Ontem minha mãe encaminhou de uma só vez, três mensagens, no mesmo instante pensei:"Ah mãe, quantas mensagens de uma só vez,mas não é que quando as abri, todas elas realmente valiam à pena serem analisadas com a devida atenção?Chegamos à conclusão de que existem alguns e-mails que jamais deveriam ser apagados das vossas caixas de entrada...Tudo bem, eu sei que as vezes o limite de armazenagem é pouco ou mesmo quando chega a uma determinada quantidade, temos que apagar de qualquer maneira..
Mas qual o critério para definir o que é ou não importante?Boa pergunta...Usamos aquela velha e já tão surrada desculpa:"ah, amanhã eu vejo; ah não,de novo não;não vou nem olhar"..Será mesmo que estamos tão "sem tempo" assim?Vejamos uma historinha, em um dia marcado pela falta de paciência:
" Era uma vez dois irmãos, era uma menina e um menino, os chamados "gêmeos fraternos"( diga-se de passagem, existe mais briga que paz!),seus nomes? Intolerância e Desrespeito..A primeira sempre tímida, não se mostrava por inteiro a primeira vista, mas no momento em que se sentisse à vontade, entrava,literalmente, "sem pedir licença"...Sempre voluntariosa, ganhava espaço nas casas de seus amiguinhos, desprovidos daquela amiga, já um pouco idosa, a paciência...Já o menino, nossa esse daí realmente não era brincadeira viu?!Sempre se achava no direito de fazer o que bem entendesse, nesse aspecto,herdou um pouco das características da irmã..
Os dois não tinham medo de nada, exceto de um vizinho,já bem idoso, esquecido por muita gente, pois a "falta de tempo" os impede de valoriza-lo..Uma tarefa que esse velhinho tão simpático nunca se cansa de fazer é recolher a sujeirinha que as tempestades de sentimentos traziam e é claro, juntar os caquinhos dos "corações alheios"..Os meninos tinham medo de se aproximar dele, não o conheciam, ele escondia seu rosto e tal qual desconfiada é a natureza humana,sempre que o encontravam na rua, logo se escondiam por trás de alguma árvore.Ah, já ia me esquecendo: acho que vocês querem saber seu nome, certo?Amor era seu nome..
Certo dia, as crianças encontraram o Amor na rua, tiveram medo no início,mas logo mostrou sua face e abriu um sorriso luminoso, convidando as crianças para uma tarde em sua casa..E o que aconteceu quando entraram?Nunca mais quiseram sair de lá..Perceberam que foram muito bem recebidos e que seria a maneira mais fácil de atravessar a mais bonita de todas as pontes: o coração"....
Gostaram da historinha?É, essa não recebi por e-mail; o dia de hoje me trouxe como "presente" o ataque à uma embarcação que trazia mantimentos para pessoas necessitadas, sem motivo aparente algum para tal barbaridade...E aí que pergunto: onde vai parar essa falta de tolerância e o desrespeito as diferentes origens, religiões, ideias?Só espero que não vá muito longe..Já é hora de encurtar esse caminho...
Abraços à todos!
Como acho que sou uma pessoa que tem muita história pra contar, nada mais justo que o nome desse blog..Espero que tenham histórias a contar também..
segunda-feira, 31 de maio de 2010
terça-feira, 18 de maio de 2010
Cortinas do Amanhã...
Depois de tanto tédio nesta cidade que nada acontece, eis que surgiu a oportunidade: sim, é verdade!Neste im de semana que passou, uma peça de teatro com temática interessante chega à província onde moro..As duas carinhas gregas - a da tragédia e a da comédia - dão o ar de sua graça,mostrando que há mais cores que a nossa vã filosofia possa imaginar(Obrigada Shakeaspeare!!).Orgulho-me de poder dizer que tem um "dedinho" meu nessa vinda para cá,não existe nada mais gratificante que fazer as pessoas pensarem...
A história começa com o ator sentado, contando a história de um homem que acaba de perder sua própria mãe..não se sabe se hoje..ou ontem...Curioso isso não? Várias coisas de nossa vida as quais julgamos extremamente importantes acabam simplesmente "fugindo" de nossa memória..Será mesmo uma fuga?Aqui vai um trecinho de uma mensagem a qual recebi de um amigo, aliás, anda sumido faz um bom tempo:"Há dias em que me busco e não me acho, faz dias que não "me vejo"..Às vezes bate um medo de enfrentar quem realmente somos e o que de fato pensamos..Somos complicados por natureza (por isso existem os psicólogos, graças à Deus!).
Ao longo das falas, percebo que o narrador parece não só contar, mas fazer parte da história - que feliz "coincidência", não acham? Já que cá estou, contando uma "história", a minha mesmo, é realmente algo deveras curioso..Oferecem-no uma xícara de café e um cigarro em um momento triste, ele aceita, de bom grado...Pelas regras de etiqueta com as quais somos obrigados á conviver desde a mais tenra idade, não deveria aceitar..Conforme o tempo passa, a sociedade nos impõe que devemos ser educados - ou deveria dizer, hipócritas?- polidos, mesmo que isso nos custe a própria sinceridade, honestidade de nossos atos, sentimentos, ideias..Escondei-vos, usai as máscaras da dissimulação- nossa parecem mais aqueles discuros de pelo menos, uns quinhentos anos atrás, coisas de quem usa o tempo..ou será que ele quem nos usa?
Uma das passagens que mais me impressionou, tanto que cheguei à repeti-la enquanto o ator falava:" Posso não saber das coisas que me interessam..Mas com certeza sei muito bem das que NÃO me interessam"..Achei que aquilo tudo tivesse saído da minha cabeça; mas não..Tudo parecia se encaixar perfeitamente com a minha realidade e posso dizer até que com muitas pessoas que conheço..e até que não conheço...Lá se vão anos desde que cheguei à conclusão de que sei exatamente do que NÃO gosto,mas as que gosto acabam por gerar dúvidas, questionamentos..parecem infindáveis, muitas vezes..É claramente perceptível através da quantidade de pontos de interrogação e reticências presentes, coisas de quem vive a se indagar o que realmente é importante, imprescindível, inadiável- nossa, quantos "is" não é mesmo?!
A indecisão é peça chave da personalidade do personagem..Não sabe se quer viajar, se gostaria de mudar de país ou quem sabe até mudar de vida..Determinado momento, escutei a seguinte frase:"Devagar, acostuma-se à tudo na vida"..Confesso que discordo.Talvez porque o personagem, nas palavras do filósofo alemão Nietzsche, já esteja na fase de "criança", a qual se aceita tudo, simplesmente, é realidade, é a própria natureza..Enquanto eu, na "fase do Leão", a qual tudo se contesta, na qual o jogo do tabuleiro sempre pode ser virado, revirado à nosso favor,seguindo tão somente a vontade premente, aquela que "grita" para ser atendida..Ah, quase ia me esquecendo: Em um momento, o homem solta toda a sua raiva.. e depois parece tranquilizar-se..Quando temos algo a dizer,no instante em que nos desprendemos das amarras da hipocrisia, o peso, antes de 30 toneladas,neste momento, torna-se a mais leve das plumas...Eu garanto..
Abraços à todos!
A história começa com o ator sentado, contando a história de um homem que acaba de perder sua própria mãe..não se sabe se hoje..ou ontem...Curioso isso não? Várias coisas de nossa vida as quais julgamos extremamente importantes acabam simplesmente "fugindo" de nossa memória..Será mesmo uma fuga?Aqui vai um trecinho de uma mensagem a qual recebi de um amigo, aliás, anda sumido faz um bom tempo:"Há dias em que me busco e não me acho, faz dias que não "me vejo"..Às vezes bate um medo de enfrentar quem realmente somos e o que de fato pensamos..Somos complicados por natureza (por isso existem os psicólogos, graças à Deus!).
Ao longo das falas, percebo que o narrador parece não só contar, mas fazer parte da história - que feliz "coincidência", não acham? Já que cá estou, contando uma "história", a minha mesmo, é realmente algo deveras curioso..Oferecem-no uma xícara de café e um cigarro em um momento triste, ele aceita, de bom grado...Pelas regras de etiqueta com as quais somos obrigados á conviver desde a mais tenra idade, não deveria aceitar..Conforme o tempo passa, a sociedade nos impõe que devemos ser educados - ou deveria dizer, hipócritas?- polidos, mesmo que isso nos custe a própria sinceridade, honestidade de nossos atos, sentimentos, ideias..Escondei-vos, usai as máscaras da dissimulação- nossa parecem mais aqueles discuros de pelo menos, uns quinhentos anos atrás, coisas de quem usa o tempo..ou será que ele quem nos usa?
Uma das passagens que mais me impressionou, tanto que cheguei à repeti-la enquanto o ator falava:" Posso não saber das coisas que me interessam..Mas com certeza sei muito bem das que NÃO me interessam"..Achei que aquilo tudo tivesse saído da minha cabeça; mas não..Tudo parecia se encaixar perfeitamente com a minha realidade e posso dizer até que com muitas pessoas que conheço..e até que não conheço...Lá se vão anos desde que cheguei à conclusão de que sei exatamente do que NÃO gosto,mas as que gosto acabam por gerar dúvidas, questionamentos..parecem infindáveis, muitas vezes..É claramente perceptível através da quantidade de pontos de interrogação e reticências presentes, coisas de quem vive a se indagar o que realmente é importante, imprescindível, inadiável- nossa, quantos "is" não é mesmo?!
A indecisão é peça chave da personalidade do personagem..Não sabe se quer viajar, se gostaria de mudar de país ou quem sabe até mudar de vida..Determinado momento, escutei a seguinte frase:"Devagar, acostuma-se à tudo na vida"..Confesso que discordo.Talvez porque o personagem, nas palavras do filósofo alemão Nietzsche, já esteja na fase de "criança", a qual se aceita tudo, simplesmente, é realidade, é a própria natureza..Enquanto eu, na "fase do Leão", a qual tudo se contesta, na qual o jogo do tabuleiro sempre pode ser virado, revirado à nosso favor,seguindo tão somente a vontade premente, aquela que "grita" para ser atendida..Ah, quase ia me esquecendo: Em um momento, o homem solta toda a sua raiva.. e depois parece tranquilizar-se..Quando temos algo a dizer,no instante em que nos desprendemos das amarras da hipocrisia, o peso, antes de 30 toneladas,neste momento, torna-se a mais leve das plumas...Eu garanto..
Abraços à todos!
sábado, 1 de maio de 2010
Hesitação...
Nossa, quanto tempo faz que não apareço aqui..É verdade, no mês passado, o qual ao mesmo tempo parece tão distante,mas tão próximo,afinal hoje é mais um dia primeiro de um novo mês..Há dias já estava com planos de escrever aqui, mas passei pelo mal que já me assola - e acredito que isso não seja só um problema meu - a hesitação..Alguém sabe qual o real significado dessa palavra que tanto nos confunde, até no momento de soletrá-la..Aliás, ô idiomazinha difícil esse, viu?!
Hesitação: palavra que consiste em deixar que a palavra fique no limite entre a intenção de dizer alguma coisa e presa no meio da garganta, quando o cérebro dá aquele freio,parece que não está certo dizer aquilo..O velho conflito entre dizer o que se sente e a dúvida cruel de saber que o mundo de hoje dá mais espaço aos racionalistas, aqueles que pensam, pensam...E por isso mesmo acabam não fazendo nada - nada mesmo...A minha inércia, devo confessar: durou muito, mas muito mais do que eu esperava..Passei anos e anos com medo de dizer por receio do que as outras pessoas iriam pensar..
Depois disso, resolvi que o melhor de tudo é colocar para fora, obviamente,utilizando as palavras corretas,afinal a intenção não é machucar ninguém, certo?A própria criação do blog foi uma tentativa de ser ouvida, um pouco egoísta,devo confessar, é como se eu escrevesse aqui só sobre as minhas passagens, mas juro que tento abordar de uma maneira em que pelo menos alguém, um ser humano nesta terra se identifique com algo que escreva, é claro sempre buscando ver que todos os nossos episódios diários trazem alguma lição que vale à pena ser guardada e dividida,chega de tanto egoísmo espalhado mundo afora, não acham,já dizia o poeta: "Gentileza gera gentileza"..
Será que é por isso que uma certa pessoa sempre diz que ao invés de pedir as coisas em um claro português, a tendência é levar tudo pro lado da reclamação.É como se o tempo da infância voltasse, quando a criança para ser atendida, tivesse que gritar, chorar para que todos possam ouvir e ter suas vontades atendidas..Estou reaprendendo a pedir agora, de uns tempos pra cá...Alguém tem um ouvido pra emprestar?
Abraços à todos!!
Hesitação: palavra que consiste em deixar que a palavra fique no limite entre a intenção de dizer alguma coisa e presa no meio da garganta, quando o cérebro dá aquele freio,parece que não está certo dizer aquilo..O velho conflito entre dizer o que se sente e a dúvida cruel de saber que o mundo de hoje dá mais espaço aos racionalistas, aqueles que pensam, pensam...E por isso mesmo acabam não fazendo nada - nada mesmo...A minha inércia, devo confessar: durou muito, mas muito mais do que eu esperava..Passei anos e anos com medo de dizer por receio do que as outras pessoas iriam pensar..
Depois disso, resolvi que o melhor de tudo é colocar para fora, obviamente,utilizando as palavras corretas,afinal a intenção não é machucar ninguém, certo?A própria criação do blog foi uma tentativa de ser ouvida, um pouco egoísta,devo confessar, é como se eu escrevesse aqui só sobre as minhas passagens, mas juro que tento abordar de uma maneira em que pelo menos alguém, um ser humano nesta terra se identifique com algo que escreva, é claro sempre buscando ver que todos os nossos episódios diários trazem alguma lição que vale à pena ser guardada e dividida,chega de tanto egoísmo espalhado mundo afora, não acham,já dizia o poeta: "Gentileza gera gentileza"..
Será que é por isso que uma certa pessoa sempre diz que ao invés de pedir as coisas em um claro português, a tendência é levar tudo pro lado da reclamação.É como se o tempo da infância voltasse, quando a criança para ser atendida, tivesse que gritar, chorar para que todos possam ouvir e ter suas vontades atendidas..Estou reaprendendo a pedir agora, de uns tempos pra cá...Alguém tem um ouvido pra emprestar?
Abraços à todos!!
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Fuga Prometida
Hoje terminei de ler um livro pequenino, em versão reduzida mesmo, sobre o ano de 1808..Acho que não é novidade pra ninguém essa minha paixão pela história, correto?Fiquei impressionada com o paradoxo que envolve episódio deveras interessante como esse: a fuga de D.João VI para uma terra desconhecida, a qual parecia ter parado no tempo e no espaço - acho que já sabem de onde estou falando - num mundo de tantas guerras e disputas para ver quem pode mais.
Difícil aceitar que alguém só tome a decisão que veio mudar as histórias dos países para sempre através de pressão,diria até psicológica mesmo, mas deve-se acrescentar que existem pessoas que só agem assim: na última hora, movidas por um sentimento de que, se não fizermos algo pra "tirar o monstro de perto de nossas cabeças",ele simplesmente vem e ataca - sem piedade alguma.Voltando ao tema histórico abordado, nos quase 15 anos que usou, abusou e se refestelou de todos os privilégios que lhes foram concedidos,ao mesmo tempo em que absurdos aconteciam, o homem bonachão, preguiçoso e medroso realizou mudanças extremas para uma nação que só sobrevivia por Deus e por ela mesma.
Depois de tanto pensar, adiar, foi preciso que um grande sentimento de insatisfação pairasse para que a mesma pessoa que vos escreve, voltasse a traçar algumas linhas por aqui..Devo acrescentar: senti falta, senti sim...Foi como um sopro de desabafo e aquele suspiro de alívio chegasse após momentos de tensão,"bateu" aquela vontade de fugir, "dar uma de D.João" mesmo..Mas será de fato,uma fuga?Uma outra monarca, dessa vez do lado oposto da moeda, já que a tríade Portugal - Inglaterra -Brasil parece tomar dos livros de História,das estradas de ferro e da fundação da Biblioteca Nacional,mas afinal, de quem estou falando?Que tal citar uma senhora que mesmo diante de um cenário de guerra, destruição nos seus níveis mais sombrios, resolveu permanecer em seu país de origem, sim, é a Rainha Elisabeth, figura "decorativa" no Palácio de Buckingham, já que estamos falando de uma nação parlamentarista, a qual o primeiro ministro é quem toma as rédeas ( para que os cavalos não "corram")...
Não considero a palavra fugir em um momento em que o coração parece não achar lugar certo para ter paz,mas sim encontrar um caminho de mais felicidade, e do que adiantaria continuar aceitando - como uma frade franciscano nos tempos da literatura barroca - que isso seria o destino já traçado, sem direito a virar a direita ou mesmo fazer uma mudança na rota; assim como D.João o fez quando fez uma escala em Salvador, antes de partir para o Rio de Janeiro no tão marcado ano de 1808?!Uma correção: "Se é pra minha felicidade e de todos que amam, diga ao povo que vou...Onde meu coração me levar!"
Abraços a todos!
Difícil aceitar que alguém só tome a decisão que veio mudar as histórias dos países para sempre através de pressão,diria até psicológica mesmo, mas deve-se acrescentar que existem pessoas que só agem assim: na última hora, movidas por um sentimento de que, se não fizermos algo pra "tirar o monstro de perto de nossas cabeças",ele simplesmente vem e ataca - sem piedade alguma.Voltando ao tema histórico abordado, nos quase 15 anos que usou, abusou e se refestelou de todos os privilégios que lhes foram concedidos,ao mesmo tempo em que absurdos aconteciam, o homem bonachão, preguiçoso e medroso realizou mudanças extremas para uma nação que só sobrevivia por Deus e por ela mesma.
Depois de tanto pensar, adiar, foi preciso que um grande sentimento de insatisfação pairasse para que a mesma pessoa que vos escreve, voltasse a traçar algumas linhas por aqui..Devo acrescentar: senti falta, senti sim...Foi como um sopro de desabafo e aquele suspiro de alívio chegasse após momentos de tensão,"bateu" aquela vontade de fugir, "dar uma de D.João" mesmo..Mas será de fato,uma fuga?Uma outra monarca, dessa vez do lado oposto da moeda, já que a tríade Portugal - Inglaterra -Brasil parece tomar dos livros de História,das estradas de ferro e da fundação da Biblioteca Nacional,mas afinal, de quem estou falando?Que tal citar uma senhora que mesmo diante de um cenário de guerra, destruição nos seus níveis mais sombrios, resolveu permanecer em seu país de origem, sim, é a Rainha Elisabeth, figura "decorativa" no Palácio de Buckingham, já que estamos falando de uma nação parlamentarista, a qual o primeiro ministro é quem toma as rédeas ( para que os cavalos não "corram")...
Não considero a palavra fugir em um momento em que o coração parece não achar lugar certo para ter paz,mas sim encontrar um caminho de mais felicidade, e do que adiantaria continuar aceitando - como uma frade franciscano nos tempos da literatura barroca - que isso seria o destino já traçado, sem direito a virar a direita ou mesmo fazer uma mudança na rota; assim como D.João o fez quando fez uma escala em Salvador, antes de partir para o Rio de Janeiro no tão marcado ano de 1808?!Uma correção: "Se é pra minha felicidade e de todos que amam, diga ao povo que vou...Onde meu coração me levar!"
Abraços a todos!
sábado, 6 de março de 2010
Inércia de Movimentos...
Poderia ser mais um sábado como outro qualquer...Daqueles nos quais acordamos, ligamos nossa TV e perdemos bastante do nosso precioso tempo sem fazer absolutamente nada à não ser olhar para uma tela imóvel e nós, assim como ela, também restamos imóveis, sem atitude alguma; mas juro, foi diferente.
Era mais uma história desses reality shows que insistem em não querer sair do ar...Um rapaz e sua família inteira tem a oportunidade de mudar de vida com a reconstrução de seu lar, semi-destruído por empreiteiros inescrupulosos,ah, um detalhe importante: o personagem principal dessa história é tetraplégico( alguém aí deve ter lembrado da história de uma "certa novela", não é mesmo?!) e era também um grande jogador de basquete.
No dia em que precedia o último jogo no qual iria competir em busca do título principal de sua cidade, ele foi atingido por quatro, é isso mesmo, quatro tiros e o que aconteceu logo após?Um simples pedido:"Desculpe, foi o cara "errado,você precisa de ajuda?"...Foi o bastante para me motivar à voltar para minhas reflexões..Tantas outras vezes já pensei, avaliei diversos temas em busca de uma falsa inspiração..Garota boba essa, não acham?!Não é difícil perceber que o nosso próprio dia-a-dia nos traz inspiração suficiente para reflexões no mínimo, sensatas, chegando ao patamar de serem inteligentes...
Tomemos como exemplo prático esse, o do nosso ex-jogador de basquete.Ele luta para ter sua independência de novo se utilizando de todas as ferramentas possíveis e às vezes, até das impossíveis...E por quantas vezes nos sentimos iguais à ele? Achando que nada mais tem solução, esperando em nossas inertes "cadeiras de rodas".Se pareço louca? Talvez..Falo isso porquê em muitas ocasiões esperamos que soluções de problemas literalmente, "caiam do céu"; ficamos sentados, imaginando que estamos em "cadeiras de roda invisíveis",sem poder mover mãos,pés,até nossa própria cabeça, a qual não pára de pensar,avaliar,porém o medo de consequências indesejadas nos paralisa, congela, como aqueles que não mais possuem a chance de se mover...
Chega um dia em que precisamos sair desse estado:levantar da cadeira de uma só vez?Não aconselharia...A queda pode ser muito mais dolorosa..Mas que tal se à cada dia,esticarmos um pouco mais nosso braço, usar nossa voz, dar um passo mais curto para ter a segurança devida no momento daquele passo mais largo?
Nos últimos tempos, tenho me sentido assim,dando um passo de cada vez.Qual o primeiro movimento que recuperei? A fala..Passei anos e anos só ouvindo, absorvendo, aguentando,parecia que havia perdido a voz, mas aos poucos, dia após dia,ela se escuta cada dia mais clara,límpida, sem arranhões..Meu segundo movimento recuperado: o das mãos, elas eram praticamente imóveis, pareciam não obedecer aos comandos do meu mestre maior,minha consciência..Querem mais uma prova de que a inércia pode ser modificada? Aí está: comecei à me levantar da minha cadeira e ainda estou recuperando os movimentos das pernas, estas realmente precisavam de um empurrãozinho a mais, andavam extremamente preguiçosas, mas estão começando à reagir-até que enfim, não acham?!
O caminho ainda é longo,pés ainda vão encontrar algumas pedras mais a frente, mas nada que um bom sapato não possa proteger e tirá-las, com delicadeza e sabedoria, elas certamente irão contruindo o castelo que forma a história de todos nós...Ah, quase ia me esquecendo de uma parte de meu corpo que andava adormecida, mas que nos nossos sonhos,ela nunca deixou de existir: asas,para que permitir que nossos sentimentos e ações nos guiem às melhores estradas de nossas realizações..Então, querem um conselho? Deixem as asas crescerem, mas não se esqueçam de manter cautela,para que o pouso seja tranquilo e seguro,sem marcas profundas em nossa alma, nossos corações.
Abraços à todos!
Era mais uma história desses reality shows que insistem em não querer sair do ar...Um rapaz e sua família inteira tem a oportunidade de mudar de vida com a reconstrução de seu lar, semi-destruído por empreiteiros inescrupulosos,ah, um detalhe importante: o personagem principal dessa história é tetraplégico( alguém aí deve ter lembrado da história de uma "certa novela", não é mesmo?!) e era também um grande jogador de basquete.
No dia em que precedia o último jogo no qual iria competir em busca do título principal de sua cidade, ele foi atingido por quatro, é isso mesmo, quatro tiros e o que aconteceu logo após?Um simples pedido:"Desculpe, foi o cara "errado,você precisa de ajuda?"...Foi o bastante para me motivar à voltar para minhas reflexões..Tantas outras vezes já pensei, avaliei diversos temas em busca de uma falsa inspiração..Garota boba essa, não acham?!Não é difícil perceber que o nosso próprio dia-a-dia nos traz inspiração suficiente para reflexões no mínimo, sensatas, chegando ao patamar de serem inteligentes...
Tomemos como exemplo prático esse, o do nosso ex-jogador de basquete.Ele luta para ter sua independência de novo se utilizando de todas as ferramentas possíveis e às vezes, até das impossíveis...E por quantas vezes nos sentimos iguais à ele? Achando que nada mais tem solução, esperando em nossas inertes "cadeiras de rodas".Se pareço louca? Talvez..Falo isso porquê em muitas ocasiões esperamos que soluções de problemas literalmente, "caiam do céu"; ficamos sentados, imaginando que estamos em "cadeiras de roda invisíveis",sem poder mover mãos,pés,até nossa própria cabeça, a qual não pára de pensar,avaliar,porém o medo de consequências indesejadas nos paralisa, congela, como aqueles que não mais possuem a chance de se mover...
Chega um dia em que precisamos sair desse estado:levantar da cadeira de uma só vez?Não aconselharia...A queda pode ser muito mais dolorosa..Mas que tal se à cada dia,esticarmos um pouco mais nosso braço, usar nossa voz, dar um passo mais curto para ter a segurança devida no momento daquele passo mais largo?
Nos últimos tempos, tenho me sentido assim,dando um passo de cada vez.Qual o primeiro movimento que recuperei? A fala..Passei anos e anos só ouvindo, absorvendo, aguentando,parecia que havia perdido a voz, mas aos poucos, dia após dia,ela se escuta cada dia mais clara,límpida, sem arranhões..Meu segundo movimento recuperado: o das mãos, elas eram praticamente imóveis, pareciam não obedecer aos comandos do meu mestre maior,minha consciência..Querem mais uma prova de que a inércia pode ser modificada? Aí está: comecei à me levantar da minha cadeira e ainda estou recuperando os movimentos das pernas, estas realmente precisavam de um empurrãozinho a mais, andavam extremamente preguiçosas, mas estão começando à reagir-até que enfim, não acham?!
O caminho ainda é longo,pés ainda vão encontrar algumas pedras mais a frente, mas nada que um bom sapato não possa proteger e tirá-las, com delicadeza e sabedoria, elas certamente irão contruindo o castelo que forma a história de todos nós...Ah, quase ia me esquecendo de uma parte de meu corpo que andava adormecida, mas que nos nossos sonhos,ela nunca deixou de existir: asas,para que permitir que nossos sentimentos e ações nos guiem às melhores estradas de nossas realizações..Então, querem um conselho? Deixem as asas crescerem, mas não se esqueçam de manter cautela,para que o pouso seja tranquilo e seguro,sem marcas profundas em nossa alma, nossos corações.
Abraços à todos!
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Por que nunca tive sonhos?
Essa é a história de um jovem voluntarioso, o qual tinha tudo o que queria no exato momento em que sua vontade imperava..Ravi morava na Índia e possuía um elefante chamando Mustafá, que o levava sempre onde seu dono mandava..Um dia porém, Mustafá sentiu grande dor e não podia fazer o que Ravi mandou, foi então que disse:
-Meu amo, sinto muitíssimo, mas não posso trabalhar hoje.Sinto muita dor em minha pata direita traseira, prometo que amanhã retorno às minhas atividades.
E Ravi então retrucou:
-Ah elefante preguiçoso, está aqui à meu serviços, não tens escolha..Serás rapidamente substituído!
Mustafá não se fez de rogado:
- Tudo bem, vós sois o dono de vossas vontades e sonhos..Se é de tua vontade, saio de cena e que entre outro disposto à seguir os teus desmandos.
Ocorre que, naquele exato momento, a Índia passava por um momento crítico: a manada de elefantes estava cada vez mais escassa; os que ainda possuiam forças pra trabalhar, fugiram para uma região onde não houvesse tanta escravidão por parte dos Marajás, ainda presentes neste período.
Gostaram da historinha? Tudo isso pra dizer que eu nunca possuí sonhos exatamente meus..Não, isso não é uma carta suicida, podem ficar sossegados..O que acontece é uma simples constatação: sempre fui guiada, levada por desejos, sonhos de outrém... Assim como o Ravi, pessoas me diziam sempre o que tinha de fazer, nunca quis ser alguém malcriada, muito pelo contrário: agradeço à todos aqueles que me ajudaram quando mais precisei, mas acrescento que às vezes é preciso pegar a rota contrária: desobedecer.
Mas como, desobedecer?!Ser estúpida, uma verdadeira rebelde sem causa? Não, definitivamente não...Simplesmente deixar ser, construir sonhos, planos, metas com o melhor dos tijolos: o auto-conhecimento.Temos lados tão difíceis de serem contados como o maior dos poliedros da matemática, mas insistimos em sermos os velhos e conhecidos triângulos, com aqueles míseros três lados e muitas vezes, não chegamos à conhecer nem esses...A rotina maltrata nosso senso criativo, nos sentimos presos aos papéis pré-definidos, naquela ordem que nem sempre dá tão certo:nascer, crescer, estudar para ser o melhor da turma,passar no vestibular, formar-se e seguir uma carreira a qual nem sabemos porquê exatamente a escolhemos.
Seguir ordens ou fazer a própria história?Pergunta capciosa, difícil de responder: se seguimos ordens, somos bons filhos; se fazemos nossa própria história, somos ousados, desrespeitosos para com aqueles que sempre almejaram o melhor para nós?A modernidade trouxe valores muito deturpados, estranhos: filhos que mandam nos pais e pais aflitos, receosos de passar alguma espécie de trauma para seus filhos, tornando-se assim permissivos demais..Isso me lembrou o começo dessa história; os pais no papel do elefante já tão cansado e filhos como o dono voluntarioso, cheio de regalias e sem respeito..Porém não existem pais substitutos, assim como o personagem aqui retratado, mas tem um final feliz pra essa história, baseado na "estória" acima:não é necessário arrastar nossos pais e submetê-los ao nosso jugo e nem retroceder no tempo e tornar o autoritarismo a melhor maneira de educar, que tal se, simplesmente andassem de mãos dadas?
Abraços à todos!!
-Meu amo, sinto muitíssimo, mas não posso trabalhar hoje.Sinto muita dor em minha pata direita traseira, prometo que amanhã retorno às minhas atividades.
E Ravi então retrucou:
-Ah elefante preguiçoso, está aqui à meu serviços, não tens escolha..Serás rapidamente substituído!
Mustafá não se fez de rogado:
- Tudo bem, vós sois o dono de vossas vontades e sonhos..Se é de tua vontade, saio de cena e que entre outro disposto à seguir os teus desmandos.
Ocorre que, naquele exato momento, a Índia passava por um momento crítico: a manada de elefantes estava cada vez mais escassa; os que ainda possuiam forças pra trabalhar, fugiram para uma região onde não houvesse tanta escravidão por parte dos Marajás, ainda presentes neste período.
Gostaram da historinha? Tudo isso pra dizer que eu nunca possuí sonhos exatamente meus..Não, isso não é uma carta suicida, podem ficar sossegados..O que acontece é uma simples constatação: sempre fui guiada, levada por desejos, sonhos de outrém... Assim como o Ravi, pessoas me diziam sempre o que tinha de fazer, nunca quis ser alguém malcriada, muito pelo contrário: agradeço à todos aqueles que me ajudaram quando mais precisei, mas acrescento que às vezes é preciso pegar a rota contrária: desobedecer.
Mas como, desobedecer?!Ser estúpida, uma verdadeira rebelde sem causa? Não, definitivamente não...Simplesmente deixar ser, construir sonhos, planos, metas com o melhor dos tijolos: o auto-conhecimento.Temos lados tão difíceis de serem contados como o maior dos poliedros da matemática, mas insistimos em sermos os velhos e conhecidos triângulos, com aqueles míseros três lados e muitas vezes, não chegamos à conhecer nem esses...A rotina maltrata nosso senso criativo, nos sentimos presos aos papéis pré-definidos, naquela ordem que nem sempre dá tão certo:nascer, crescer, estudar para ser o melhor da turma,passar no vestibular, formar-se e seguir uma carreira a qual nem sabemos porquê exatamente a escolhemos.
Seguir ordens ou fazer a própria história?Pergunta capciosa, difícil de responder: se seguimos ordens, somos bons filhos; se fazemos nossa própria história, somos ousados, desrespeitosos para com aqueles que sempre almejaram o melhor para nós?A modernidade trouxe valores muito deturpados, estranhos: filhos que mandam nos pais e pais aflitos, receosos de passar alguma espécie de trauma para seus filhos, tornando-se assim permissivos demais..Isso me lembrou o começo dessa história; os pais no papel do elefante já tão cansado e filhos como o dono voluntarioso, cheio de regalias e sem respeito..Porém não existem pais substitutos, assim como o personagem aqui retratado, mas tem um final feliz pra essa história, baseado na "estória" acima:não é necessário arrastar nossos pais e submetê-los ao nosso jugo e nem retroceder no tempo e tornar o autoritarismo a melhor maneira de educar, que tal se, simplesmente andassem de mãos dadas?
Abraços à todos!!
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Caixa de Pandora...
Dia desses escutei uma conversa entre pai e filho, que era mais ou menos assim:
-Pai, quando eu crescer..Quero mudar o mundo.
E o pai responde:
- Por quê meu filho?
E o filho então retruca:
Porque deve ser legal...
E é nesse ponto que que começa a história de hoje..Houve um tempo, mais especificamente uma geração que sonhava em mudar o mundo...Acabar com guerras, valorizar o ser humano, enfim, modificar o que havia de errado; essas e outras ideias faziam parte do imaginário dos chamados "quarentões de hoje", aqueles que participaram da geração cara pintada, tinham uma política participativa...E o que será que houve pra que esse desejo tão imenso de melhorar nosso planeta se tornasse uma sede infinda de poder nas mãos, transformando tanto nossa morada, à ponto de tufões, terremotos, enchentes, queimadas, tsunamis e outras desgraças aumentarem à níveis alarmantes? Será que precisava mesmo tudo isso?
Dia desses me peguei pensando que, os produtos fabricados há vinte, trinta anos atrás possuiam uma durabilidade incrível, as pessoas não tinham a necessidade que tem hoje de sempre trocar, substituir por algo tão mais novo, mais moderno, o conceito não era o de" ficar para trás", mas sim de atender as necessidades básicas de cada um.Hoje se tem o que eu chamo de "poço sem fundo da tecnologia" ou a expressão "elevador sem último andar" seria mais apropriada?Não entenderam né? Tudo bem, lá vem mais uma de minhas explicações: o poço sem fundo veio porque cada vez mais nos sentimos reféns da tecnologia, se não nos adequamos a ela, estamos "atrasados" e por isso vamos caindo, em direção ao fundo, que nunca chega,pois cada dia que passa sempre temos algo pra mudar, substituir..
E de onde vem essa maluquice de "elevador sem úlltimo andar" cara pálida?!Calma queridos, é simples: um elevador sobe e desce,correto? Imaginemos quando ele está subindo,em todas as ocasiões, existe um último andar, concordam?Nessa minha mais nova expressão, esse último pavimento, "o fim do caminho", simplesmente não existe; a tecnologia é algo tão mutável, tão fluido, ao passo que então continuamos subindo, subindo, subindo..Acho que tem horas que isso cansa um pouco, não acham?!
Nas poucas viagens que ainda faço de carro, percebo que a paisagem mudou ao longo dos anos..Será mesmo que mudou?Ou na verdade, ela continua a mesma de mais de uma centena de anos atrás, só que vai diminuindo a camada de florestas naturais para dar lugar à sede de poder daqueles que possuem mais...Às vezes dá vontade de parar no tempo, ou a expressão mais acertada seria voltar no tempo e corrigir tudo que fizeram de errado?A máquina, para tristeza de todos nós, não existe; o danado do tempo só anda pra frente, até nisso ele resolve ser tão apressadinho..Que tal mudar de planos hoje?
Abraços à todos!!
-Pai, quando eu crescer..Quero mudar o mundo.
E o pai responde:
- Por quê meu filho?
E o filho então retruca:
Porque deve ser legal...
E é nesse ponto que que começa a história de hoje..Houve um tempo, mais especificamente uma geração que sonhava em mudar o mundo...Acabar com guerras, valorizar o ser humano, enfim, modificar o que havia de errado; essas e outras ideias faziam parte do imaginário dos chamados "quarentões de hoje", aqueles que participaram da geração cara pintada, tinham uma política participativa...E o que será que houve pra que esse desejo tão imenso de melhorar nosso planeta se tornasse uma sede infinda de poder nas mãos, transformando tanto nossa morada, à ponto de tufões, terremotos, enchentes, queimadas, tsunamis e outras desgraças aumentarem à níveis alarmantes? Será que precisava mesmo tudo isso?
Dia desses me peguei pensando que, os produtos fabricados há vinte, trinta anos atrás possuiam uma durabilidade incrível, as pessoas não tinham a necessidade que tem hoje de sempre trocar, substituir por algo tão mais novo, mais moderno, o conceito não era o de" ficar para trás", mas sim de atender as necessidades básicas de cada um.Hoje se tem o que eu chamo de "poço sem fundo da tecnologia" ou a expressão "elevador sem último andar" seria mais apropriada?Não entenderam né? Tudo bem, lá vem mais uma de minhas explicações: o poço sem fundo veio porque cada vez mais nos sentimos reféns da tecnologia, se não nos adequamos a ela, estamos "atrasados" e por isso vamos caindo, em direção ao fundo, que nunca chega,pois cada dia que passa sempre temos algo pra mudar, substituir..
E de onde vem essa maluquice de "elevador sem úlltimo andar" cara pálida?!Calma queridos, é simples: um elevador sobe e desce,correto? Imaginemos quando ele está subindo,em todas as ocasiões, existe um último andar, concordam?Nessa minha mais nova expressão, esse último pavimento, "o fim do caminho", simplesmente não existe; a tecnologia é algo tão mutável, tão fluido, ao passo que então continuamos subindo, subindo, subindo..Acho que tem horas que isso cansa um pouco, não acham?!
Nas poucas viagens que ainda faço de carro, percebo que a paisagem mudou ao longo dos anos..Será mesmo que mudou?Ou na verdade, ela continua a mesma de mais de uma centena de anos atrás, só que vai diminuindo a camada de florestas naturais para dar lugar à sede de poder daqueles que possuem mais...Às vezes dá vontade de parar no tempo, ou a expressão mais acertada seria voltar no tempo e corrigir tudo que fizeram de errado?A máquina, para tristeza de todos nós, não existe; o danado do tempo só anda pra frente, até nisso ele resolve ser tão apressadinho..Que tal mudar de planos hoje?
Abraços à todos!!
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
O Fim..e o Começo...
Há exatos dez dias escrevi meu último texto por aqui..E estamos à algumas horas do ano de 2010..Curioso isso não?É incrível perceber como o fim...é tão próximo do começo.São exatos um minuto que fazem a ponte do ano que se despede, momento de avaliar erros, calcular os acertos, noves fora e então temos o saldo do ano já considerado "velho", depois desse minuto preciosa, chega enfim o tão esperado ano novo, hora de renovar aquelas velhas promessas, do tipo:" esse ano eu emagreço, esse ano eu estudo mais, esse ano eu começo à fazer exercícios físicos e por aí vai, a lista é bem grande...
É nessas horas que o conceito de tempo fica cada vez mais fluido,parecendo pedaço de nuvem prestes à se desfazer depois da tempestade..A rotina sufoca um pouco, faz o danado do tempo se sentir preso, acuado e como forma de "se vingar", ele passa cada vez mais rápido, mais rápido, mais rápido..ou será que sou eu quem está ficando velha e ele voa, descompassado, com a pressa de que o novo ano chegue para que a gente se dê conta de que se deve valorizar mais cada minut, cada hora vividos..E que tal se eu fizesse tudo diferente do modo como todos nós vínhamos fazendo? Levanto da cama abrindo os dedos das mãos ao invés de abrir primeiro os olhos já com aquele velho pensamento:" ah, vou ter que me levantar pra trabalhar"..Triste daqueles que não podem ou não tem um trabalho..
Fica fácil de perceber que somos muito mais sortudos que aquela palavra que não gosto de dizer; basta parar e pensar que temos uma casa, comida na mesa, uma família que nos acolhe, roupa para vestir, água limpa para beber e para nossa higiene, nossa, quanta coisa!Uma coisa é certa: o ano é de mais agradecimentos que pedidos, meu único pedido? Que todos tenhamos a noção de que a melhor hora é agora, por isso ela recebe o nome de PRESENTE..
Abraços à todos!
É nessas horas que o conceito de tempo fica cada vez mais fluido,parecendo pedaço de nuvem prestes à se desfazer depois da tempestade..A rotina sufoca um pouco, faz o danado do tempo se sentir preso, acuado e como forma de "se vingar", ele passa cada vez mais rápido, mais rápido, mais rápido..ou será que sou eu quem está ficando velha e ele voa, descompassado, com a pressa de que o novo ano chegue para que a gente se dê conta de que se deve valorizar mais cada minut, cada hora vividos..E que tal se eu fizesse tudo diferente do modo como todos nós vínhamos fazendo? Levanto da cama abrindo os dedos das mãos ao invés de abrir primeiro os olhos já com aquele velho pensamento:" ah, vou ter que me levantar pra trabalhar"..Triste daqueles que não podem ou não tem um trabalho..
Fica fácil de perceber que somos muito mais sortudos que aquela palavra que não gosto de dizer; basta parar e pensar que temos uma casa, comida na mesa, uma família que nos acolhe, roupa para vestir, água limpa para beber e para nossa higiene, nossa, quanta coisa!Uma coisa é certa: o ano é de mais agradecimentos que pedidos, meu único pedido? Que todos tenhamos a noção de que a melhor hora é agora, por isso ela recebe o nome de PRESENTE..
Abraços à todos!
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Escolhas: dirigir ou o banco do carona?
Há quanto tempo que não escrevo...Não sei,perdi a noção do tempo, só sei que vinha adiando voltar pra cá, talvez por medo de falar demais.ou de menos...Bem, hoje fui ao médico- algo inédito, talvez?- resolver uma tosse que já se arrastava por dias e mal me deixava dormir( ah se pelo menos fosse por algum motivo justo, risos) e vi uma moça chegando acompanhada de sua mãe; a primeira dirigia o carro e sua mãe, sentada no banco do carona( juro que não é fofoca que vou contar por aqui!) e foi então que pensei: ultimamente andei sempre no carona, sem me dar conta de que eu mesma era quem deveria tomar conta da própria vida, conduzindo as ideias?!
Tomei consciência de que gastei mais tempo do que deveria deixando que tomassem conta do que eu mesma devia ter realizado com minhas próprias mãos -ou pés!-Sempre esperei que as coisas tomassem seu rumo, sem querer interferir muito ( ou quase nada) no que chamam de "a roda do destino"..Enfim, as coisas mudaram ( ainda bem, já estava mais do que na hora!), mas não me arrependo de nada, continuo acreditando que cada coisa tem sua época, seu momento e é impossível "remar contra a maré da essência que nos foi reservada"..
O simples fato de gostar tanto de tirar fotografias de flores, mais especificamente, rosas, é emblemático: gosto da maravilha que elas oferecem: cor, odor, nem que seja por um breve espaço de tempo, então busco eternizar a alegria efêmera que as mesmas proporcionam, fazendo com que elas fiquem guardadinhas na memória de algum - ou alguns- momentos felizes; estes passam tão rápido, não é mesmo?Elas lembram os tempos de hoje: tão rápidos, fugazes, mas nem por isso devemos desperdiçá-los, deixá-los escorrer pelos dedos como a areia molhada pelas águas do mar verde-azul-anil de minha terra...
Há pouco tempo, chegaram algumas plantinhas que não são naturais da região Nordeste, já tão castigada pela seca que se arrasta por séculos, curioso isso: pessoas tão fortes, de natureza tão nobre, sempre tão sofridas, mas que nenhuma secura é capaz de levar embora a esperança de que a chuva trará boas novas..Mas enfim, chega dessa baboseira poética: é, eu gosto, nunca neguei pra ninguém dessa minha " natureza de Clarice"- gostar de expor, mostrar a própria essência exatamente como ela é, sem máscaras, voltando a história das plantinhas, eu explico: elas estão meio secas sabem, não estão sobrevivendo no clima árido daqui, e o que isso significa? Ninguém é capaz de fingir o que não é de fato, em alguma ocasião, nossas folhas começam a cair, embora nossas raízes continuem fincadas na terra; o que se tem por dentro é sempre mais forte que o exterior: perecível, falho, passível de erros, o que existe lá dentro predomina..Ainda bem...
Abraços a todos!!
Tomei consciência de que gastei mais tempo do que deveria deixando que tomassem conta do que eu mesma devia ter realizado com minhas próprias mãos -ou pés!-Sempre esperei que as coisas tomassem seu rumo, sem querer interferir muito ( ou quase nada) no que chamam de "a roda do destino"..Enfim, as coisas mudaram ( ainda bem, já estava mais do que na hora!), mas não me arrependo de nada, continuo acreditando que cada coisa tem sua época, seu momento e é impossível "remar contra a maré da essência que nos foi reservada"..
O simples fato de gostar tanto de tirar fotografias de flores, mais especificamente, rosas, é emblemático: gosto da maravilha que elas oferecem: cor, odor, nem que seja por um breve espaço de tempo, então busco eternizar a alegria efêmera que as mesmas proporcionam, fazendo com que elas fiquem guardadinhas na memória de algum - ou alguns- momentos felizes; estes passam tão rápido, não é mesmo?Elas lembram os tempos de hoje: tão rápidos, fugazes, mas nem por isso devemos desperdiçá-los, deixá-los escorrer pelos dedos como a areia molhada pelas águas do mar verde-azul-anil de minha terra...
Há pouco tempo, chegaram algumas plantinhas que não são naturais da região Nordeste, já tão castigada pela seca que se arrasta por séculos, curioso isso: pessoas tão fortes, de natureza tão nobre, sempre tão sofridas, mas que nenhuma secura é capaz de levar embora a esperança de que a chuva trará boas novas..Mas enfim, chega dessa baboseira poética: é, eu gosto, nunca neguei pra ninguém dessa minha " natureza de Clarice"- gostar de expor, mostrar a própria essência exatamente como ela é, sem máscaras, voltando a história das plantinhas, eu explico: elas estão meio secas sabem, não estão sobrevivendo no clima árido daqui, e o que isso significa? Ninguém é capaz de fingir o que não é de fato, em alguma ocasião, nossas folhas começam a cair, embora nossas raízes continuem fincadas na terra; o que se tem por dentro é sempre mais forte que o exterior: perecível, falho, passível de erros, o que existe lá dentro predomina..Ainda bem...
Abraços a todos!!
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Contra o vento...
Enfim, mais uma vez, chega Dezembro!
Fui caminhando hoje de manhã, logo após sair do trabalho e um súbito vento quase que simplesmente me impediu de andar, tive que duplicar a força nas pernas para conseguir me movimentar,pois tinha um destino à alcançar e não seria uma simples mudança de direção que me impediria de caminhar, de atingir meu objetivo...Aposto que pensaram longe, não é mesmo?
Sim, muitas vezes em nossas vidas somos tomados por uma mudança no curso dos acontecimentos, mas que nem por isso devem impedir que realizemos nossas metas..à não ser queiramos isso (e por quê não?), uma reviravolta que por muitas vezes pode trazer o que de fato nos traria mais felicidade, mais vontade de que cada dia que passe seja melhor que o de ontem...Por muito tempo deixei que o vento me levasse em quaisquer direções, sem nem ao menos tentar inverter a vela que me levava pra direções que nem eu mesma sabia se queria ir..Ainda bem que passou..
Hoje tenho a plena consciencia de que, se eu quiser mudar o curso do barco que navegamos, é perfeitamente possível: basta que simplesmente saibamos usar à nosso favor..O vento atrapalha sua caminhada? Mude de direção..Não é preciso continuar numa mesma rota se percebemos que aquela não nos levará onde queremos..Convenções? As vezes é bom segui-las, porém em muitas situações, ignorá-las é a melhor saída; ser o comandante e permitir que se façam algumas paradas ou mesmo seguir viagem quando a tormenta parecer grande demais para aguentar, é uma questão de ajustar nossas velas, deixando os pés fincados no chão, mas com mãos leves e prontas pra mudar o curso de nossa viagem...
Abraços!
Fui caminhando hoje de manhã, logo após sair do trabalho e um súbito vento quase que simplesmente me impediu de andar, tive que duplicar a força nas pernas para conseguir me movimentar,pois tinha um destino à alcançar e não seria uma simples mudança de direção que me impediria de caminhar, de atingir meu objetivo...Aposto que pensaram longe, não é mesmo?
Sim, muitas vezes em nossas vidas somos tomados por uma mudança no curso dos acontecimentos, mas que nem por isso devem impedir que realizemos nossas metas..à não ser queiramos isso (e por quê não?), uma reviravolta que por muitas vezes pode trazer o que de fato nos traria mais felicidade, mais vontade de que cada dia que passe seja melhor que o de ontem...Por muito tempo deixei que o vento me levasse em quaisquer direções, sem nem ao menos tentar inverter a vela que me levava pra direções que nem eu mesma sabia se queria ir..Ainda bem que passou..
Hoje tenho a plena consciencia de que, se eu quiser mudar o curso do barco que navegamos, é perfeitamente possível: basta que simplesmente saibamos usar à nosso favor..O vento atrapalha sua caminhada? Mude de direção..Não é preciso continuar numa mesma rota se percebemos que aquela não nos levará onde queremos..Convenções? As vezes é bom segui-las, porém em muitas situações, ignorá-las é a melhor saída; ser o comandante e permitir que se façam algumas paradas ou mesmo seguir viagem quando a tormenta parecer grande demais para aguentar, é uma questão de ajustar nossas velas, deixando os pés fincados no chão, mas com mãos leves e prontas pra mudar o curso de nossa viagem...
Abraços!
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Faróis Vermelhos...
Hoje acordei com uma vontade de não mais ver jornais televisivos ou qualquer outra espécie de mídia jornalística...É tanta desgraça, pessoas brigando por motivos banais e o pior de tudo, pessoas inocentes pagando pela ira de irresponsáveis nos trânsitos brasileiros..A mensagem de hoje serve como alerta para aqueles conhecidos como "de pavio curto": respirem fundo e contem até dez..A vida é feita de momentos, cada um estabelecido na hora oportuna, sem necessitar de pressa, desatino para tal..
Comparemos nossa vida como um semáforo, desses que encontramos em qualquer cidade do mundo: teoricamente, existem três tempos; o vermelho, momento de parar e repensar nossas atitudes para com o próximo e é claro, nós mesmos; o amarelo, ah o amarelo! Sabiam que esse "danadinho" engana muita gente?!Imaginamos que podemos seguir, pois ele enfatiza aquele instante de "meio-termo", quando não é nem verde e nem vermelho..Acho que alguém aí foi longe nas ideias, não é mesmo?!Momentos nos quais algumas pessoas agem sem refletir direito e outras, um pouco mais inseguras, avaliam, pesam as consequências..
A imaginação agora voou alto para boa parte de vocês, caros leitores, assim imagino...E por fim, vem o verde, ah meu verde presente na bandeira desse país, o qual em tese representaria o verde de nossas matas..Será mesmo que esse não deveria ser trocado pelo vermelho de tanta violência que assola nossa nação, todos os dias, em praticamente 100% de nossos noticiários?Calma, sem tanto drama, correto? Ainda existe um filete de esperança, tal qual o "riachinho de água cristalina que ressurge , após longos períodos de estiagem, em nossos corações vagabundos"...Após um pouco de divagação, afinal ninguém é perfeito e escrever tem dessas coisas, a gente se empolga e acaba deixando a imaginação fluir-até demais, confessemos...
Certas oportunidades só surgem uma única vez em nossas vidas, sejam elas ofertas de emprego, uma viagem inesquecível e até mesmo aquele por-do-sol que não conseguimos acompanhar, são sempre tão únicos, é sério, pode verificar nunca vão ser iguais..Embora nossa rotina pareça envelhecer um pouco nossas expectativas de dias melhores, pensemos na rotina das crianças, acho até uma incorreição de minha parte falar esse termo, já que essas "pessoinhas" encaram cada dia como uma oportunidade única..
Engraçado como eles falam de acontecimentos recentes como "naquele dia", não possuem a exata noção de passagem do tempo..Às vezes é melhor ser assim , concordam comigo?Porém o danado do tempo não perdoa! Traquino como ele só,parece querer roubar a beleza de viver cada ocasião como se fosse a primeira vez e tudo fica comum, sem graça..O bom de tudo isso é que existe um alento para mim, você e quem quer que leia essa mensagem: "Uma hora o sinal verde abre"...
Comparemos nossa vida como um semáforo, desses que encontramos em qualquer cidade do mundo: teoricamente, existem três tempos; o vermelho, momento de parar e repensar nossas atitudes para com o próximo e é claro, nós mesmos; o amarelo, ah o amarelo! Sabiam que esse "danadinho" engana muita gente?!Imaginamos que podemos seguir, pois ele enfatiza aquele instante de "meio-termo", quando não é nem verde e nem vermelho..Acho que alguém aí foi longe nas ideias, não é mesmo?!Momentos nos quais algumas pessoas agem sem refletir direito e outras, um pouco mais inseguras, avaliam, pesam as consequências..
A imaginação agora voou alto para boa parte de vocês, caros leitores, assim imagino...E por fim, vem o verde, ah meu verde presente na bandeira desse país, o qual em tese representaria o verde de nossas matas..Será mesmo que esse não deveria ser trocado pelo vermelho de tanta violência que assola nossa nação, todos os dias, em praticamente 100% de nossos noticiários?Calma, sem tanto drama, correto? Ainda existe um filete de esperança, tal qual o "riachinho de água cristalina que ressurge , após longos períodos de estiagem, em nossos corações vagabundos"...Após um pouco de divagação, afinal ninguém é perfeito e escrever tem dessas coisas, a gente se empolga e acaba deixando a imaginação fluir-até demais, confessemos...
Certas oportunidades só surgem uma única vez em nossas vidas, sejam elas ofertas de emprego, uma viagem inesquecível e até mesmo aquele por-do-sol que não conseguimos acompanhar, são sempre tão únicos, é sério, pode verificar nunca vão ser iguais..Embora nossa rotina pareça envelhecer um pouco nossas expectativas de dias melhores, pensemos na rotina das crianças, acho até uma incorreição de minha parte falar esse termo, já que essas "pessoinhas" encaram cada dia como uma oportunidade única..
Engraçado como eles falam de acontecimentos recentes como "naquele dia", não possuem a exata noção de passagem do tempo..Às vezes é melhor ser assim , concordam comigo?Porém o danado do tempo não perdoa! Traquino como ele só,parece querer roubar a beleza de viver cada ocasião como se fosse a primeira vez e tudo fica comum, sem graça..O bom de tudo isso é que existe um alento para mim, você e quem quer que leia essa mensagem: "Uma hora o sinal verde abre"...
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Hi fellas, It's been such a long time since i've talked here..Well,yesterday and today had a terrible conversation with Cid,yeh,that...