Domingo é um dia meio complicado,não acham? Ao mesmo tempo que se pode ter um monte de coisas à fazer,pode-se ter absolutamente nada, o mais completo marasmo, daqueles que se contam as horas pra acabar..Estava eu, passeando pelo "enorme" shopping da capital onde moro, quando entrei numa lojinha daquelas que vendem umas tantas quinquilharias- detalhe: até a palavra já remete algo velho, risos-desde chaveiros até ursinhos de pelúcia.Foi quando avistei um globo terrestre,lembram-se dos tempos de escola?Sim, ele mesmo, só que numa cor diferente do azul piscina que estamos todos acostumados a ver: esse era amarelinho,num tamanho médio, nem tão pequenino, mas não era grande demais.Decidi comprá-lo,simplesmente me "apaixonei" por ele..Levei pra casa...
Curioso foi o fato de ter escolhido um artefato como esse, diverso dos habituais,para se levar de presente para si mesmo...Médio, sem aparentes arranhões.Apesar de que é necessário colocar a informação de que a vendedora do estabelecimento foi buscar outro exemplar no estoque, porém minha exigência era de que fosse na mesma cor e é óbvio, tinha que estar em perfeitas condições..E não é que quando a vendedora descia as escadas, o danado do globo escorregou das mãos dela e literalmente, despencou escada abaixo!Imaginem qual foi a minha decepção...Foi então que ela mostrou que o tal globinho não possuía as mesmas características daquele que eu tinha "me apaixonado"..risos..
E assim, fazemos com nossas escolhas: fazemos, depois analisamos a quantas andam as possibilidades de que através delas, nossas expectativas venham a se realizar,porém durante o caminho, ocorrem adversidades, imprevistos..E agora? O mundo "cai",não é mesmo?( assim como o globinho vindo do estoque)..Mas não é que o globinho que despencava NÃO era aquele que tinha sido almejado desde o início..Doce travessura do destino..O personagem dessa história estava lá, quietinho, "olhando pra mim",e dizendo:"Ei,olha, ainda estou aqui!!"E olhem só: era o último exemplar..
Quando imaginamos que tudo está perdido, é exatamente através dos erros que conseguimos encontrar nossos futuros acertos..O tamanho médio me agradou pois consigo enxergar as possibilidades, estabelecer metas..Já imaginaram se fosse pequeno demais?Não conseguiria enxergar alguns nomes, por maiores que fossem( pensem naqueles países bem pequeninos!!),ele iria se perder na em meio a um bocado de coisas que tomam nossa atenção - metas que se perdem na estrada-da mesma maneira que um globo daqueles de tamanho gigante iria me fazer sentir um pouco intimidada, o receio de fazê-lo cair,para consertá-lo levaria um pouco mais de tempo e paciência, concordam?
E assim,digo que não se arrependam daquilo que fizeram, mas sim do que um dia desejamos ter feito e por medo "do globo enorme se espatifar no chão", deixamos de fazer..Um amigo um dia me disse:"Na vida,não se é mais do que um dia desejamos ser"...Já sei, ficou confuso não é mesmo?Tudo bem, esclareçamos:Por muitas vezes dizemos que gostaríamos de ser menos retincentes, mais aventureiros,porém há que se salientar que somos exatamente o que queremos ser..Mudanças? Sim, são benvindas, desde que planejadas, como o globinho no tamanho médio, com seus nomes visíveis, porém não invisíveis, os quais não se perdem na imensidão das escolhas...
Abraços à todos!!
Como acho que sou uma pessoa que tem muita história pra contar, nada mais justo que o nome desse blog..Espero que tenham histórias a contar também..
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Caminhos abertos...
É, hoje realmente foi o que se chama de "um dia diferente", daqueles pra marcar com caneta dourada, trazendo aquela sensação de dever cumprido, misturado à um gosto de felicidade por estar viva...Realizei uma tarefa que pensei não ser possível: sair da "zona de conforto" e literalmente, "mexer os braços e as pernas"..Recentemente, o Estado de Alagoas foi atingido por uma enchente devastadora, a qual só deixou destroços e muito choro pelo caminho..Aliás, caminhos..Foram eles que me levaram até onde estou hoje,mas o que será abrir caminhos?
Fizeram essa pergunta há muitos anos atrás para alguém.Um avô perguntou à seu neto:"Meu filho, pra você, o que é um caminho?" E o neto prontamente respondeu:" Ah Vô, é uma estrada por onde se segue"..E o avô então retrucou:"Sim meu filho,mas você sabe que,para abrir caminhos é preciso que alguém comece o trabalho,corte os matos que impedem nossa passagem,usando o que for possível para fazer o nosso caminho em meio as dificuldades"..Essa frase realmente ficou marcada,gravada feito brasa no ferro..
Por tantas vezes só vemos os espinhos pela estrada da vida...É muito mais fácil passar toda uma existência à reclamar da falta de oportunidades do que fazê-las possíveis,palpáveis,menos inacessíveis..Posso dizer que sou testemunha ocular disso, até hoje ainda me pego sendo vítima de tal "armadilha da discórdia"- nome forte,não acham?!Quase sempre as soluções estão bem à nossa frente,porém é mais prático, fácil, rápido pegar a maçã mais baixa na árvore da vida,certo?Aquelas que se encontram lá no alto, no topo da existência, tornam-se difíceis, um verdadeiro fardo para os pobres inertes que o tempo fez questão de deixar inacabados,ainda falta um pouco mais de barro e força nas mãos para terminar essa fantástica escultura chamada ser humano...
Tem uns momentos que são interessantes para parar, pensar,reavaliar..Será mesmo que estou me vendo como alguém realmente importante, digno de tanta abnegação? Mas é claro que sim,isso não é ser egoísta,mas lembrar que nosso corpo é nossa verdadeira casa,é nosso dever tratarmo-nos bem..Que tal olharmos para nós mesmos tal qual se fossemos aquela semente que acaba de ser plantada..Precisa ser regada,nutrida com luzes de boa vontade,persistência e merecimento, essas,ah, essas andam sempre juntas...
Abraços à todos!!
Fizeram essa pergunta há muitos anos atrás para alguém.Um avô perguntou à seu neto:"Meu filho, pra você, o que é um caminho?" E o neto prontamente respondeu:" Ah Vô, é uma estrada por onde se segue"..E o avô então retrucou:"Sim meu filho,mas você sabe que,para abrir caminhos é preciso que alguém comece o trabalho,corte os matos que impedem nossa passagem,usando o que for possível para fazer o nosso caminho em meio as dificuldades"..Essa frase realmente ficou marcada,gravada feito brasa no ferro..
Por tantas vezes só vemos os espinhos pela estrada da vida...É muito mais fácil passar toda uma existência à reclamar da falta de oportunidades do que fazê-las possíveis,palpáveis,menos inacessíveis..Posso dizer que sou testemunha ocular disso, até hoje ainda me pego sendo vítima de tal "armadilha da discórdia"- nome forte,não acham?!Quase sempre as soluções estão bem à nossa frente,porém é mais prático, fácil, rápido pegar a maçã mais baixa na árvore da vida,certo?Aquelas que se encontram lá no alto, no topo da existência, tornam-se difíceis, um verdadeiro fardo para os pobres inertes que o tempo fez questão de deixar inacabados,ainda falta um pouco mais de barro e força nas mãos para terminar essa fantástica escultura chamada ser humano...
Tem uns momentos que são interessantes para parar, pensar,reavaliar..Será mesmo que estou me vendo como alguém realmente importante, digno de tanta abnegação? Mas é claro que sim,isso não é ser egoísta,mas lembrar que nosso corpo é nossa verdadeira casa,é nosso dever tratarmo-nos bem..Que tal olharmos para nós mesmos tal qual se fossemos aquela semente que acaba de ser plantada..Precisa ser regada,nutrida com luzes de boa vontade,persistência e merecimento, essas,ah, essas andam sempre juntas...
Abraços à todos!!
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Coragem líquida...
Acho que já aconteceu com alguém de vocês, sair na maior chuva,certo? E obviamente, a situação contrária: não sair pelo simples fato de..estar chovendo..Curioso, não?Estava eu hoje, quase chegando no ponto de ônibus próximo à minha casa, quando de repente..começa uma chuva daquelas..Então pensei:"Que maravilha, estou sem guardachuva"- ai, como eu detesto essa nova ortografia,um dia me acostumo, quem sabe.E então ficou a dúvida,parar debaixo de algum abrigo e esperar ou sair correndo e enfrentar "a danada"?Decidi parar um pouco..Esperei por alguns minutos,folheei algumas revistas e por fim, decidi que já era hora de sair e enfrentá-la,afinal, era só água...
Por quantas vezes em nossas vidas, hesitamos em tomar decisões... É um medo que corre por dentro, fazendo congelar nossas pernas e braços,impedindo-nos de tomar alguma atitude..Medo de sofrer? Talvez..Receio de que as coisas tomem rumos e não possamos voltar atrás? Ah ser humano, sempre imprevisível, quando menos se espera, mudamos nossas decisões, mas ao mesmo tempo, queremos voltar no tempo, caso "algo saia errado"...Porém, existem momentos em que se deve arriscar, sair, como sempre falam por aí,"dar a cara pra bater"..E daí?Sofrer faz parte e nós, como bons seres sociais que somos, criamos expectativas. fazemos planos..
Uns mais ousados, outros mais retincentes..Assim somos.Formamos nossas personalidades ao longo do tempo, das experiências, dos dissabores, as vezes "pegando carona" nos históricos de nossos pais,dos amigos que sempre aconselham- há que se acrescentar que nem sempre acertam( risos)...Outra danada que "teima" em querer aparecer em diversas ocasiões em nossas vida,uma moça chamada insegurança; essa costumava aparecer quando começamos a tentar dar os primeiros passos ou mesmo quando arrancaram as rodinhas da nossa bicicleta - ah, quem fez isso realmente não tem coração! Onde vai parar nosso equilíbrio, nossa segurança? Vai embora junto com as rodinhas,não é mesmo?
O tempo passa, tomamos nossas decisões, decidimos por qual caminho seguir,bom, nem sempre não é mesmo? Acho que alguém aí deve ter se lembrado de uma "certa pessoa"..Curioso..Também me lembrei...Ah,quase ia me esquecendo; vocês devem estar se perguntando aí: "mas como acabou a história de enfrentar a chuva??"Bem, meus caros, eu fui,no meu ritmo, sem o tal guardachuva, enfrentando os pingos que lentamente caiam sobre minha cabeça, suaves, me fazendo enxergar que obstáculos existem, mas que no final das contas, era pura e simplesmente água,nada além de uma coragem líquida...
Abraços à todos!!!
Por quantas vezes em nossas vidas, hesitamos em tomar decisões... É um medo que corre por dentro, fazendo congelar nossas pernas e braços,impedindo-nos de tomar alguma atitude..Medo de sofrer? Talvez..Receio de que as coisas tomem rumos e não possamos voltar atrás? Ah ser humano, sempre imprevisível, quando menos se espera, mudamos nossas decisões, mas ao mesmo tempo, queremos voltar no tempo, caso "algo saia errado"...Porém, existem momentos em que se deve arriscar, sair, como sempre falam por aí,"dar a cara pra bater"..E daí?Sofrer faz parte e nós, como bons seres sociais que somos, criamos expectativas. fazemos planos..
Uns mais ousados, outros mais retincentes..Assim somos.Formamos nossas personalidades ao longo do tempo, das experiências, dos dissabores, as vezes "pegando carona" nos históricos de nossos pais,dos amigos que sempre aconselham- há que se acrescentar que nem sempre acertam( risos)...Outra danada que "teima" em querer aparecer em diversas ocasiões em nossas vida,uma moça chamada insegurança; essa costumava aparecer quando começamos a tentar dar os primeiros passos ou mesmo quando arrancaram as rodinhas da nossa bicicleta - ah, quem fez isso realmente não tem coração! Onde vai parar nosso equilíbrio, nossa segurança? Vai embora junto com as rodinhas,não é mesmo?
O tempo passa, tomamos nossas decisões, decidimos por qual caminho seguir,bom, nem sempre não é mesmo? Acho que alguém aí deve ter se lembrado de uma "certa pessoa"..Curioso..Também me lembrei...Ah,quase ia me esquecendo; vocês devem estar se perguntando aí: "mas como acabou a história de enfrentar a chuva??"Bem, meus caros, eu fui,no meu ritmo, sem o tal guardachuva, enfrentando os pingos que lentamente caiam sobre minha cabeça, suaves, me fazendo enxergar que obstáculos existem, mas que no final das contas, era pura e simplesmente água,nada além de uma coragem líquida...
Abraços à todos!!!
sábado, 17 de julho de 2010
Máscaras...
Tive um sonho como há muito tempo não me lembrava tão nitidamente: sonhei que andava por entre pessoas desconhecidas e usava..Uma máscara.Mas não era uma qualquer: era daquelas que cobria o rosto inteiro,simplesmente fiquei irreconhecível..Passeava de um lado para o outro,mas não adiantava: ninguém sabia quem eu era,nem mesmo se houvesse pessoas conhecidas,o rosto revela,nos identifica,denuncia as expressões,desejos,sentimentos..Onde quero chegar com semelhante divagação?Calma, vocês logo vão saber...
Nos escondemos por entre máscaras em diversos momentos de nossa vida... Muitas vezes isso ocorre por medo de sermos inteiramente descobertos, de tirar o véu que recobre nossas incertezas,mostrar nossa face de modo tão transparente reflete toda falibilidade do ser humano..e isso assusta..assusta muito.A sinceridade virou arma nas mãos dos feiticeiros que nos rodeiam,nesse momento a máscara torna-se algo reverso,ela cai, nos sentimos despidos, inseguros; um verdadeiro espelho,mostrando quem de fato somos..Alguém aí se lembrou de um objeto muito semelhante a isso?!Mas é claro!Só poderia ser um..espelho!
Curioso..Hesitei para continuar escrevendo esse texto..Deve ser o meu próprio receio de me mostrar mais do que costumeiramente já o faço por aqui..Tornei a ver outros sites, antes de retornar à esse texto..Medo de me expor mais do que o necessário? Talvez..Todos nós temos receio de "dar a cara a tapa", deixar como um livro de páginas abertas a própria vida,já que de uns bons tempos pra cá, o mundo "é dos espertos",dos que usurpam das fraquezas alheias a seu favor,em seu benefício..Será que conseguir planos, traçar metas e realizar tarefas é algo tão difícil que só possa se concretizar "passando por cima de tudo e todos"?Perguntinha difícil de responder..
Só sei que muitas ocasiões encontramos aqueles que possuem um espelho apontado para saber um pouco mais daqueles que se escondem,mas se por um revés do destino,estes também estiverem com um espelho na mão?Lembram-se da regrinha básica? Espelhos refletem-se uns nos outros e a luz forte faz com fechemos os olhos, tamanha sua claridade,frustrando ambas as expectativas...Voltamos ao ponto inicial: que tal se aproximar com um"oi,tudo bem?"..
Abraços à todos!!
Nos escondemos por entre máscaras em diversos momentos de nossa vida... Muitas vezes isso ocorre por medo de sermos inteiramente descobertos, de tirar o véu que recobre nossas incertezas,mostrar nossa face de modo tão transparente reflete toda falibilidade do ser humano..e isso assusta..assusta muito.A sinceridade virou arma nas mãos dos feiticeiros que nos rodeiam,nesse momento a máscara torna-se algo reverso,ela cai, nos sentimos despidos, inseguros; um verdadeiro espelho,mostrando quem de fato somos..Alguém aí se lembrou de um objeto muito semelhante a isso?!Mas é claro!Só poderia ser um..espelho!
Curioso..Hesitei para continuar escrevendo esse texto..Deve ser o meu próprio receio de me mostrar mais do que costumeiramente já o faço por aqui..Tornei a ver outros sites, antes de retornar à esse texto..Medo de me expor mais do que o necessário? Talvez..Todos nós temos receio de "dar a cara a tapa", deixar como um livro de páginas abertas a própria vida,já que de uns bons tempos pra cá, o mundo "é dos espertos",dos que usurpam das fraquezas alheias a seu favor,em seu benefício..Será que conseguir planos, traçar metas e realizar tarefas é algo tão difícil que só possa se concretizar "passando por cima de tudo e todos"?Perguntinha difícil de responder..
Só sei que muitas ocasiões encontramos aqueles que possuem um espelho apontado para saber um pouco mais daqueles que se escondem,mas se por um revés do destino,estes também estiverem com um espelho na mão?Lembram-se da regrinha básica? Espelhos refletem-se uns nos outros e a luz forte faz com fechemos os olhos, tamanha sua claridade,frustrando ambas as expectativas...Voltamos ao ponto inicial: que tal se aproximar com um"oi,tudo bem?"..
Abraços à todos!!
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Guardados e Marcados...
Ontem minha mãe encaminhou de uma só vez, três mensagens, no mesmo instante pensei:"Ah mãe, quantas mensagens de uma só vez,mas não é que quando as abri, todas elas realmente valiam à pena serem analisadas com a devida atenção?Chegamos à conclusão de que existem alguns e-mails que jamais deveriam ser apagados das vossas caixas de entrada...Tudo bem, eu sei que as vezes o limite de armazenagem é pouco ou mesmo quando chega a uma determinada quantidade, temos que apagar de qualquer maneira..
Mas qual o critério para definir o que é ou não importante?Boa pergunta...Usamos aquela velha e já tão surrada desculpa:"ah, amanhã eu vejo; ah não,de novo não;não vou nem olhar"..Será mesmo que estamos tão "sem tempo" assim?Vejamos uma historinha, em um dia marcado pela falta de paciência:
" Era uma vez dois irmãos, era uma menina e um menino, os chamados "gêmeos fraternos"( diga-se de passagem, existe mais briga que paz!),seus nomes? Intolerância e Desrespeito..A primeira sempre tímida, não se mostrava por inteiro a primeira vista, mas no momento em que se sentisse à vontade, entrava,literalmente, "sem pedir licença"...Sempre voluntariosa, ganhava espaço nas casas de seus amiguinhos, desprovidos daquela amiga, já um pouco idosa, a paciência...Já o menino, nossa esse daí realmente não era brincadeira viu?!Sempre se achava no direito de fazer o que bem entendesse, nesse aspecto,herdou um pouco das características da irmã..
Os dois não tinham medo de nada, exceto de um vizinho,já bem idoso, esquecido por muita gente, pois a "falta de tempo" os impede de valoriza-lo..Uma tarefa que esse velhinho tão simpático nunca se cansa de fazer é recolher a sujeirinha que as tempestades de sentimentos traziam e é claro, juntar os caquinhos dos "corações alheios"..Os meninos tinham medo de se aproximar dele, não o conheciam, ele escondia seu rosto e tal qual desconfiada é a natureza humana,sempre que o encontravam na rua, logo se escondiam por trás de alguma árvore.Ah, já ia me esquecendo: acho que vocês querem saber seu nome, certo?Amor era seu nome..
Certo dia, as crianças encontraram o Amor na rua, tiveram medo no início,mas logo mostrou sua face e abriu um sorriso luminoso, convidando as crianças para uma tarde em sua casa..E o que aconteceu quando entraram?Nunca mais quiseram sair de lá..Perceberam que foram muito bem recebidos e que seria a maneira mais fácil de atravessar a mais bonita de todas as pontes: o coração"....
Gostaram da historinha?É, essa não recebi por e-mail; o dia de hoje me trouxe como "presente" o ataque à uma embarcação que trazia mantimentos para pessoas necessitadas, sem motivo aparente algum para tal barbaridade...E aí que pergunto: onde vai parar essa falta de tolerância e o desrespeito as diferentes origens, religiões, ideias?Só espero que não vá muito longe..Já é hora de encurtar esse caminho...
Abraços à todos!
Mas qual o critério para definir o que é ou não importante?Boa pergunta...Usamos aquela velha e já tão surrada desculpa:"ah, amanhã eu vejo; ah não,de novo não;não vou nem olhar"..Será mesmo que estamos tão "sem tempo" assim?Vejamos uma historinha, em um dia marcado pela falta de paciência:
" Era uma vez dois irmãos, era uma menina e um menino, os chamados "gêmeos fraternos"( diga-se de passagem, existe mais briga que paz!),seus nomes? Intolerância e Desrespeito..A primeira sempre tímida, não se mostrava por inteiro a primeira vista, mas no momento em que se sentisse à vontade, entrava,literalmente, "sem pedir licença"...Sempre voluntariosa, ganhava espaço nas casas de seus amiguinhos, desprovidos daquela amiga, já um pouco idosa, a paciência...Já o menino, nossa esse daí realmente não era brincadeira viu?!Sempre se achava no direito de fazer o que bem entendesse, nesse aspecto,herdou um pouco das características da irmã..
Os dois não tinham medo de nada, exceto de um vizinho,já bem idoso, esquecido por muita gente, pois a "falta de tempo" os impede de valoriza-lo..Uma tarefa que esse velhinho tão simpático nunca se cansa de fazer é recolher a sujeirinha que as tempestades de sentimentos traziam e é claro, juntar os caquinhos dos "corações alheios"..Os meninos tinham medo de se aproximar dele, não o conheciam, ele escondia seu rosto e tal qual desconfiada é a natureza humana,sempre que o encontravam na rua, logo se escondiam por trás de alguma árvore.Ah, já ia me esquecendo: acho que vocês querem saber seu nome, certo?Amor era seu nome..
Certo dia, as crianças encontraram o Amor na rua, tiveram medo no início,mas logo mostrou sua face e abriu um sorriso luminoso, convidando as crianças para uma tarde em sua casa..E o que aconteceu quando entraram?Nunca mais quiseram sair de lá..Perceberam que foram muito bem recebidos e que seria a maneira mais fácil de atravessar a mais bonita de todas as pontes: o coração"....
Gostaram da historinha?É, essa não recebi por e-mail; o dia de hoje me trouxe como "presente" o ataque à uma embarcação que trazia mantimentos para pessoas necessitadas, sem motivo aparente algum para tal barbaridade...E aí que pergunto: onde vai parar essa falta de tolerância e o desrespeito as diferentes origens, religiões, ideias?Só espero que não vá muito longe..Já é hora de encurtar esse caminho...
Abraços à todos!
terça-feira, 18 de maio de 2010
Cortinas do Amanhã...
Depois de tanto tédio nesta cidade que nada acontece, eis que surgiu a oportunidade: sim, é verdade!Neste im de semana que passou, uma peça de teatro com temática interessante chega à província onde moro..As duas carinhas gregas - a da tragédia e a da comédia - dão o ar de sua graça,mostrando que há mais cores que a nossa vã filosofia possa imaginar(Obrigada Shakeaspeare!!).Orgulho-me de poder dizer que tem um "dedinho" meu nessa vinda para cá,não existe nada mais gratificante que fazer as pessoas pensarem...
A história começa com o ator sentado, contando a história de um homem que acaba de perder sua própria mãe..não se sabe se hoje..ou ontem...Curioso isso não? Várias coisas de nossa vida as quais julgamos extremamente importantes acabam simplesmente "fugindo" de nossa memória..Será mesmo uma fuga?Aqui vai um trecinho de uma mensagem a qual recebi de um amigo, aliás, anda sumido faz um bom tempo:"Há dias em que me busco e não me acho, faz dias que não "me vejo"..Às vezes bate um medo de enfrentar quem realmente somos e o que de fato pensamos..Somos complicados por natureza (por isso existem os psicólogos, graças à Deus!).
Ao longo das falas, percebo que o narrador parece não só contar, mas fazer parte da história - que feliz "coincidência", não acham? Já que cá estou, contando uma "história", a minha mesmo, é realmente algo deveras curioso..Oferecem-no uma xícara de café e um cigarro em um momento triste, ele aceita, de bom grado...Pelas regras de etiqueta com as quais somos obrigados á conviver desde a mais tenra idade, não deveria aceitar..Conforme o tempo passa, a sociedade nos impõe que devemos ser educados - ou deveria dizer, hipócritas?- polidos, mesmo que isso nos custe a própria sinceridade, honestidade de nossos atos, sentimentos, ideias..Escondei-vos, usai as máscaras da dissimulação- nossa parecem mais aqueles discuros de pelo menos, uns quinhentos anos atrás, coisas de quem usa o tempo..ou será que ele quem nos usa?
Uma das passagens que mais me impressionou, tanto que cheguei à repeti-la enquanto o ator falava:" Posso não saber das coisas que me interessam..Mas com certeza sei muito bem das que NÃO me interessam"..Achei que aquilo tudo tivesse saído da minha cabeça; mas não..Tudo parecia se encaixar perfeitamente com a minha realidade e posso dizer até que com muitas pessoas que conheço..e até que não conheço...Lá se vão anos desde que cheguei à conclusão de que sei exatamente do que NÃO gosto,mas as que gosto acabam por gerar dúvidas, questionamentos..parecem infindáveis, muitas vezes..É claramente perceptível através da quantidade de pontos de interrogação e reticências presentes, coisas de quem vive a se indagar o que realmente é importante, imprescindível, inadiável- nossa, quantos "is" não é mesmo?!
A indecisão é peça chave da personalidade do personagem..Não sabe se quer viajar, se gostaria de mudar de país ou quem sabe até mudar de vida..Determinado momento, escutei a seguinte frase:"Devagar, acostuma-se à tudo na vida"..Confesso que discordo.Talvez porque o personagem, nas palavras do filósofo alemão Nietzsche, já esteja na fase de "criança", a qual se aceita tudo, simplesmente, é realidade, é a própria natureza..Enquanto eu, na "fase do Leão", a qual tudo se contesta, na qual o jogo do tabuleiro sempre pode ser virado, revirado à nosso favor,seguindo tão somente a vontade premente, aquela que "grita" para ser atendida..Ah, quase ia me esquecendo: Em um momento, o homem solta toda a sua raiva.. e depois parece tranquilizar-se..Quando temos algo a dizer,no instante em que nos desprendemos das amarras da hipocrisia, o peso, antes de 30 toneladas,neste momento, torna-se a mais leve das plumas...Eu garanto..
Abraços à todos!
A história começa com o ator sentado, contando a história de um homem que acaba de perder sua própria mãe..não se sabe se hoje..ou ontem...Curioso isso não? Várias coisas de nossa vida as quais julgamos extremamente importantes acabam simplesmente "fugindo" de nossa memória..Será mesmo uma fuga?Aqui vai um trecinho de uma mensagem a qual recebi de um amigo, aliás, anda sumido faz um bom tempo:"Há dias em que me busco e não me acho, faz dias que não "me vejo"..Às vezes bate um medo de enfrentar quem realmente somos e o que de fato pensamos..Somos complicados por natureza (por isso existem os psicólogos, graças à Deus!).
Ao longo das falas, percebo que o narrador parece não só contar, mas fazer parte da história - que feliz "coincidência", não acham? Já que cá estou, contando uma "história", a minha mesmo, é realmente algo deveras curioso..Oferecem-no uma xícara de café e um cigarro em um momento triste, ele aceita, de bom grado...Pelas regras de etiqueta com as quais somos obrigados á conviver desde a mais tenra idade, não deveria aceitar..Conforme o tempo passa, a sociedade nos impõe que devemos ser educados - ou deveria dizer, hipócritas?- polidos, mesmo que isso nos custe a própria sinceridade, honestidade de nossos atos, sentimentos, ideias..Escondei-vos, usai as máscaras da dissimulação- nossa parecem mais aqueles discuros de pelo menos, uns quinhentos anos atrás, coisas de quem usa o tempo..ou será que ele quem nos usa?
Uma das passagens que mais me impressionou, tanto que cheguei à repeti-la enquanto o ator falava:" Posso não saber das coisas que me interessam..Mas com certeza sei muito bem das que NÃO me interessam"..Achei que aquilo tudo tivesse saído da minha cabeça; mas não..Tudo parecia se encaixar perfeitamente com a minha realidade e posso dizer até que com muitas pessoas que conheço..e até que não conheço...Lá se vão anos desde que cheguei à conclusão de que sei exatamente do que NÃO gosto,mas as que gosto acabam por gerar dúvidas, questionamentos..parecem infindáveis, muitas vezes..É claramente perceptível através da quantidade de pontos de interrogação e reticências presentes, coisas de quem vive a se indagar o que realmente é importante, imprescindível, inadiável- nossa, quantos "is" não é mesmo?!
A indecisão é peça chave da personalidade do personagem..Não sabe se quer viajar, se gostaria de mudar de país ou quem sabe até mudar de vida..Determinado momento, escutei a seguinte frase:"Devagar, acostuma-se à tudo na vida"..Confesso que discordo.Talvez porque o personagem, nas palavras do filósofo alemão Nietzsche, já esteja na fase de "criança", a qual se aceita tudo, simplesmente, é realidade, é a própria natureza..Enquanto eu, na "fase do Leão", a qual tudo se contesta, na qual o jogo do tabuleiro sempre pode ser virado, revirado à nosso favor,seguindo tão somente a vontade premente, aquela que "grita" para ser atendida..Ah, quase ia me esquecendo: Em um momento, o homem solta toda a sua raiva.. e depois parece tranquilizar-se..Quando temos algo a dizer,no instante em que nos desprendemos das amarras da hipocrisia, o peso, antes de 30 toneladas,neste momento, torna-se a mais leve das plumas...Eu garanto..
Abraços à todos!
sábado, 1 de maio de 2010
Hesitação...
Nossa, quanto tempo faz que não apareço aqui..É verdade, no mês passado, o qual ao mesmo tempo parece tão distante,mas tão próximo,afinal hoje é mais um dia primeiro de um novo mês..Há dias já estava com planos de escrever aqui, mas passei pelo mal que já me assola - e acredito que isso não seja só um problema meu - a hesitação..Alguém sabe qual o real significado dessa palavra que tanto nos confunde, até no momento de soletrá-la..Aliás, ô idiomazinha difícil esse, viu?!
Hesitação: palavra que consiste em deixar que a palavra fique no limite entre a intenção de dizer alguma coisa e presa no meio da garganta, quando o cérebro dá aquele freio,parece que não está certo dizer aquilo..O velho conflito entre dizer o que se sente e a dúvida cruel de saber que o mundo de hoje dá mais espaço aos racionalistas, aqueles que pensam, pensam...E por isso mesmo acabam não fazendo nada - nada mesmo...A minha inércia, devo confessar: durou muito, mas muito mais do que eu esperava..Passei anos e anos com medo de dizer por receio do que as outras pessoas iriam pensar..
Depois disso, resolvi que o melhor de tudo é colocar para fora, obviamente,utilizando as palavras corretas,afinal a intenção não é machucar ninguém, certo?A própria criação do blog foi uma tentativa de ser ouvida, um pouco egoísta,devo confessar, é como se eu escrevesse aqui só sobre as minhas passagens, mas juro que tento abordar de uma maneira em que pelo menos alguém, um ser humano nesta terra se identifique com algo que escreva, é claro sempre buscando ver que todos os nossos episódios diários trazem alguma lição que vale à pena ser guardada e dividida,chega de tanto egoísmo espalhado mundo afora, não acham,já dizia o poeta: "Gentileza gera gentileza"..
Será que é por isso que uma certa pessoa sempre diz que ao invés de pedir as coisas em um claro português, a tendência é levar tudo pro lado da reclamação.É como se o tempo da infância voltasse, quando a criança para ser atendida, tivesse que gritar, chorar para que todos possam ouvir e ter suas vontades atendidas..Estou reaprendendo a pedir agora, de uns tempos pra cá...Alguém tem um ouvido pra emprestar?
Abraços à todos!!
Hesitação: palavra que consiste em deixar que a palavra fique no limite entre a intenção de dizer alguma coisa e presa no meio da garganta, quando o cérebro dá aquele freio,parece que não está certo dizer aquilo..O velho conflito entre dizer o que se sente e a dúvida cruel de saber que o mundo de hoje dá mais espaço aos racionalistas, aqueles que pensam, pensam...E por isso mesmo acabam não fazendo nada - nada mesmo...A minha inércia, devo confessar: durou muito, mas muito mais do que eu esperava..Passei anos e anos com medo de dizer por receio do que as outras pessoas iriam pensar..
Depois disso, resolvi que o melhor de tudo é colocar para fora, obviamente,utilizando as palavras corretas,afinal a intenção não é machucar ninguém, certo?A própria criação do blog foi uma tentativa de ser ouvida, um pouco egoísta,devo confessar, é como se eu escrevesse aqui só sobre as minhas passagens, mas juro que tento abordar de uma maneira em que pelo menos alguém, um ser humano nesta terra se identifique com algo que escreva, é claro sempre buscando ver que todos os nossos episódios diários trazem alguma lição que vale à pena ser guardada e dividida,chega de tanto egoísmo espalhado mundo afora, não acham,já dizia o poeta: "Gentileza gera gentileza"..
Será que é por isso que uma certa pessoa sempre diz que ao invés de pedir as coisas em um claro português, a tendência é levar tudo pro lado da reclamação.É como se o tempo da infância voltasse, quando a criança para ser atendida, tivesse que gritar, chorar para que todos possam ouvir e ter suas vontades atendidas..Estou reaprendendo a pedir agora, de uns tempos pra cá...Alguém tem um ouvido pra emprestar?
Abraços à todos!!
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Fuga Prometida
Hoje terminei de ler um livro pequenino, em versão reduzida mesmo, sobre o ano de 1808..Acho que não é novidade pra ninguém essa minha paixão pela história, correto?Fiquei impressionada com o paradoxo que envolve episódio deveras interessante como esse: a fuga de D.João VI para uma terra desconhecida, a qual parecia ter parado no tempo e no espaço - acho que já sabem de onde estou falando - num mundo de tantas guerras e disputas para ver quem pode mais.
Difícil aceitar que alguém só tome a decisão que veio mudar as histórias dos países para sempre através de pressão,diria até psicológica mesmo, mas deve-se acrescentar que existem pessoas que só agem assim: na última hora, movidas por um sentimento de que, se não fizermos algo pra "tirar o monstro de perto de nossas cabeças",ele simplesmente vem e ataca - sem piedade alguma.Voltando ao tema histórico abordado, nos quase 15 anos que usou, abusou e se refestelou de todos os privilégios que lhes foram concedidos,ao mesmo tempo em que absurdos aconteciam, o homem bonachão, preguiçoso e medroso realizou mudanças extremas para uma nação que só sobrevivia por Deus e por ela mesma.
Depois de tanto pensar, adiar, foi preciso que um grande sentimento de insatisfação pairasse para que a mesma pessoa que vos escreve, voltasse a traçar algumas linhas por aqui..Devo acrescentar: senti falta, senti sim...Foi como um sopro de desabafo e aquele suspiro de alívio chegasse após momentos de tensão,"bateu" aquela vontade de fugir, "dar uma de D.João" mesmo..Mas será de fato,uma fuga?Uma outra monarca, dessa vez do lado oposto da moeda, já que a tríade Portugal - Inglaterra -Brasil parece tomar dos livros de História,das estradas de ferro e da fundação da Biblioteca Nacional,mas afinal, de quem estou falando?Que tal citar uma senhora que mesmo diante de um cenário de guerra, destruição nos seus níveis mais sombrios, resolveu permanecer em seu país de origem, sim, é a Rainha Elisabeth, figura "decorativa" no Palácio de Buckingham, já que estamos falando de uma nação parlamentarista, a qual o primeiro ministro é quem toma as rédeas ( para que os cavalos não "corram")...
Não considero a palavra fugir em um momento em que o coração parece não achar lugar certo para ter paz,mas sim encontrar um caminho de mais felicidade, e do que adiantaria continuar aceitando - como uma frade franciscano nos tempos da literatura barroca - que isso seria o destino já traçado, sem direito a virar a direita ou mesmo fazer uma mudança na rota; assim como D.João o fez quando fez uma escala em Salvador, antes de partir para o Rio de Janeiro no tão marcado ano de 1808?!Uma correção: "Se é pra minha felicidade e de todos que amam, diga ao povo que vou...Onde meu coração me levar!"
Abraços a todos!
Difícil aceitar que alguém só tome a decisão que veio mudar as histórias dos países para sempre através de pressão,diria até psicológica mesmo, mas deve-se acrescentar que existem pessoas que só agem assim: na última hora, movidas por um sentimento de que, se não fizermos algo pra "tirar o monstro de perto de nossas cabeças",ele simplesmente vem e ataca - sem piedade alguma.Voltando ao tema histórico abordado, nos quase 15 anos que usou, abusou e se refestelou de todos os privilégios que lhes foram concedidos,ao mesmo tempo em que absurdos aconteciam, o homem bonachão, preguiçoso e medroso realizou mudanças extremas para uma nação que só sobrevivia por Deus e por ela mesma.
Depois de tanto pensar, adiar, foi preciso que um grande sentimento de insatisfação pairasse para que a mesma pessoa que vos escreve, voltasse a traçar algumas linhas por aqui..Devo acrescentar: senti falta, senti sim...Foi como um sopro de desabafo e aquele suspiro de alívio chegasse após momentos de tensão,"bateu" aquela vontade de fugir, "dar uma de D.João" mesmo..Mas será de fato,uma fuga?Uma outra monarca, dessa vez do lado oposto da moeda, já que a tríade Portugal - Inglaterra -Brasil parece tomar dos livros de História,das estradas de ferro e da fundação da Biblioteca Nacional,mas afinal, de quem estou falando?Que tal citar uma senhora que mesmo diante de um cenário de guerra, destruição nos seus níveis mais sombrios, resolveu permanecer em seu país de origem, sim, é a Rainha Elisabeth, figura "decorativa" no Palácio de Buckingham, já que estamos falando de uma nação parlamentarista, a qual o primeiro ministro é quem toma as rédeas ( para que os cavalos não "corram")...
Não considero a palavra fugir em um momento em que o coração parece não achar lugar certo para ter paz,mas sim encontrar um caminho de mais felicidade, e do que adiantaria continuar aceitando - como uma frade franciscano nos tempos da literatura barroca - que isso seria o destino já traçado, sem direito a virar a direita ou mesmo fazer uma mudança na rota; assim como D.João o fez quando fez uma escala em Salvador, antes de partir para o Rio de Janeiro no tão marcado ano de 1808?!Uma correção: "Se é pra minha felicidade e de todos que amam, diga ao povo que vou...Onde meu coração me levar!"
Abraços a todos!
sábado, 6 de março de 2010
Inércia de Movimentos...
Poderia ser mais um sábado como outro qualquer...Daqueles nos quais acordamos, ligamos nossa TV e perdemos bastante do nosso precioso tempo sem fazer absolutamente nada à não ser olhar para uma tela imóvel e nós, assim como ela, também restamos imóveis, sem atitude alguma; mas juro, foi diferente.
Era mais uma história desses reality shows que insistem em não querer sair do ar...Um rapaz e sua família inteira tem a oportunidade de mudar de vida com a reconstrução de seu lar, semi-destruído por empreiteiros inescrupulosos,ah, um detalhe importante: o personagem principal dessa história é tetraplégico( alguém aí deve ter lembrado da história de uma "certa novela", não é mesmo?!) e era também um grande jogador de basquete.
No dia em que precedia o último jogo no qual iria competir em busca do título principal de sua cidade, ele foi atingido por quatro, é isso mesmo, quatro tiros e o que aconteceu logo após?Um simples pedido:"Desculpe, foi o cara "errado,você precisa de ajuda?"...Foi o bastante para me motivar à voltar para minhas reflexões..Tantas outras vezes já pensei, avaliei diversos temas em busca de uma falsa inspiração..Garota boba essa, não acham?!Não é difícil perceber que o nosso próprio dia-a-dia nos traz inspiração suficiente para reflexões no mínimo, sensatas, chegando ao patamar de serem inteligentes...
Tomemos como exemplo prático esse, o do nosso ex-jogador de basquete.Ele luta para ter sua independência de novo se utilizando de todas as ferramentas possíveis e às vezes, até das impossíveis...E por quantas vezes nos sentimos iguais à ele? Achando que nada mais tem solução, esperando em nossas inertes "cadeiras de rodas".Se pareço louca? Talvez..Falo isso porquê em muitas ocasiões esperamos que soluções de problemas literalmente, "caiam do céu"; ficamos sentados, imaginando que estamos em "cadeiras de roda invisíveis",sem poder mover mãos,pés,até nossa própria cabeça, a qual não pára de pensar,avaliar,porém o medo de consequências indesejadas nos paralisa, congela, como aqueles que não mais possuem a chance de se mover...
Chega um dia em que precisamos sair desse estado:levantar da cadeira de uma só vez?Não aconselharia...A queda pode ser muito mais dolorosa..Mas que tal se à cada dia,esticarmos um pouco mais nosso braço, usar nossa voz, dar um passo mais curto para ter a segurança devida no momento daquele passo mais largo?
Nos últimos tempos, tenho me sentido assim,dando um passo de cada vez.Qual o primeiro movimento que recuperei? A fala..Passei anos e anos só ouvindo, absorvendo, aguentando,parecia que havia perdido a voz, mas aos poucos, dia após dia,ela se escuta cada dia mais clara,límpida, sem arranhões..Meu segundo movimento recuperado: o das mãos, elas eram praticamente imóveis, pareciam não obedecer aos comandos do meu mestre maior,minha consciência..Querem mais uma prova de que a inércia pode ser modificada? Aí está: comecei à me levantar da minha cadeira e ainda estou recuperando os movimentos das pernas, estas realmente precisavam de um empurrãozinho a mais, andavam extremamente preguiçosas, mas estão começando à reagir-até que enfim, não acham?!
O caminho ainda é longo,pés ainda vão encontrar algumas pedras mais a frente, mas nada que um bom sapato não possa proteger e tirá-las, com delicadeza e sabedoria, elas certamente irão contruindo o castelo que forma a história de todos nós...Ah, quase ia me esquecendo de uma parte de meu corpo que andava adormecida, mas que nos nossos sonhos,ela nunca deixou de existir: asas,para que permitir que nossos sentimentos e ações nos guiem às melhores estradas de nossas realizações..Então, querem um conselho? Deixem as asas crescerem, mas não se esqueçam de manter cautela,para que o pouso seja tranquilo e seguro,sem marcas profundas em nossa alma, nossos corações.
Abraços à todos!
Era mais uma história desses reality shows que insistem em não querer sair do ar...Um rapaz e sua família inteira tem a oportunidade de mudar de vida com a reconstrução de seu lar, semi-destruído por empreiteiros inescrupulosos,ah, um detalhe importante: o personagem principal dessa história é tetraplégico( alguém aí deve ter lembrado da história de uma "certa novela", não é mesmo?!) e era também um grande jogador de basquete.
No dia em que precedia o último jogo no qual iria competir em busca do título principal de sua cidade, ele foi atingido por quatro, é isso mesmo, quatro tiros e o que aconteceu logo após?Um simples pedido:"Desculpe, foi o cara "errado,você precisa de ajuda?"...Foi o bastante para me motivar à voltar para minhas reflexões..Tantas outras vezes já pensei, avaliei diversos temas em busca de uma falsa inspiração..Garota boba essa, não acham?!Não é difícil perceber que o nosso próprio dia-a-dia nos traz inspiração suficiente para reflexões no mínimo, sensatas, chegando ao patamar de serem inteligentes...
Tomemos como exemplo prático esse, o do nosso ex-jogador de basquete.Ele luta para ter sua independência de novo se utilizando de todas as ferramentas possíveis e às vezes, até das impossíveis...E por quantas vezes nos sentimos iguais à ele? Achando que nada mais tem solução, esperando em nossas inertes "cadeiras de rodas".Se pareço louca? Talvez..Falo isso porquê em muitas ocasiões esperamos que soluções de problemas literalmente, "caiam do céu"; ficamos sentados, imaginando que estamos em "cadeiras de roda invisíveis",sem poder mover mãos,pés,até nossa própria cabeça, a qual não pára de pensar,avaliar,porém o medo de consequências indesejadas nos paralisa, congela, como aqueles que não mais possuem a chance de se mover...
Chega um dia em que precisamos sair desse estado:levantar da cadeira de uma só vez?Não aconselharia...A queda pode ser muito mais dolorosa..Mas que tal se à cada dia,esticarmos um pouco mais nosso braço, usar nossa voz, dar um passo mais curto para ter a segurança devida no momento daquele passo mais largo?
Nos últimos tempos, tenho me sentido assim,dando um passo de cada vez.Qual o primeiro movimento que recuperei? A fala..Passei anos e anos só ouvindo, absorvendo, aguentando,parecia que havia perdido a voz, mas aos poucos, dia após dia,ela se escuta cada dia mais clara,límpida, sem arranhões..Meu segundo movimento recuperado: o das mãos, elas eram praticamente imóveis, pareciam não obedecer aos comandos do meu mestre maior,minha consciência..Querem mais uma prova de que a inércia pode ser modificada? Aí está: comecei à me levantar da minha cadeira e ainda estou recuperando os movimentos das pernas, estas realmente precisavam de um empurrãozinho a mais, andavam extremamente preguiçosas, mas estão começando à reagir-até que enfim, não acham?!
O caminho ainda é longo,pés ainda vão encontrar algumas pedras mais a frente, mas nada que um bom sapato não possa proteger e tirá-las, com delicadeza e sabedoria, elas certamente irão contruindo o castelo que forma a história de todos nós...Ah, quase ia me esquecendo de uma parte de meu corpo que andava adormecida, mas que nos nossos sonhos,ela nunca deixou de existir: asas,para que permitir que nossos sentimentos e ações nos guiem às melhores estradas de nossas realizações..Então, querem um conselho? Deixem as asas crescerem, mas não se esqueçam de manter cautela,para que o pouso seja tranquilo e seguro,sem marcas profundas em nossa alma, nossos corações.
Abraços à todos!
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Por que nunca tive sonhos?
Essa é a história de um jovem voluntarioso, o qual tinha tudo o que queria no exato momento em que sua vontade imperava..Ravi morava na Índia e possuía um elefante chamando Mustafá, que o levava sempre onde seu dono mandava..Um dia porém, Mustafá sentiu grande dor e não podia fazer o que Ravi mandou, foi então que disse:
-Meu amo, sinto muitíssimo, mas não posso trabalhar hoje.Sinto muita dor em minha pata direita traseira, prometo que amanhã retorno às minhas atividades.
E Ravi então retrucou:
-Ah elefante preguiçoso, está aqui à meu serviços, não tens escolha..Serás rapidamente substituído!
Mustafá não se fez de rogado:
- Tudo bem, vós sois o dono de vossas vontades e sonhos..Se é de tua vontade, saio de cena e que entre outro disposto à seguir os teus desmandos.
Ocorre que, naquele exato momento, a Índia passava por um momento crítico: a manada de elefantes estava cada vez mais escassa; os que ainda possuiam forças pra trabalhar, fugiram para uma região onde não houvesse tanta escravidão por parte dos Marajás, ainda presentes neste período.
Gostaram da historinha? Tudo isso pra dizer que eu nunca possuí sonhos exatamente meus..Não, isso não é uma carta suicida, podem ficar sossegados..O que acontece é uma simples constatação: sempre fui guiada, levada por desejos, sonhos de outrém... Assim como o Ravi, pessoas me diziam sempre o que tinha de fazer, nunca quis ser alguém malcriada, muito pelo contrário: agradeço à todos aqueles que me ajudaram quando mais precisei, mas acrescento que às vezes é preciso pegar a rota contrária: desobedecer.
Mas como, desobedecer?!Ser estúpida, uma verdadeira rebelde sem causa? Não, definitivamente não...Simplesmente deixar ser, construir sonhos, planos, metas com o melhor dos tijolos: o auto-conhecimento.Temos lados tão difíceis de serem contados como o maior dos poliedros da matemática, mas insistimos em sermos os velhos e conhecidos triângulos, com aqueles míseros três lados e muitas vezes, não chegamos à conhecer nem esses...A rotina maltrata nosso senso criativo, nos sentimos presos aos papéis pré-definidos, naquela ordem que nem sempre dá tão certo:nascer, crescer, estudar para ser o melhor da turma,passar no vestibular, formar-se e seguir uma carreira a qual nem sabemos porquê exatamente a escolhemos.
Seguir ordens ou fazer a própria história?Pergunta capciosa, difícil de responder: se seguimos ordens, somos bons filhos; se fazemos nossa própria história, somos ousados, desrespeitosos para com aqueles que sempre almejaram o melhor para nós?A modernidade trouxe valores muito deturpados, estranhos: filhos que mandam nos pais e pais aflitos, receosos de passar alguma espécie de trauma para seus filhos, tornando-se assim permissivos demais..Isso me lembrou o começo dessa história; os pais no papel do elefante já tão cansado e filhos como o dono voluntarioso, cheio de regalias e sem respeito..Porém não existem pais substitutos, assim como o personagem aqui retratado, mas tem um final feliz pra essa história, baseado na "estória" acima:não é necessário arrastar nossos pais e submetê-los ao nosso jugo e nem retroceder no tempo e tornar o autoritarismo a melhor maneira de educar, que tal se, simplesmente andassem de mãos dadas?
Abraços à todos!!
-Meu amo, sinto muitíssimo, mas não posso trabalhar hoje.Sinto muita dor em minha pata direita traseira, prometo que amanhã retorno às minhas atividades.
E Ravi então retrucou:
-Ah elefante preguiçoso, está aqui à meu serviços, não tens escolha..Serás rapidamente substituído!
Mustafá não se fez de rogado:
- Tudo bem, vós sois o dono de vossas vontades e sonhos..Se é de tua vontade, saio de cena e que entre outro disposto à seguir os teus desmandos.
Ocorre que, naquele exato momento, a Índia passava por um momento crítico: a manada de elefantes estava cada vez mais escassa; os que ainda possuiam forças pra trabalhar, fugiram para uma região onde não houvesse tanta escravidão por parte dos Marajás, ainda presentes neste período.
Gostaram da historinha? Tudo isso pra dizer que eu nunca possuí sonhos exatamente meus..Não, isso não é uma carta suicida, podem ficar sossegados..O que acontece é uma simples constatação: sempre fui guiada, levada por desejos, sonhos de outrém... Assim como o Ravi, pessoas me diziam sempre o que tinha de fazer, nunca quis ser alguém malcriada, muito pelo contrário: agradeço à todos aqueles que me ajudaram quando mais precisei, mas acrescento que às vezes é preciso pegar a rota contrária: desobedecer.
Mas como, desobedecer?!Ser estúpida, uma verdadeira rebelde sem causa? Não, definitivamente não...Simplesmente deixar ser, construir sonhos, planos, metas com o melhor dos tijolos: o auto-conhecimento.Temos lados tão difíceis de serem contados como o maior dos poliedros da matemática, mas insistimos em sermos os velhos e conhecidos triângulos, com aqueles míseros três lados e muitas vezes, não chegamos à conhecer nem esses...A rotina maltrata nosso senso criativo, nos sentimos presos aos papéis pré-definidos, naquela ordem que nem sempre dá tão certo:nascer, crescer, estudar para ser o melhor da turma,passar no vestibular, formar-se e seguir uma carreira a qual nem sabemos porquê exatamente a escolhemos.
Seguir ordens ou fazer a própria história?Pergunta capciosa, difícil de responder: se seguimos ordens, somos bons filhos; se fazemos nossa própria história, somos ousados, desrespeitosos para com aqueles que sempre almejaram o melhor para nós?A modernidade trouxe valores muito deturpados, estranhos: filhos que mandam nos pais e pais aflitos, receosos de passar alguma espécie de trauma para seus filhos, tornando-se assim permissivos demais..Isso me lembrou o começo dessa história; os pais no papel do elefante já tão cansado e filhos como o dono voluntarioso, cheio de regalias e sem respeito..Porém não existem pais substitutos, assim como o personagem aqui retratado, mas tem um final feliz pra essa história, baseado na "estória" acima:não é necessário arrastar nossos pais e submetê-los ao nosso jugo e nem retroceder no tempo e tornar o autoritarismo a melhor maneira de educar, que tal se, simplesmente andassem de mãos dadas?
Abraços à todos!!
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Caixa de Pandora...
Dia desses escutei uma conversa entre pai e filho, que era mais ou menos assim:
-Pai, quando eu crescer..Quero mudar o mundo.
E o pai responde:
- Por quê meu filho?
E o filho então retruca:
Porque deve ser legal...
E é nesse ponto que que começa a história de hoje..Houve um tempo, mais especificamente uma geração que sonhava em mudar o mundo...Acabar com guerras, valorizar o ser humano, enfim, modificar o que havia de errado; essas e outras ideias faziam parte do imaginário dos chamados "quarentões de hoje", aqueles que participaram da geração cara pintada, tinham uma política participativa...E o que será que houve pra que esse desejo tão imenso de melhorar nosso planeta se tornasse uma sede infinda de poder nas mãos, transformando tanto nossa morada, à ponto de tufões, terremotos, enchentes, queimadas, tsunamis e outras desgraças aumentarem à níveis alarmantes? Será que precisava mesmo tudo isso?
Dia desses me peguei pensando que, os produtos fabricados há vinte, trinta anos atrás possuiam uma durabilidade incrível, as pessoas não tinham a necessidade que tem hoje de sempre trocar, substituir por algo tão mais novo, mais moderno, o conceito não era o de" ficar para trás", mas sim de atender as necessidades básicas de cada um.Hoje se tem o que eu chamo de "poço sem fundo da tecnologia" ou a expressão "elevador sem último andar" seria mais apropriada?Não entenderam né? Tudo bem, lá vem mais uma de minhas explicações: o poço sem fundo veio porque cada vez mais nos sentimos reféns da tecnologia, se não nos adequamos a ela, estamos "atrasados" e por isso vamos caindo, em direção ao fundo, que nunca chega,pois cada dia que passa sempre temos algo pra mudar, substituir..
E de onde vem essa maluquice de "elevador sem úlltimo andar" cara pálida?!Calma queridos, é simples: um elevador sobe e desce,correto? Imaginemos quando ele está subindo,em todas as ocasiões, existe um último andar, concordam?Nessa minha mais nova expressão, esse último pavimento, "o fim do caminho", simplesmente não existe; a tecnologia é algo tão mutável, tão fluido, ao passo que então continuamos subindo, subindo, subindo..Acho que tem horas que isso cansa um pouco, não acham?!
Nas poucas viagens que ainda faço de carro, percebo que a paisagem mudou ao longo dos anos..Será mesmo que mudou?Ou na verdade, ela continua a mesma de mais de uma centena de anos atrás, só que vai diminuindo a camada de florestas naturais para dar lugar à sede de poder daqueles que possuem mais...Às vezes dá vontade de parar no tempo, ou a expressão mais acertada seria voltar no tempo e corrigir tudo que fizeram de errado?A máquina, para tristeza de todos nós, não existe; o danado do tempo só anda pra frente, até nisso ele resolve ser tão apressadinho..Que tal mudar de planos hoje?
Abraços à todos!!
-Pai, quando eu crescer..Quero mudar o mundo.
E o pai responde:
- Por quê meu filho?
E o filho então retruca:
Porque deve ser legal...
E é nesse ponto que que começa a história de hoje..Houve um tempo, mais especificamente uma geração que sonhava em mudar o mundo...Acabar com guerras, valorizar o ser humano, enfim, modificar o que havia de errado; essas e outras ideias faziam parte do imaginário dos chamados "quarentões de hoje", aqueles que participaram da geração cara pintada, tinham uma política participativa...E o que será que houve pra que esse desejo tão imenso de melhorar nosso planeta se tornasse uma sede infinda de poder nas mãos, transformando tanto nossa morada, à ponto de tufões, terremotos, enchentes, queimadas, tsunamis e outras desgraças aumentarem à níveis alarmantes? Será que precisava mesmo tudo isso?
Dia desses me peguei pensando que, os produtos fabricados há vinte, trinta anos atrás possuiam uma durabilidade incrível, as pessoas não tinham a necessidade que tem hoje de sempre trocar, substituir por algo tão mais novo, mais moderno, o conceito não era o de" ficar para trás", mas sim de atender as necessidades básicas de cada um.Hoje se tem o que eu chamo de "poço sem fundo da tecnologia" ou a expressão "elevador sem último andar" seria mais apropriada?Não entenderam né? Tudo bem, lá vem mais uma de minhas explicações: o poço sem fundo veio porque cada vez mais nos sentimos reféns da tecnologia, se não nos adequamos a ela, estamos "atrasados" e por isso vamos caindo, em direção ao fundo, que nunca chega,pois cada dia que passa sempre temos algo pra mudar, substituir..
E de onde vem essa maluquice de "elevador sem úlltimo andar" cara pálida?!Calma queridos, é simples: um elevador sobe e desce,correto? Imaginemos quando ele está subindo,em todas as ocasiões, existe um último andar, concordam?Nessa minha mais nova expressão, esse último pavimento, "o fim do caminho", simplesmente não existe; a tecnologia é algo tão mutável, tão fluido, ao passo que então continuamos subindo, subindo, subindo..Acho que tem horas que isso cansa um pouco, não acham?!
Nas poucas viagens que ainda faço de carro, percebo que a paisagem mudou ao longo dos anos..Será mesmo que mudou?Ou na verdade, ela continua a mesma de mais de uma centena de anos atrás, só que vai diminuindo a camada de florestas naturais para dar lugar à sede de poder daqueles que possuem mais...Às vezes dá vontade de parar no tempo, ou a expressão mais acertada seria voltar no tempo e corrigir tudo que fizeram de errado?A máquina, para tristeza de todos nós, não existe; o danado do tempo só anda pra frente, até nisso ele resolve ser tão apressadinho..Que tal mudar de planos hoje?
Abraços à todos!!
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