um novo invento, criando novas cores para suas telas, ufa, quanta coisa não é mesmo?Que tal darmos uma de "Leonardo"?!Tornemo-nos insatisfeitos construtivos!

Por fim, veio o Outono, é hora de usar todas as esperanças acumuladas, colocar em prática todos os planos feitos, recordaram-se de alguma coisa especial? Tirar do papel aqueles planos das próximas férias, de encontrar uma coisa que goste muito de fazer, rever aquele amigo que insistimos em dizer que vamos telefonar mas nunca o fazemos; o quarto filho tinha percebido que a árvore estava arqueada, cheia de frutas para serem colhidas, e é isso que deve ser feito: Prometeu?Cumpra; é bom pra você , a sua consciência agradece; Quer mudar? Mude, sempre existem alternativas para modificar aquilo que não nos apetece; Perdeu aquela amizade? Refaça-a, o perdão é o dom mais divino que nos foi dado.Deixe que as estações dos sentimentos tragam a paz de espírito que nos faltava..Estações difíceis? Estas sempre irão existir,não deixe que as mesmas arranquem o que temos de melhor,plantado com raiz profunda em nossos corações: a esperança de que dias melhores,ah, estes sempre estão por vir!

Abraços!

sábado, 1 de agosto de 2009

Vida no automático...

Você já agiu hoje? A pergunta pode parecer até meio estúpida, mas reflete algo que nem sempre nos damos conta: a falta de atitude por nós mesmos, em prol de nosso bem estar..A correria do dia-a-dia não nos permite avaliar e repensar a inércia diante de fatos importantes, coisas que podem mudar o rumo de nossas vidas...Sabe que existe até expressão pra essa nã0-atitude?Sim, existe, é o que se chama de "levar a vida no piloto automático".Não entenderam? Eu explico:os dias vão se passando, a rotina acaba se tornando um ritual diário, repetitivo, onde nada mais é questionado; nem ao menos se isto está nos trazendo boas coisas, bons sentimentos,é simplesmente tudo "tão automatizado"...

É nessas horas que a tecnologia impõe certos conceitos que chegam a irritar aquele cidadão que pensa, que avalia os acontecimentos com algum grau de discernimento (ô expressãozinha pra ter caído na mídia essa, todo mundo repete!) em distinguir o que é de bom senso do chamado "senso comum", como por exemplo, "se a fulana usa tal tipo de roupa, cabelo ou seja lá o que for, não importa, é o que devo fazer",cadê a personalidade, gente?

Em determinados momentos da vida, sinto como se vivesse em um estado eterno de "letargia", no qual agir por mim mesma fosse algo já esquecido, perdido por entre as névoas do tempo que cada dia, passa mais e mais rápido...Mais uma vez, eu e minha estranha mania de querer explicar tudo de maneira lógica-a rotina impõe o mesmo ritual, chegando as ações a se repetirem inclusive na mesma hora, no mesmo minuto- o tal modo automático mais uma vez em cena..Não sei se já aconteceu com vocês, mas comigo já ocorreu de me sentir como uma eterna coadjuvante da nossa própria vida, quando em determinada fase você imagina que tudo aquilo que se vive é algo intrínseco, indissociável, imutável( nossa, quantos "i´s") demais para que se pare e pense: "epa, deixa eu tomar as rédeas da minha vida e fazer algo por mim!!"

Mas e quando não se sabe o que fazer? "O que eu gosto de verdade?"Existe pergunta mais difícil que essa?!É algo curioso lembrar dessa observação: é muito mais fácil definirmos o que não gostamos em relação aquilo que agrada;o cérebro parece que coloca a ideia com aquele tipo de cola super forte,a qual prende com extrema força e mais uma vez,lá vem o indissociável-parece até que já nascemos com aquilo fixado em nossas mentes- o que nossos amigos classificariam como "conhecimento apriorístico( nossa, falei difícil agora hein?!);lá vai: gosto de cinema, teatro, escrever sobre como me sinto naquele dia, as tais "vitaminas filosóficas"-acho que sem elas acabaria ficando sem chão, me fazem sentir que tenho algo mais palpável,alguma coisa em que possa confiar de verdade..Mas olha só, lá vem mais uma palavra interessante, a qual anda "meio em falta" no mercado das minhas ideias e pensamentos: confiança,sim, eu sei, essa minha mania de sempre querer saber a origem de tudo,coisa de filósofo,não é mesmo?E quem disse que todos nós não temos um quê de filósofos? Perguntas incansáveis, dúvidas que parecem não ter fim?O diagnóstico é esse mesmo:filosofia, eis a chave do mistério..A porta está aberta...Deseja entrar? Eu já entrei e você?

Abraços!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Salve o mundo...

Bem, cá estou, cedendo aos apelos da mídia nacional e internacional, falando sobre o assunto, a notícia bombástica da vez: a morte do ídolo pop Michael Jackson..Vocês aí devem estar se perguntando: "Logo ela, que só fala sobre temas filosóficos,etc??Acabo de ouvir uma de suas músicas mais famosas, lançada no ano de 1991( coincidências ou não, as músicas com as letras mais bonitas foram lançadas nesta década),a canção é "Heal the World"( cure o mundo); curioso falar sobre uma música com quase vinte anos de existência, mas que continua sendo tão atual,mesmo após a queda do muro de Berlim, a "Perestroika" de Gorbachev, Guerra no Iraque, ataques terroristas, ufa!É tanta coisa que chega até a cansar um pouco a nossa pobre esperança que insiste em ficar escondida no finzinho do túnel que chega aos corações...

O astro pop pode ter sido gastador, ter literalmente despedaçado toda a sua fortuna com luxos, mas uma pergunta é certa:"Por que suas canções continuam sendo eternas? Por que, passados todos estes anos, o mundo continua com os mesmos problemas de fome, miséria, violência, quando simplesmente poderíamos nos unir e fazer um lugar melhor de se viver?Acho que ver brigas, divergências de interesses, gente morrendo de fome e outros com tanta comida sobrando ir pra lata do lixo acabou virando banalidade, transformou-se na realidade que aprendemos a aceitar sem contestar, sem achar que isso seja errado, afinal é muito mais fácil, até cômodo eu diria, se "acostumar" com algo ruim ao passo que tentar transformar essa coisa pra melhor seja muito dispendioso, trabalhoso,penoso( e chega de tanto "oso"!!)..

Parece que, quando o poder chega,é claro, aliado ao dinheiro, cega as pessoas a ponto de que sobreviver apenas é o suficiente, ninguém, exceto os mesmos, é claro, tem direito à uma qualidade de vida e mais, quando chega alguma reclamação,é como se os "poderosos" estivessem fazendo um favor de salvá-los de situação ainda pior que a que os mesmos vivem, com a afirmação descabida de que"poderia ser pior"..A que ponto chegamos?Existiu algum dia em que os atuais representantes políticos foram crianças, as quais gostariam de "salvar o mundo", o que aconteceu com suas pequeninas mentes; com o passar do tempo se transformaram em "mentes pequeninas", foi isso?

A imensidão de idéias revolucionárias na mais tenra idade deu lugar a ignorância, ao egoísmo exagerados,onde foram parar nossos valores, aqueles passados por nossos pais..Não saberia responder,não mesmo...Se é pra crescer, amadurecer dessa maneira, prefiro com toda a franqueza presente nesse meu coração de criança: não quero que o tempo passe,deixe que as minhas idéias fluam em um caminhar dos passinhos curtos e confiantes da criança que um dia já fui..e pretendo continuar sendo, minha esperança acabou de nascer e sua luz,perdura.

Beijos a todos!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Parque de Diversões: quer vir?

Cheguei à conclusão que a minha, a sua, a nossa vida é um parque de diversões.Por que?Eu explico.Adentramos em um mundo novo, cheios de expectativas e sem saber o que vamos encontrar pela frente...São tantas opções que fica até difícil escolher; primeiro desafio: enfrentar a montanha-russa! Aquela na qual cada um de nós tem um medo diferente, de não saber em qual parte do caminho acontece aquela queda brusca, seguida de um levantar majestoso, curioso não?!
Seguimos em frente e para não contrariar a lei de "emoções fortes", direto pra casa mal-assombrada!É quando nos deparamos com coisas tão horríveis que muitos "fecham os olhos" e só os abrem quando todos os "monstros desaparecem", hum, tá parecido com alguma coisa ruim que acontece ao nosso redor, não acham?!Mas enfim, chega de tanto pessimismo gente!Vamos para aquela em que desfrutamos de uma bela vista aliados a uma boa companhia( pelo menos na maioria das vezes!): a roda gigante!Ah, a roda gigante, traz emoções boas junto aqueles que nos acompanham nos momentos de alegria ou de fúria mesmo, afinal ninguém é perfeito, não é mesmo?!Sempre juntos,certo? Acho que alguém aí pensou alto...

Vamos aquela velha paradinha pra recarregar as baterias com uma bela e suculenta maçã-do-amor( se o hífen ainda persiste não sei, que me desculpem os catedráticos de plantão!).Bonita, vermelha, vistosa; enfrenta-se a fila e finalmente a temos em nossas mãos, comemos com tamanha voracidade, admirando-a, vendo todas as qualidades superficiais,é claro!Alguém aí se lembrou de alguma coisa?! Eu sei que sim...Eu também...dos nossos relacionamentos amorosos,olhem só! E então, comemos a "tal maçã" tão rápido que logo depois vem uma bruta dor de barriga e então por medo de passar mal outra vez passamos ao largo das maçãs-do-amor; senti que alguém aí respirou fundo...E que tal conferir as barraquinhas de tiro-ao-alvo, onde "apostamos todas as nossas fichas" em nossos projetos, novas metas...Queria ter a insistência, melhor dizendo, persistência das crianças, as quais continuam a tentar,mesmo não conseguindo derrubar todos os patinhos ( sempre patinhos, risos); é hora de voltar a infância, voltar a crer em um passeio pelo carrossel...

Rodeados de cavalinhos imaginários, carruagens encantadas, rodando, rodando a mente viaja no tempo e revivemos um mundo de fantasia, onde não existe medo, mágoa, discórdia...O carrossel pára...E agora, pra onde vamos?O que me dizem de voltar à entrada?onde tudo é surpresa, expectativa, esperança de cada dia passar por um desses brinquedos nesse parque de diversões chamado VIDA... Beijos!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Energia: Força que move o Universo...

Depois de um longo periodo sem colocar minhas idéias, sensações e opiniões sobre o mundo que nos cerca, eis que aqui estou de volta, novamente escrevendo por ter encontrado algo que me chamasse atenção o bastante pra ser digno da leitura de alguém...Hoje acordei um pouco mais tarde que o normal, talvez por ter ficado acordada na noite anterior até um pouco mais de meu horário de Cinderella urbana, aquela que ao invés de ir aos bailes, fica até mais de meia-noite utilizando os artifícios que a tecnologia nos propõe; pode até ser um pouco de paranóia minha, mas acredito que na vida nada acontece por acaso, tudo tem uma razão de ser, como o livro que encontrei perdido num quartinho lá atrás, aquele em que todos nós depositamos velhas memórias, livros que já não usamos mais e mais uma meia tonelada de papéis inúteis.

Dentre tudo isso encontrei um livro chamado "Energia e Meio Ambiente"; devem estar se perguntando: "Será que ela endoidou de vez!?" ou coisa do tipo:" Será que ela quer atacar de cientista, ambientalista,ou qualquer outro "ista" que possa existir?!", não, não quero atacar de nada disso, apenas bateu uma curiosidade de desvendar os mistérios de um livro que tinha adquirido há alguns anos atrás, mas que naquela fase de adolescência onde o que menos importa é ler livros relacionados à escola, acabei deixando o coitado de lado, mas hoje resolvi inverter o jogo: comecei lendo devagarzinho, o início fala de toda uma parte histórica, quando o homem ainda era habituado ( e tranquilamente, diga-se de passagem!) à viver sem os auspícios da energia elétrica, se por acaso propusesse( nossa, falei difíciil) isso nos dias de hoje, soltariam logo a frase " Prendam essa maluca, ela não sabe o que fala!"

Guardados todos os exageros teatrais que me são bem concernentes. certamente iriam julgar que " não estou bem do juízo", pois qual o ser humano hoje em dia que consegue viver, ou melhor sobreviver sem o auxílio da energia elétrica em nossas vidas, não é mesmo?!Impossível até de imaginar isso, pois nem eu mesma poderia estar escrevendo isso aqui ( pra quem que seja que vá ler!) se não fosse a bendita tecnologia, desde os primórdios da Revolução Industrial - nossa, isso tá parecendo livro de colégio, melhor voltar pra informalidade, fica mais condizente com a minha pessoa..

Em uma das páginas do livro, li algo curioso, uma das leis gravitacionais e percebi que em muito ela me afeta, diretamente até, poderia dizer...A lei enumerada é a uma das de Kepler( valeu mesmo hein colega, me ajuda muito!): " Todos os corpos do universo se atraem mutuamente, de acordo com sua massa e dependendo inversamente da distância"..Lei bastante interessante e aplicável essa, não acham? Principalmente quando encontramos alguém em nossas vidas e esse alguém está um pouco, digamos, longe de nós fisicamente falando...Poxa, até nisso a Física me lembra os assuntos do coração, curioso até eu diria...Benditos sejam esses cientistas, que passaram tantas horas estudando e eu, uma reles mortal, consegue fazer uma ligação entre algo tão complexo e algo não tão complexo, mas um ponto de interrogação em determinadas situações: o amor, ah o amor! Nos tira do eixo, nos faz parecer mais leves que uma pluma...

Como é possível explicar certos fenômenos que na época de nossos avós simplesmente não aconteciam, tais como se aproximar de uma pessoa através de uma tela de computador, tanto à ponto de que ela se torne parte de nossas vidas?Realmente inacreditável imaginar isso numa época longínqua, a qual nossos avós ou até mesmo nossos pais eram autorizados à namorar somente em frente ao portão de casa, na maioria das vezes supervisionados por um irmão mais novo, e esse sempre pedia uma recompensa para não revelar aos pais algo "proibido", curioso relembrar tudo isso, não acham?Bom para reavaliarmos nossa postura diante da teccnologia, do uso exagerado e desmedido de nossos recursos naturais; usem-nos, aproveitem de seus benefícios,pois não há nada melhor do que usar a evolução a nosso favor e é claro, à favor do meio-ambiente que nos cerca e que tanto necessita de nossa atenção e carinho...

Acho que vou ficando por aqui! Beijos à todos!

domingo, 29 de março de 2009

Remendam-se sonhos...

Remendar sonhos.Seria isso possível? Aqueles que fazemos planos, projetamos para um futuro bem próximo e como num passe de mágica todos se desfazem, e lá vamos nós, refazendo planos, redefinindo metas, avaliando possibilidades,ufaa, cansa não?!É, pra mim também cansa, e como!Talvez a imensidão de caminhos,rumos, idéias, tudo isso me assuste um pouco, eu sempre tão acostumada a esse meu mundinho pré-definido ( ihh, será que tem hífen?!rs), já repleto de caminhos já certos, rotas decoradas na cabeça; quando me deparo com ruas "nunca dantes percorridas" me assombro e dou aquele velho passo para trás, assim como na política de reestabelecimento da economia russa, uma tal de perestroika e glasnost( nossa, esse texto tá cheio de complicação hoje né?), talvez um reflexo do momento que passo atualmente...

Mudar...Ao mesmo tempo que é bom, necessário e é lógico que faz parte de um crescimento do ser humano, mudanças repetinas nunca foram o meu forte...Talvez por sempre ter recebido a maioria das coisas que quis sempre "prontas, feitas" na palma da mão; abrir mais a mão para alcançar sonhos nunca antes desejados cause um sentimento de impotência, de "ah, não vou conseguir,isso é difícil demais","menina, sonha mais baixo"...Sinto-me como uma criança aprendendo a andar, desbravando os perigos do mundo, sempre com receio de encontrar buracos pelo caminho, armadilhas feitas pelas redes do destino incerto, quase sempre me fechando cada vez mais em meu mundinho interior, mundo esse de sonhos, medos e incertezas quanto ao futuro, até mesmo com relação ao presente; e que presente tão repleto de surpresas, que se tornam decepções e voltam a se tornar surpresas..De fato, a vida é mesmo um presente!

Nunca fui uma pessoa de fazer muitos planos para o futuro, para o dia de amanhã, é tanta incerteza quanto ao futuro que acho que sempre preferi viver o hoje. mesmo fazendo de um tudo pra tentar planejar e buscar algo mais; as coisas sempre surgiram pra mim de duas formas: ou sempre chegavam prontas, feitas sob medida ou as oportunidades " caíam de pára-quedas" e como "um raio não cai duas vezes no mesmo lugar", o que eu tinha de fazer era aproveitar mesmo; quase igual a uma história de um filme, estrelado por Jim Carrey, o "Sim Senhor", no qual ele começou de uma hora para outra, a aceitar tudo que lhe era ofertado; quem sabe a solução seja esta: ter o discernimento para aceitar tudo que pode ser de alguma validade, trazendo o sentimento de "sim, pelo menos eu tentei"...Deixo aqui os meus sonhos remendados, e vocês, também tem sonhos remendados? Reconstruam-nos e realizem-nos...
Beijos!

sexta-feira, 6 de março de 2009

Cometa de emoções...

Confesso que tive dúvidas na hora de pensar em um título pra esse post de hoje, mas é de fato como me sinto: um cometa de emoções.O por quê disto? Eu explico.Ultimamente, ando passando por uma fase na qual as emoções vem com a velocidade de um cometa e vão embora com o dobro da velocidade do mesmo..Conheço pessoas, me agrado, vejo coisas em comum, imagino que vai ser tudo as mil maravilhas e quando penso que está dando tudo certo, vem uma avalanche, não sei se de " mau-olhado" , como dizem os simpatizantes pela religião do candomblé e levam tudo embora, como as oferendas feitas pra Iemanjá em Salvador, todo dia 2 de fevereiro...

Detesto, devo dizer em alto e bom som, as pessoas que inicialmente dão valor tremendo e depois, vão sumindo, sem deixar rastro, sei lá se por acaso se decpecionaram com alguma coisa que fizemos, por quê não dizer logo na cara, ser mais sincero, "olha, não gosto que me persiga, não gosto disso e daquilo outro", mas sumir e deixar a gente na dúvida, ah, isso é demais!

Talvez o fantasma da solidão me apavore tanto que quando imagino ter encontrado alguém pra supri-la, o destino vem e me toma, como quem diz:"Menina, deixe de ser apressada, tenha calma, que o que tiver de ser seu, será"..Mas coração e mente parecem não andar no mesmo compasso, um me manda desacelerar, aproveitar, mas o meu quê de racional não quer deixar nada por menos, "não, não aceito isso, tem que ter uma explicação"..Justo eu, que sempre detestei matemática, dando uma de cartesiana, buscando explicação lógica, racional pra tudo, mas enfim, só pra variar: essa sou eu!

Sigo assim, à minha maneira, do meu jeitinho, buscando explicação pra tudo, acho que só assim a cabeça consegue aceitar melhor o que não se pode modificar.Vou ficando por aqui.
Beijos!

domingo, 25 de janeiro de 2009

Tristeza não tem fim...Felicidade sim...

Engraçado como esses dois sentimentos nos motivam à escrever: pelo menos acontece isso comigo, não sei se com vocês...Quando acontece algo muito bom, corro pra cá e quero dividir com quem esteja disponível à receber uma "carga" de alegria forte, daquelas explosivas mesmo mas o mesmo acontece quando me sinto triste, decepcionada com alguém, o que justamente se passa nesse momento; é como se você tivesse passado um bom espaço de tempo da sua vida idealizando uma pessoa, o jeito que ela te trata e principalmente se durante esse " bom espaço de tempo", você poderia jurar que essa pessoa iria te tratar com toda delicadeza do mundo e quando essa expectativa não é correspondida, é como se fossemos tomados por um vazio interior, um sentimento de "nada", como se o castelinho de areia da praia regado por tanto tempo com tanto cuidado, enfeitado com sonhos e desejos fosse invadido por uma onda avassaladora da mais pura e irrestrita decepção, deixando o coração partido em mil pedacinhos e as indagações mais esdrúxulas e até óbvias, viessem a mente:"por que me deixei levar nessa maré de ilusão sem bater meus braços?";"por que imaginar que só essa pessoa poderia me fazer realmente feliz e completa?!" e por fim,"por que não dar chance à outras oportunidades na vida e ficar presa(o) a uma idealização de contos de fada?!".Chega de tanta fantasia...

É nessas horas que fico amedrontada, penso que meu coração pode virar uma pedra de gelo, o próprio iceberg, desconfiada de tudo e todos,que alguém só se aproxima de mim com interesses segundos, se é que me entendem,como se só fosse um pedaço de carne, desprovido de sentimentos, idéias e sensações,será que dá pra entender: eu não sou robô...e nem quero ser; assumo minhas fraquezas humanas,isso faz de mim alguém que possui diferentes faces, o que não indica nenhum desvio de personalidade, ninguém precisa se preocupar,sobreviverei...

Devo confessar que o coração tá pequenininho, que eu to quietinha,isso dói, machuca, corrói por dentro, espero que seja passageiro e que exista algum ser no mundo disposto à tirar essa visão terrível que estou, essa cegueira branca sobre o amor que to sentindo pois é o que exatamente acontece: não sei se consigo enxergar o amor,é tão longe, intangível,depois de colocar num pedestal gente que não merecia e não fez por merecer que existisse qualquer tipo de sentimento, se utilizou desse sentimento com interesses excusos, se é que essa palavra é aplicável aqui..

Aposto que devem estar estranhando esse post triste de hoje, não é mesmo!?Mas enfim, essa sou eu, pelo menos a de hoje, sangrando um pouco por tantas esperanças perdidas, mas vou reencontrá-las, eu hei de, acho que eu mereço,é claro que tenho meus defeitos, mas quem não tem, e é justamente essa a dádiva de aceitar pessoas diferentes, com todos os seus defeitos e qualidades, mas por favor, só faço um pedido:respeitem-se uns aos outros, mas à vocês próprios também, afinal amor próprio faz bem. O castelinho de cartas que eu havia feito se desfez com um só sopro, mas quem disse que não posso recomeçar? De preferência, com a base mais forte e de olhos bem abertos e o coração em paz,de espírito....

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Coração de Mochileiro...

Título curioso para um post após logo e tenebroso inverno, o primeiro deste novo ano que chegou,2009.Devem estar se perguntando: mas por que semelhante título?E eu respondo, com toda a franqueza que possuo: um coração que vive à vagar por diversos lugares,mas que em dado momento, acaba por voltar ao lugar de origem, afinal, não há no mundo alguém que consiga passar a vida inteira sem encontrar um porto seguro, um lugar onde possa chamar de casa,do lugar onde moro, onde me sinto bem e em paz consigo mesmo...Hoje estava assistindo à sessão da tarde(é isso mesmo, há quem se dignifique a isso) e o filme era: Karatê Kid IV,estão pasmos?!Até eu mesma fiquei, confesso, porém verdade seja dita: os orientais tem umas lições de vida que nós os ocidentais, ainda temos muito o que aprender com eles, uma frase a qual me chamou muito a atenção:"A ave ficou tanto tempo presa em uma gaiola que o mundo se tornou grande demais pra ela", interessante não acham?

Poderia até dizer que essa frase se aplica com perfeição à minha pessoa, já que sempre fui alguém que recebeu "tudo pronto" nas mãos, nunca tive de lutar por nada, talvez os pais entendam que a melhor maneira de criar é seus filhos é literalmente dar tudo "de presente", às vezes é preciso ensinar a pescar que dar os peixes na boca dos filhos..E é isso, agora o mundo parece grande demais pra mim, assim como para a ave do filme,estou começando a alçar vôo agora( que se danem as novas regras de acentuação da língua portuguesa!),à cada dia, dou um passo a frente, às vezes abro mais as asas, às vezes encolho-as um pouco, o medo de cair ainda paira no ar,é normal não é mesmo?!

O ser humano tem medo de sofrer, de cair, de ver que muitos planos feitos tem de ser refeitos pois não deram muito certo muitas e muitas vezes e assim, tem momentos que dá um cansaço, uma vontade de sair por aí sem destino, somente usando este velho "coração de mochileiro", acho eu que não só é a minha pessoa que possui o mesmo,aliás , coração este que está ficando até bem cansado, com ganas de largar a mochila em algum lugar, apesar da vontade de conhecer outros mundos, outras pessoas,outros lugares e ver que o mundo que parecia tão grande é na verdade pequenino diante da grandeza dos sentimentos que só um coração de mochileiro poderia ter...Alegria, cansaço,esperança, preguiça, carinho, tantos em um só lugar.Vai mundo, por favorm não fica tão grande assim e me deixa sair, não quero mais ficar presa nesse mundinho fechado de idéias medíocres, onde pessoas brigam por um pedaço de chão...

sábado, 6 de dezembro de 2008

Dezembro, enfim..

Eis que aqui estou, escrevendo algo para marcar o início do mês que pra mim soa como um recomeço: Dezembro...Parece que todos nós, eu, você e quem mais quer que esteja lendo esse texto paramos pra pensar, reavaliar tudo o que realizou durante o ano, coincidências à parte, será que é por isso que é o mês de um certo nascimento, ou melhor dizendo, Renascimento.

Renascimento sim, sejam daqueles que cultivam qualquer espécie de credo religioso ou não, afinal cabe respeitar toda e qualquer crença ou não-crença..E olhem só que coisa boa (não me chamem de egoísta, egocêntrica, ou seja lá o que for!): é o mês de meu aniversário, fui "inventar de nascer" justo na época de parar pra rever todas as nossas ações durante o ano, será que é por isso que penso tanto no que faço, vivo reavaliando pra saber se a atitude que tomei foi a mais correta, a mais sensata, a que não vai prejudicar outra pessoa na história...Aliás, pra ser bem sincera, ando com um medo de tomar decisões, se bem que nunca fui muito boa nisso, tomar decisões, ô coisinha difícil viu?!

A gente fica pesando, distribuindo resultados, avaliando conseqüências, parece que de tanto pensar, refletir, o tal do medo realmente paralisa, impede de fazer qualquer coisa, seja ela boa ou má, acho que é medo de sofrer e de talvez fazer alguém sofrer também, não acham?Sei lá, só sei que nada sei, já diria meu amigo e guru Sócrates, parceiro das horas inexatas, incertas e intranquilas, nas quais parece que só a filosofia é minha amiga, conselheira, faz avaliar a melhor atitude à ser tomada, se for parar pra pensar, vejam a etimologia da palavra( nossa, como falei dificil agora hein?!): philos= amigo,sophia= sabedoria, olhem só, realmente ela é amiga, essa não trai, não mesmo...

Há quase um ano atrás estava passando por uma espécie de crise existencial, sem saber que rumo tomar, sem saber pra que caminho profissional seguir, sem contar na confusão que foi começar a nutrir mais que um simples sentimento de amizade por um recém-amigo na época, nossa, que "rolo"!Mas como dizem que quando a gente critica muito alguém por uma determinada escolha que fez, a gente acaba tendo que passar pelo mesmo dilema,e foi de fato o que aconteceu, ou melhor, acho que ainda acontece, olhem, é melhor parar por aqui, senão vou acabar é falando demais e como eu sei, pelo menos presumo, que algum ser humano deve ter muita falta do que fazer e pára em algum minuto do seu dia ou sua semana, não sei e vá ler
essas minhas "divagações" do que é a vida, a minha vida, melhor dizendo,então, encerro esse assunto por aqui, não, não estou sendo chata, desculpem, talvez um pouco precavida, só isso,ok!?

Minha cabeça quando começa a pensar demais parece que se abusa, chega pra mim e me fala:"Calma menina, desacelera, diminui o passo, não tem pra que essa sangria desatada não, deixa que o tempo cuida disso" só que não mais que de repente, vem o espiritozinho da lógica, a tal força racional que teima em querer me reger e me transforma em alguém que quer sempre uma resposta pronta pra tudo e não gosta de deixar nada pendente, nada pra depois e diz:"Minha filha, como é que é??É pra hoje ou pra amanhã, tome alguma atitude ou vai deixar que o tempo"te engula de vez"!?; eita coisinha complicada isso de ficar se analisando viu, acho que vou tirar umas férias de mim mesma, tchau menina, vá relaxar um pouco, depois você volta , com a cabeça fria e coração tranquilo; é, então tá, até depois...

Ludmila.

sábado, 29 de novembro de 2008

Carta à Tom...

Oi Tom, a carta hoje é direcionada à você, é, isso mesmo, à você, de onde estiver, acho que vai saber da existência dela, ah vai sim.Bateu uma vontade maluca de te escrever, pra falar do quanto gosto das tuas músicas, do quanto elas me emocionam, à ponto de eu ficar acordada até algumas horas da madrugada para ter a alegria de escutar que outros nomes da música, não menos talentosos, cantassem tuas pérolas, teus presentes para nossos pobre e cansados ouvidos, já tão fatigados de só ouvir desgraças mundo afora..

Ah Tom, como você nos faz falta! De ouvir tuas poesias,tuas letras cheias de esperança em dias melhores,pois esses últimos viu, vou te contar!É gente matando outra por causa de um simples "não","não, quero mais te ver", ah falando nisso, recebi um e-mail falando da importância de dizer NÃO nos dias de hoje, o que de fato concordo; é tanta permissividade, são tantos absurdos,pais sem coragem de dizer um sonoro "não" por receio de dar uma educação rígida demais à seus filhos, fazer o que não é mesmo, reflexos da "modernidade", se é pra ser moderna assim, prefiro parar no tempo, ser "atrasada" e tentar fazer com que alguém seja mais consciente de seus próprios atos; é muita desgraça acontecendo em tão pouco TEMPO....

Mas enfim, dentre tantas mazelas da sociedade acontecendo, uma me chamou a atenção: a solidariedade do povo brasileiro com as vítimas das últimas enchentes que vem acontecendo no estado de Santa Catarina,muitos estão realizando campanhas em prol da arrecadação de roupas, alimentos, remédios,pelo menos alguma coisa se salva; só seres como você para ter criado tantas coisas belas que ainda nos fazem acreditar que ainda existe jeito pra esse país, que insiste em ser menino...País menino, olha só, parece até letra de uma de música sua, não, prefiro não me atrever, talento pra arrumar as palavras, como se umas nunca tivessem se separado das outras, só você mesmo, de onde estás agora, deve ser uma festa só, não é mesmo?!

Tom Jobim, Vinícius de Moraes,Elis Regina, Nara Leão, Maysa, Clara Nunes...Tantos nomes, difícil escolher alguém que tenha melhores músicas que outros; por favor, não fiquem com ciúmes, mas o Tom mora no meu coração, não sei bem explicar o porque disso, parece que as músicas dele "batem fundo" lá dentro, acho até que a paixão dele pelo Rio de Janeiro acabou passando pra mim, me sinto bem quando estou lá, só de escutar o "Samba do Avião" me sinto chegando no Galeão, vendo aquela paisagem que só existe lá e em mais nenhum lugar desse mundão de meu Deus; é uma mistura perfeita de Mar, montanhas, um verde incomum, mais vivo do aquele que já tem estampado na nossa bandeira, ah minha bandeira, quanto orgulho de ter nascido no mesmo país de tantos nomes da música( patriótico, não?!)

Taí: adoro a mistura do meu país, todo mundo acredita em um pouquinho de cada coisa e isso não invalida nada, pelo contrário, mostra que somos um povo aberto, talvez ainda um pouco preconceituoso, é chato ter que dizer isso, mas é verdade, não adianta jogar a sujeira para debaixo do tapete, como fazem os americanos, não é mesmo!?Bendita seja esse caldeirão de cultura, tomara que de alguma maneira isso faça melhorar as últimas loucuras que vem acontecendo nesse país chamado Brasil....Mostra a tua cara...quero ver quem paga pra gente ficar assim!?

Ludmila.

O Sapato que te cabe...

Dia desses saí calçada com os tênis novos de minha mãe: eram rosa, lindos... Ela tinha chegado em casa uns dias antes comentando que havia e...