quinta-feira, 25 de novembro de 2010

A página que faltava...

Realmente, eu ando muito em falta com vocês, meus parcos seguidores(risos)..Porém, cá estou e devo dizer que a inspiração de hoje surgiu do modo mais inusitado-ou não- visitando uma página e outra da internet,já sei,não entenderam nada né?Eu e essa minha mania de achar que todo mundo gosta de ler nas entrelinhas..Bem, eu vos explico:tem horas que mesmo nesse universo vastíssimo que é a rede mundial de computadores, a gente acaba sempre fazendo as mesmas coisas, lendo os recadinhos dos amigos, acessando aquelas mesmas páginas de relacionamentos e por fim,lembramos daquele trabalho ainda por fazer,certo?É a danada da rotina chegando,moça metida essa,eu acho...

Todos os dias acordamos sempre naquele mesmo horário, de preferência com o auxílio do despertador,ninguém quer correr o risco de perder um compromisso marcado..A ordem disposta das coisas no banheiro é sempre a mesma;o modo como as utilizamos acaba sendo sempre o mesmo:aquele batom com a pontinha quebrada, a descarga que só funciona com um pedacinho de arame,e é claro, a gente sempre molha primeiro os pés na água gelada do chuveiro,pois a "resistência" queimou e nunca sobra um tempinho pra trocar, correto?

O cérebro roda,roda e sempre acaba caindo na mesmice da rotina:é mais fácil, prático e não requer manual de instruções..Mas,como o ser humano é bicho que nunca está satisfeito com o que tem,acaba caindo na fase insuportável da reclamação: nada presta, ninguém segue minhas ordens ou mesmo, eu não consigo seguir padrões pre-estabelecidos e no final das contas, a gente acaba fazendo as coisas sempre do mesmo jeitinho,será que é por isso que a medida em que os anos passam, eles parecem "voar"?Acredito piamente nessa ideia...

Alguém deve estar pensando:"Mas quem ela pensa que é??","Aposto que deve fazer sempre as mesmas coisas, da mesma maneira"...Sim, eu também fui acometida pelo "mosquito da acomodação",faço sempre as mesmas atividades, contudo a vacina está próxima de ser descoberta: que tal começar calçando a meia pelo pé esquerdo;consertar a descarga quebrada há mais de seis meses e??Entrar de cabeça naquele banho gelado de novas ideias...
Abraços à todos!!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O dia em que senti de tudo um pouco...

Tenho um amigo seguidor desse blog que adora fazer comentários sobre o que escrevo...Uma de suas ideias preferidas é dizer que o medo impede o ser humano de viver...Mas o que seria de nós se não fosse o mesmo?Sinto muito caríssimo, definitivamente discordo de suas palavras,embora respeite- as com a força delas mesmas...O medo faz parte da natureza humana, nos acompanha em diversos momentos cruciais de nossas vidas e nos auxilia em nossa sobrevivência, sim, é verdade!

Dia desses vi uma máxima pela rede mundial de computadores( sim, essa pela qual vocês tem acesso às minhas divagações):"Se você nunca sentiu medo, vergonha ou dor é porque nunca correu riscos"..A simples conclusão é de que somente a raça humana pode traduzir, transcrever as experiências em sentimentos variados, tais como raiva,medo, tristeza, revolta, etc...Os animais irracionais não tem essa dádiva, possuem unicamente o instinto de sobrevivência e perpetuação da espécie, o interesse é deixar sua marca na terra...Fala sério!Qual é a graça de passar pela terra sem sentir nada?!Calma para os defensores dos bichinhos e plantinhas: não pretendo dizimar passarinhos, baleias e os poucos ursos polares que ainda restam no globo...

A marca de que estamos de fato vivendo é justamente o fato de que cada dia nunca vai ser igual ao anterior,embora muitas vezes a rotina parece nos perseguir:acordar, enfrentar o engarrafamento nosso de cada dia, levar o filho na escola e de repente, lembrar que ele esqueceu de trazer a pesquisa que a professora pediu..."Ah menino, vai me fazer perder tempo!"E assim, aparece a raiva...Chega dezembro, apresentação de Natal:"Filho, que coisa linda,vamos comemorar esse dia!"- assim aparece a alegria, o contentamento de ver que tempo também nos dá bons frutos...

Temos pés, mãos, cérebro e coração...Cada um deles tem o seu papel relevante na hora de tomar decisões, o problema é quando deixamos que só o medo tome a frente e nos impeça de agir, deixando os outros sentimentos "de ação", se sintam "sufocados"...E por falar em sufocar, termino esse texto com as palavras do grande Luís Fernando Veríssimo:"Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar...Desconfie do destino e acredite em você...Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando, porque embora quem QUASE VIVE ESTEJA VIVO,QUEM QUASE VIVE JÁ MORREU!"...Que tal sairmos do quase?!

Abraços à todos!!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Atualizar-se: Você tem autonomia mental?!

Era pra eu ter "estado aqui" desde ontem...E não que o simples fato de ter trocado de computador, desorientou um pouco os meus neurônios já muito mal-acostumados?!O danadinho do meu notebook resolveu me enfrentar e fazer greve de blog, eu posso com uma dessas, pessoas?!Bom, mas hoje, com 24 horas de "retardo",cá estou,depois de quase 21 dias de longa ausência...Tem horas que o ser humano insiste numa tal de autosabotagem,parece que foge de si mesmo, se esconde dentro de si, estranho isso não acham?!Também acho...

Sabe quem andou me passando umas lições bem interessantes ontem mesmo?Descartes..É, ele mesmo, o carinha daquela frase que se tornou bem "famosinha", a "penso,logo existo"..Aposto que estão todos bem curiosos para saber como absorvi essas lições,não é mesmo?!O "tiozinho" do racionalismo até que tem umas ideias bem interessantes, como por exemplo utilizar a clareza em todas coisas, por isso ficou conhecido como o filósofo da clareza,da simplicidade e acima de tudo, da certeza...

Por quantas vezes insistimos em usar 750 palavras quando na verdade, sabemos muito bem que as tais podem ser substituídas por 25, se usadas de maneira razoável..É só ajustar o "foco"...Ah, o foco!Esse tem que ser ajustado em vários momentos; tem horas que as coisas parecem turvas,não há exatidão no que enxergamos,mas calma, nada que uma boa lente de aumento não nos auxilie!!É preciso varrer o entulho que se acumula nos vários anos de incertezas que adquirimos ao longo de nossa existência, é tanto "lixo" acumulado que fica difícil de distinguir o que é verdade de mero devaneio,vontade momentânea..

Tem horas que nos atualizamos tanto, mas tanto que diferenciar o que faz parte de um desejo premente da "síndrome do cardume"- aquela, na qual simplesmente seguimos o fluxo, sem nem saber pra qual caminho estamos seguindo-,me perdoem a franqueza, mas nesses momentos é preciso fazer uma avaliação do que realmente é importante para nós, pois "seguir o bando" nem sempre é a atitude mais sensata, afinal que seriam dos gênios que insistiram em contradizer o que a maioria afirmava, e no final de tudo, eles não estavam certos?!Vocês devem estar se perguntando: e a tal autonomia mental?Pensaram que eu ia esquecer né?A dita cuja vai se desenvolvendo desde o dia em que nascemos, quando aprendemos que se chorarmos, iremos ser ouvidos, até quando decidimos mudar de rota, virar a vela do barco que ainda não chegou no seu destino...

Abraços à todos!!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Sapatilhas da discórdia...

É hoje... O último dia do mês de setembro, daqui pro fim do ano são pouco mais de dois meses..Dois fatos corriqueiros me chamaram muita atenção,por isso fiz questãod e dividi-los aqui com vocês..Segunda passada, como toda mulher dramática - ou será que estou usando um pleonasmo?!risos- fiquei naquela velha dúvida de que roupa usar, mais especificamente,qual sapato, afinal tem um certo momento em que eles olham pra você e dizem "que tal aquele outro?!" de tanto que já foram usados..Resolvi pegar de "vítima" uma sapatilha verde, de lacinhos,uma gracinha,mas a danadinha já me causou um prejuízo tremendo viu?"Teima" em me fazer um calo terrível nos calcanhares e por isso,passou meses no fundo do armário...

Foi então que pensei:"vou arriscar"..Por precaução, decidi que o melhor a fazer era colocar band-aids nos dois calcanhares para evitar que os temidos "calos" voltassem "a atacar". E assim o fiz..Movimentos mais lentos, meticulosos,pois á partir do momento em que começassem à encostar na pele, o tormento começaria e eu teria que andar de pés descalços, ainda bem que não foi preciso recorrer a tal tarefa hercúlea-tsc,tsc, que exagero, não acham?!

Por tantas vezes "desistimos" de tentar algo novo, inusitado por medo de que algo de errado, "fora dos planos" aconteça..É meus caros, a tal "zona de conforto" de fato existe!Posso garantir que algum de nós já passou por ela algum dia..Mas e o contrário, que tal sairmos dela?!Arriscar, colocar-se a prova de qualquer desilusão, sofrimento, difícil não?O ser humano se habitua a fazer, a se acostumar com o que é mais fácil, mais prático, porém devo afirmar que conheço alguns corajosos, raríssimos eu diria.Aposto que estão curiosos pra saber como esses agem diante dos desafios, é simples:eles até podem ter medo, mas não deixam que isso os impeça de agir, enfrentar novos desafios, fazer aquela viagem pra Europa já adiada por falta de verba..

Aos poucos vou saindo dessa tal zona..Olhando por uma visão 360 graus que existem outros campos e que sair do "círculo seguro" que muitas vezes nossos próprios pais nos colocam,talvez - e mais uma vez- com a atitude inconsciente de evitar que passemos por alguma situação que gere sofrimento..Ledo engano meus queridos...Viver já é o risco "per si",momentos nos quais muitas vezes é necessário confiar que a corda não vai estourar e deixar que um bungee-jumping de emoções invada nossa vida e nossos corações..Já sei, os planos não deram certo?!Acalmem-se, hoje só foi um dia..Curativos à postos, as feridas um dia, cicatrizam, tenhamos paciência e uma palavra nova que aprendi dia desses: Resiliência..Ficou difícil pra entender? Ah, isso já é uma outra história...

Abraços à todos!!!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Vende-se um violino...

Depois de alguns muitos dias sem escrever por aqui, cá estou, de volta..Recebi uma mensagem de uma conhecida dizendo a mesma que estava se desfazendo de um violino..Foi então que pensei nesse mimento:"Nossa, se desfazer de um instrumento tão valioso e de som tão bonito..ela deve mesmo ter uma razão para tal"..E qual seria?Um problema financeiro,quem sabe e o mais desesperador, a desistência; não querer mais por achar difícil, complicado demais ou ainda aquele velho:"Não tenho tempo, mas quem sabe um dia eu volte"...E quantas pessoas não fazem a mesma coisa todos os dias?

Afinal, o ser humano tem a tendência de optar por sempre facilitar as coisas..Tem feira de eletroeletrônicos por esse mundo afora com a possibilidade de se desligar um fogão através de um simples toque de celular, pode uma dessas?A própria invenção do controle remoto foi marco inicial de tantas e tantas inovações tecnológicas que estavam por vir..Ninguém mais precisaria se levantar para mudar canais de televisão, aumentar ou abaixar o volume,olha só que "maravilha"..E assim , foram modificando- aos poucos -até a cabeça das pessoas, vejam só...

Se fossemos parar para lembrar todas as invenções do mundo moderno que vieram para melhorar nossa vida, de fato, são inúmeras..Porém, meus caros, sempre existe o revés, o outro lado da moeda que muitas vezes não enxergamos num momento de euforia, no sentido de que, ao mesmo tempo que nos auxiliam a "não perder tempo",pois o velho lema norte-americano ainda predomina na velha máxima de que "tempo é dinheiro",são muitas atribuições, o ser humano se tornou obsoleto e por várias vezes já ouvi pessoas dizerem "o meu dia deveria ter 25 horas"..Será que alguém avalia o que acaba de pedir?

Temos diariamente, mil quatrocentos e quarenta minutos para realizar nossas atividades, xingar o engarrafamento que nunca tem fim nas cidades sobrelotadas do nosso país, levar nossos filhos à escola,ufa isso cansa,não acham?!..Aposto que devem estar see perguntando se eu já soube de cara a resposta de quantos minutos existem em um dia, e a resposta é sim, eu tive de recorrer à amiga calculadora,matemática não é meu forte e nem vai ser..Um detalhe é facilmente perceptível;por mais que fujamos dele, sempre acabamos falando sobre o tempo: implacável, ligeiro como rastilho de pólvora e certo como o nascer do sol..Ah, deixei mais uma coisa no ar, não é mesmo?Mas é claro, o violino!O que será feito dele?Não, realmente não sei, mas certamente alguém terá TEMPO para desfrutar de sete notas musicais, que juntas, fazem melodias que ultrapassam a barreira daquilo que vai estar sempre no nosso caminho, como na música imortalizada:"tempo, tempo, tempo"....

Abraços à todos!!

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Ventos de um amanhã sem fim...

É, acabei de chegar em casa...Estamos vivendo dias cada vez mais instantâneos...E qual não foi minha surpresa, em meio ao último dia do mês de agosto( ufa, até que enfim!) uma ventania daquelas me atrapalha um pouco, afinal qual é a mulher que não xinga até a vigésima geração quando o menino ligeiro chamado vento arranca todos os nossos fios de cabelos rigorosamente arrumados e condicionados à não sair do lugar? Comecei a perceber que lutar contra esse inimigo poderoso- nesse exato momento- não era a melhor saída e então pensei:"Que tal me aliar a ele?"..E foi o que fiz..Deixei que levasse meus cabelos e não é que a sensação era boa?!

Por tantas vezes lutamos contra os impropérios que a vida nos traz, achando que tudo veio "para atrapalhar" ou simplesmente sair por um mísero minuto da rotina que nos cerca pode tirar tudo dos eixos..E quem sabe se esses mesmos eixos fossem um pouco mais maleáveis?Assim como a vara de bambu, aquela que se dobra,seguindo o sabor do nosso "amigo" vento, mas não se quebra..As pequenas mudanças se iniciam à partir do momento que nos tornamos incomodados com a mesmice do dia-a-dia e começam os questionamentos:"Que tal se cortar meu cabelo?",mudar um pouco o estilo de se vestir...

Nesse momento, vem algum engraçadinho, "metido à analista" e diz:"Mas se você começar a mudar demais, vai deixar de ser quem é e se transformar em outra pessoa..Teoria mais sem fundamento essa,não acham?!Quando confiamos em nós mesmos, sabemos quem somos e quem disse que o ser humano não é passível de mudanças diárias?Obiviamente que é muito mais fácil, mais cômodo se continuarmos do mesmo jeito que estamos, acordando no mesmo horário, até os mesmos movimentos, como calçar primeiro o pé esquerdo, usar o cabelo penteado da mesma maneira..Acho que alguém aí procurou um espelho para se olhar não é mesmo?!Falem a verdade..Risos...

Por mais mudanças que façamos, sejam elas pequenas ou drásticas, do estilo cortar dois centímetros de cabelo e esperar que todos percebam e comentem como está bonito o seu novo "corte" ou ainda passar de morena jambo à ruiva da cor de fogo-parece um pouco fútil, superficial, não acham?Mudanças externas são o primeiro passo para as internas, acredito mesmo nisso..Até deixei que o traquina do menino vento bagunçasse meu cabelo e até achei bom..Bagunçar..E arrumar tudo de novo..Ô vida danada,parece um vendaval de transformações..ainda bem!!

Abraços à todos!!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Apaixonar-se pelo mundo...

Domingo é um dia meio complicado,não acham? Ao mesmo tempo que se pode ter um monte de coisas à fazer,pode-se ter absolutamente nada, o mais completo marasmo, daqueles que se contam as horas pra acabar..Estava eu, passeando pelo "enorme" shopping da capital onde moro, quando entrei numa lojinha daquelas que vendem umas tantas quinquilharias- detalhe: até a palavra já remete algo velho, risos-desde chaveiros até ursinhos de pelúcia.Foi quando avistei um globo terrestre,lembram-se dos tempos de escola?Sim, ele mesmo, só que numa cor diferente do azul piscina que estamos todos acostumados a ver: esse era amarelinho,num tamanho médio, nem tão pequenino, mas não era grande demais.Decidi comprá-lo,simplesmente me "apaixonei" por ele..Levei pra casa...

Curioso foi o fato de ter escolhido um artefato como esse, diverso dos habituais,para se levar de presente para si mesmo...Médio, sem aparentes arranhões.Apesar de que é necessário colocar a informação de que a vendedora do estabelecimento foi buscar outro exemplar no estoque, porém minha exigência era de que fosse na mesma cor e é óbvio, tinha que estar em perfeitas condições..E não é que quando a vendedora descia as escadas, o danado do globo escorregou das mãos dela e literalmente, despencou escada abaixo!Imaginem qual foi a minha decepção...Foi então que ela mostrou que o tal globinho não possuía as mesmas características daquele que eu tinha "me apaixonado"..risos..

E assim, fazemos com nossas escolhas: fazemos, depois analisamos a quantas andam as possibilidades de que através delas, nossas expectativas venham a se realizar,porém durante o caminho, ocorrem adversidades, imprevistos..E agora? O mundo "cai",não é mesmo?( assim como o globinho vindo do estoque)..Mas não é que o globinho que despencava NÃO era aquele que tinha sido almejado desde o início..Doce travessura do destino..O personagem dessa história estava lá, quietinho, "olhando pra mim",e dizendo:"Ei,olha, ainda estou aqui!!"E olhem só: era o último exemplar..

Quando imaginamos que tudo está perdido, é exatamente através dos erros que conseguimos encontrar nossos futuros acertos..O tamanho médio me agradou pois consigo enxergar as possibilidades, estabelecer metas..Já imaginaram se fosse pequeno demais?Não conseguiria enxergar alguns nomes, por maiores que fossem( pensem naqueles países bem pequeninos!!),ele iria se perder na em meio a um bocado de coisas que tomam nossa atenção - metas que se perdem na estrada-da mesma maneira que um globo daqueles de tamanho gigante iria me fazer sentir um pouco intimidada, o receio de fazê-lo cair,para consertá-lo levaria um pouco mais de tempo e paciência, concordam?

E assim,digo que não se arrependam daquilo que fizeram, mas sim do que um dia desejamos ter feito e por medo "do globo enorme se espatifar no chão", deixamos de fazer..Um amigo um dia me disse:"Na vida,não se é mais do que um dia desejamos ser"...Já sei, ficou confuso não é mesmo?Tudo bem, esclareçamos:Por muitas vezes dizemos que gostaríamos de ser menos retincentes, mais aventureiros,porém há que se salientar que somos exatamente o que queremos ser..Mudanças? Sim, são benvindas, desde que planejadas, como o globinho no tamanho médio, com seus nomes visíveis, porém não invisíveis, os quais não se perdem na imensidão das escolhas...

Abraços à todos!!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Caminhos abertos...

É, hoje realmente foi o que se chama de "um dia diferente", daqueles pra marcar com caneta dourada, trazendo aquela sensação de dever cumprido, misturado à um gosto de felicidade por estar viva...Realizei uma tarefa que pensei não ser possível: sair da "zona de conforto" e literalmente, "mexer os braços e as pernas"..Recentemente, o Estado de Alagoas foi atingido por uma enchente devastadora, a qual só deixou destroços e muito choro pelo caminho..Aliás, caminhos..Foram eles que me levaram até onde estou hoje,mas o que será abrir caminhos?

Fizeram essa pergunta há muitos anos atrás para alguém.Um avô perguntou à seu neto:"Meu filho, pra você, o que é um caminho?" E o neto prontamente respondeu:" Ah Vô, é uma estrada por onde se segue"..E o avô então retrucou:"Sim meu filho,mas você sabe que,para abrir caminhos é preciso que alguém comece o trabalho,corte os matos que impedem nossa passagem,usando o que for possível para fazer o nosso caminho em meio as dificuldades"..Essa frase realmente ficou marcada,gravada feito brasa no ferro..

Por tantas vezes só vemos os espinhos pela estrada da vida...É muito mais fácil passar toda uma existência à reclamar da falta de oportunidades do que fazê-las possíveis,palpáveis,menos inacessíveis..Posso dizer que sou testemunha ocular disso, até hoje ainda me pego sendo vítima de tal "armadilha da discórdia"- nome forte,não acham?!Quase sempre as soluções estão bem à nossa frente,porém é mais prático, fácil, rápido pegar a maçã mais baixa na árvore da vida,certo?Aquelas que se encontram lá no alto, no topo da existência, tornam-se difíceis, um verdadeiro fardo para os pobres inertes que o tempo fez questão de deixar inacabados,ainda falta um pouco mais de barro e força nas mãos para terminar essa fantástica escultura chamada ser humano...

Tem uns momentos que são interessantes para parar, pensar,reavaliar..Será mesmo que estou me vendo como alguém realmente importante, digno de tanta abnegação? Mas é claro que sim,isso não é ser egoísta,mas lembrar que nosso corpo é nossa verdadeira casa,é nosso dever tratarmo-nos bem..Que tal olharmos para nós mesmos tal qual se fossemos aquela semente que acaba de ser plantada..Precisa ser regada,nutrida com luzes de boa vontade,persistência e merecimento, essas,ah, essas andam sempre juntas...

Abraços à todos!!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Coragem líquida...

Acho que já aconteceu com alguém de vocês, sair na maior chuva,certo? E obviamente, a situação contrária: não sair pelo simples fato de..estar chovendo..Curioso, não?Estava eu hoje, quase chegando no ponto de ônibus próximo à minha casa, quando de repente..começa uma chuva daquelas..Então pensei:"Que maravilha, estou sem guardachuva"- ai, como eu detesto essa nova ortografia,um dia me acostumo, quem sabe.E então ficou a dúvida,parar debaixo de algum abrigo e esperar ou sair correndo e enfrentar "a danada"?Decidi parar um pouco..Esperei por alguns minutos,folheei algumas revistas e por fim, decidi que já era hora de sair e enfrentá-la,afinal, era só água...

Por quantas vezes em nossas vidas, hesitamos em tomar decisões... É um medo que corre por dentro, fazendo congelar nossas pernas e braços,impedindo-nos de tomar alguma atitude..Medo de sofrer? Talvez..Receio de que as coisas tomem rumos e não possamos voltar atrás? Ah ser humano, sempre imprevisível, quando menos se espera, mudamos nossas decisões, mas ao mesmo tempo, queremos voltar no tempo, caso "algo saia errado"...Porém, existem momentos em que se deve arriscar, sair, como sempre falam por aí,"dar a cara pra bater"..E daí?Sofrer faz parte e nós, como bons seres sociais que somos, criamos expectativas. fazemos planos..

Uns mais ousados, outros mais retincentes..Assim somos.Formamos nossas personalidades ao longo do tempo, das experiências, dos dissabores, as vezes "pegando carona" nos históricos de nossos pais,dos amigos que sempre aconselham- há que se acrescentar que nem sempre acertam( risos)...Outra danada que "teima" em querer aparecer em diversas ocasiões em nossas vida,uma moça chamada insegurança; essa costumava aparecer quando começamos a tentar dar os primeiros passos ou mesmo quando arrancaram as rodinhas da nossa bicicleta - ah, quem fez isso realmente não tem coração! Onde vai parar nosso equilíbrio, nossa segurança? Vai embora junto com as rodinhas,não é mesmo?

O tempo passa, tomamos nossas decisões, decidimos por qual caminho seguir,bom, nem sempre não é mesmo? Acho que alguém aí deve ter se lembrado de uma "certa pessoa"..Curioso..Também me lembrei...Ah,quase ia me esquecendo; vocês devem estar se perguntando aí: "mas como acabou a história de enfrentar a chuva??"Bem, meus caros, eu fui,no meu ritmo, sem o tal guardachuva, enfrentando os pingos que lentamente caiam sobre minha cabeça, suaves, me fazendo enxergar que obstáculos existem, mas que no final das contas, era pura e simplesmente água,nada além de uma coragem líquida...

Abraços à todos!!!

sábado, 17 de julho de 2010

Máscaras...

Tive um sonho como há muito tempo não me lembrava tão nitidamente: sonhei que andava por entre pessoas desconhecidas e usava..Uma máscara.Mas não era uma qualquer: era daquelas que cobria o rosto inteiro,simplesmente fiquei irreconhecível..Passeava de um lado para o outro,mas não adiantava: ninguém sabia quem eu era,nem mesmo se houvesse pessoas conhecidas,o rosto revela,nos identifica,denuncia as expressões,desejos,sentimentos..Onde quero chegar com semelhante divagação?Calma, vocês logo vão saber...

Nos escondemos por entre máscaras em diversos momentos de nossa vida... Muitas vezes isso ocorre por medo de sermos inteiramente descobertos, de tirar o véu que recobre nossas incertezas,mostrar nossa face de modo tão transparente reflete toda falibilidade do ser humano..e isso assusta..assusta muito.A sinceridade virou arma nas mãos dos feiticeiros que nos rodeiam,nesse momento a máscara torna-se algo reverso,ela cai, nos sentimos despidos, inseguros; um verdadeiro espelho,mostrando quem de fato somos..Alguém aí se lembrou de um objeto muito semelhante a isso?!Mas é claro!Só poderia ser um..espelho!

Curioso..Hesitei para continuar escrevendo esse texto..Deve ser o meu próprio receio de me mostrar mais do que costumeiramente já o faço por aqui..Tornei a ver outros sites, antes de retornar à esse texto..Medo de me expor mais do que o necessário? Talvez..Todos nós temos receio de "dar a cara a tapa", deixar como um livro de páginas abertas a própria vida,já que de uns bons tempos pra cá, o mundo "é dos espertos",dos que usurpam das fraquezas alheias a seu favor,em seu benefício..Será que conseguir planos, traçar metas e realizar tarefas é algo tão difícil que só possa se concretizar "passando por cima de tudo e todos"?Perguntinha difícil de responder..

Só sei que muitas ocasiões encontramos aqueles que possuem um espelho apontado para saber um pouco mais daqueles que se escondem,mas se por um revés do destino,estes também estiverem com um espelho na mão?Lembram-se da regrinha básica? Espelhos refletem-se uns nos outros e a luz forte faz com fechemos os olhos, tamanha sua claridade,frustrando ambas as expectativas...Voltamos ao ponto inicial: que tal se aproximar com um"oi,tudo bem?"..

Abraços à todos!!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Guardados e Marcados...

Ontem minha mãe encaminhou de uma só vez, três mensagens, no mesmo instante pensei:"Ah mãe, quantas mensagens de uma só vez,mas não é que quando as abri, todas elas realmente valiam à pena serem analisadas com a devida atenção?Chegamos à conclusão de que existem alguns e-mails que jamais deveriam ser apagados das vossas caixas de entrada...Tudo bem, eu sei que as vezes o limite de armazenagem é pouco ou mesmo quando chega a uma determinada quantidade, temos que apagar de qualquer maneira..

Mas qual o critério para definir o que é ou não importante?Boa pergunta...Usamos aquela velha e já tão surrada desculpa:"ah, amanhã eu vejo; ah não,de novo não;não vou nem olhar"..Será mesmo que estamos tão "sem tempo" assim?Vejamos uma historinha, em um dia marcado pela falta de paciência:

" Era uma vez dois irmãos, era uma menina e um menino, os chamados "gêmeos fraternos"( diga-se de passagem, existe mais briga que paz!),seus nomes? Intolerância e Desrespeito..A primeira sempre tímida, não se mostrava por inteiro a primeira vista, mas no momento em que se sentisse à vontade, entrava,literalmente, "sem pedir licença"...Sempre voluntariosa, ganhava espaço nas casas de seus amiguinhos, desprovidos daquela amiga, já um pouco idosa, a paciência...Já o menino, nossa esse daí realmente não era brincadeira viu?!Sempre se achava no direito de fazer o que bem entendesse, nesse aspecto,herdou um pouco das características da irmã..
Os dois não tinham medo de nada, exceto de um vizinho,já bem idoso, esquecido por muita gente, pois a "falta de tempo" os impede de valoriza-lo..Uma tarefa que esse velhinho tão simpático nunca se cansa de fazer é recolher a sujeirinha que as tempestades de sentimentos traziam e é claro, juntar os caquinhos dos "corações alheios"..Os meninos tinham medo de se aproximar dele, não o conheciam, ele escondia seu rosto e tal qual desconfiada é a natureza humana,sempre que o encontravam na rua, logo se escondiam por trás de alguma árvore.Ah, já ia me esquecendo: acho que vocês querem saber seu nome, certo?Amor era seu nome..

Certo dia, as crianças encontraram o Amor na rua, tiveram medo no início,mas logo mostrou sua face e abriu um sorriso luminoso, convidando as crianças para uma tarde em sua casa..E o que aconteceu quando entraram?Nunca mais quiseram sair de lá..Perceberam que foram muito bem recebidos e que seria a maneira mais fácil de atravessar a mais bonita de todas as pontes: o coração"....

Gostaram da historinha?É, essa não recebi por e-mail; o dia de hoje me trouxe como "presente" o ataque à uma embarcação que trazia mantimentos para pessoas necessitadas, sem motivo aparente algum para tal barbaridade...E aí que pergunto: onde vai parar essa falta de tolerância e o desrespeito as diferentes origens, religiões, ideias?Só espero que não vá muito longe..Já é hora de encurtar esse caminho...

Abraços à todos!

O Sapato que te cabe...

Dia desses saí calçada com os tênis novos de minha mãe: eram rosa, lindos... Ela tinha chegado em casa uns dias antes comentando que havia e...