domingo, 29 de março de 2009

Remendam-se sonhos...

Remendar sonhos.Seria isso possível? Aqueles que fazemos planos, projetamos para um futuro bem próximo e como num passe de mágica todos se desfazem, e lá vamos nós, refazendo planos, redefinindo metas, avaliando possibilidades,ufaa, cansa não?!É, pra mim também cansa, e como!Talvez a imensidão de caminhos,rumos, idéias, tudo isso me assuste um pouco, eu sempre tão acostumada a esse meu mundinho pré-definido ( ihh, será que tem hífen?!rs), já repleto de caminhos já certos, rotas decoradas na cabeça; quando me deparo com ruas "nunca dantes percorridas" me assombro e dou aquele velho passo para trás, assim como na política de reestabelecimento da economia russa, uma tal de perestroika e glasnost( nossa, esse texto tá cheio de complicação hoje né?), talvez um reflexo do momento que passo atualmente...

Mudar...Ao mesmo tempo que é bom, necessário e é lógico que faz parte de um crescimento do ser humano, mudanças repetinas nunca foram o meu forte...Talvez por sempre ter recebido a maioria das coisas que quis sempre "prontas, feitas" na palma da mão; abrir mais a mão para alcançar sonhos nunca antes desejados cause um sentimento de impotência, de "ah, não vou conseguir,isso é difícil demais","menina, sonha mais baixo"...Sinto-me como uma criança aprendendo a andar, desbravando os perigos do mundo, sempre com receio de encontrar buracos pelo caminho, armadilhas feitas pelas redes do destino incerto, quase sempre me fechando cada vez mais em meu mundinho interior, mundo esse de sonhos, medos e incertezas quanto ao futuro, até mesmo com relação ao presente; e que presente tão repleto de surpresas, que se tornam decepções e voltam a se tornar surpresas..De fato, a vida é mesmo um presente!

Nunca fui uma pessoa de fazer muitos planos para o futuro, para o dia de amanhã, é tanta incerteza quanto ao futuro que acho que sempre preferi viver o hoje. mesmo fazendo de um tudo pra tentar planejar e buscar algo mais; as coisas sempre surgiram pra mim de duas formas: ou sempre chegavam prontas, feitas sob medida ou as oportunidades " caíam de pára-quedas" e como "um raio não cai duas vezes no mesmo lugar", o que eu tinha de fazer era aproveitar mesmo; quase igual a uma história de um filme, estrelado por Jim Carrey, o "Sim Senhor", no qual ele começou de uma hora para outra, a aceitar tudo que lhe era ofertado; quem sabe a solução seja esta: ter o discernimento para aceitar tudo que pode ser de alguma validade, trazendo o sentimento de "sim, pelo menos eu tentei"...Deixo aqui os meus sonhos remendados, e vocês, também tem sonhos remendados? Reconstruam-nos e realizem-nos...
Beijos!

sexta-feira, 6 de março de 2009

Cometa de emoções...

Confesso que tive dúvidas na hora de pensar em um título pra esse post de hoje, mas é de fato como me sinto: um cometa de emoções.O por quê disto? Eu explico.Ultimamente, ando passando por uma fase na qual as emoções vem com a velocidade de um cometa e vão embora com o dobro da velocidade do mesmo..Conheço pessoas, me agrado, vejo coisas em comum, imagino que vai ser tudo as mil maravilhas e quando penso que está dando tudo certo, vem uma avalanche, não sei se de " mau-olhado" , como dizem os simpatizantes pela religião do candomblé e levam tudo embora, como as oferendas feitas pra Iemanjá em Salvador, todo dia 2 de fevereiro...

Detesto, devo dizer em alto e bom som, as pessoas que inicialmente dão valor tremendo e depois, vão sumindo, sem deixar rastro, sei lá se por acaso se decpecionaram com alguma coisa que fizemos, por quê não dizer logo na cara, ser mais sincero, "olha, não gosto que me persiga, não gosto disso e daquilo outro", mas sumir e deixar a gente na dúvida, ah, isso é demais!

Talvez o fantasma da solidão me apavore tanto que quando imagino ter encontrado alguém pra supri-la, o destino vem e me toma, como quem diz:"Menina, deixe de ser apressada, tenha calma, que o que tiver de ser seu, será"..Mas coração e mente parecem não andar no mesmo compasso, um me manda desacelerar, aproveitar, mas o meu quê de racional não quer deixar nada por menos, "não, não aceito isso, tem que ter uma explicação"..Justo eu, que sempre detestei matemática, dando uma de cartesiana, buscando explicação lógica, racional pra tudo, mas enfim, só pra variar: essa sou eu!

Sigo assim, à minha maneira, do meu jeitinho, buscando explicação pra tudo, acho que só assim a cabeça consegue aceitar melhor o que não se pode modificar.Vou ficando por aqui.
Beijos!

domingo, 25 de janeiro de 2009

Tristeza não tem fim...Felicidade sim...

Engraçado como esses dois sentimentos nos motivam à escrever: pelo menos acontece isso comigo, não sei se com vocês...Quando acontece algo muito bom, corro pra cá e quero dividir com quem esteja disponível à receber uma "carga" de alegria forte, daquelas explosivas mesmo mas o mesmo acontece quando me sinto triste, decepcionada com alguém, o que justamente se passa nesse momento; é como se você tivesse passado um bom espaço de tempo da sua vida idealizando uma pessoa, o jeito que ela te trata e principalmente se durante esse " bom espaço de tempo", você poderia jurar que essa pessoa iria te tratar com toda delicadeza do mundo e quando essa expectativa não é correspondida, é como se fossemos tomados por um vazio interior, um sentimento de "nada", como se o castelinho de areia da praia regado por tanto tempo com tanto cuidado, enfeitado com sonhos e desejos fosse invadido por uma onda avassaladora da mais pura e irrestrita decepção, deixando o coração partido em mil pedacinhos e as indagações mais esdrúxulas e até óbvias, viessem a mente:"por que me deixei levar nessa maré de ilusão sem bater meus braços?";"por que imaginar que só essa pessoa poderia me fazer realmente feliz e completa?!" e por fim,"por que não dar chance à outras oportunidades na vida e ficar presa(o) a uma idealização de contos de fada?!".Chega de tanta fantasia...

É nessas horas que fico amedrontada, penso que meu coração pode virar uma pedra de gelo, o próprio iceberg, desconfiada de tudo e todos,que alguém só se aproxima de mim com interesses segundos, se é que me entendem,como se só fosse um pedaço de carne, desprovido de sentimentos, idéias e sensações,será que dá pra entender: eu não sou robô...e nem quero ser; assumo minhas fraquezas humanas,isso faz de mim alguém que possui diferentes faces, o que não indica nenhum desvio de personalidade, ninguém precisa se preocupar,sobreviverei...

Devo confessar que o coração tá pequenininho, que eu to quietinha,isso dói, machuca, corrói por dentro, espero que seja passageiro e que exista algum ser no mundo disposto à tirar essa visão terrível que estou, essa cegueira branca sobre o amor que to sentindo pois é o que exatamente acontece: não sei se consigo enxergar o amor,é tão longe, intangível,depois de colocar num pedestal gente que não merecia e não fez por merecer que existisse qualquer tipo de sentimento, se utilizou desse sentimento com interesses excusos, se é que essa palavra é aplicável aqui..

Aposto que devem estar estranhando esse post triste de hoje, não é mesmo!?Mas enfim, essa sou eu, pelo menos a de hoje, sangrando um pouco por tantas esperanças perdidas, mas vou reencontrá-las, eu hei de, acho que eu mereço,é claro que tenho meus defeitos, mas quem não tem, e é justamente essa a dádiva de aceitar pessoas diferentes, com todos os seus defeitos e qualidades, mas por favor, só faço um pedido:respeitem-se uns aos outros, mas à vocês próprios também, afinal amor próprio faz bem. O castelinho de cartas que eu havia feito se desfez com um só sopro, mas quem disse que não posso recomeçar? De preferência, com a base mais forte e de olhos bem abertos e o coração em paz,de espírito....

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Coração de Mochileiro...

Título curioso para um post após logo e tenebroso inverno, o primeiro deste novo ano que chegou,2009.Devem estar se perguntando: mas por que semelhante título?E eu respondo, com toda a franqueza que possuo: um coração que vive à vagar por diversos lugares,mas que em dado momento, acaba por voltar ao lugar de origem, afinal, não há no mundo alguém que consiga passar a vida inteira sem encontrar um porto seguro, um lugar onde possa chamar de casa,do lugar onde moro, onde me sinto bem e em paz consigo mesmo...Hoje estava assistindo à sessão da tarde(é isso mesmo, há quem se dignifique a isso) e o filme era: Karatê Kid IV,estão pasmos?!Até eu mesma fiquei, confesso, porém verdade seja dita: os orientais tem umas lições de vida que nós os ocidentais, ainda temos muito o que aprender com eles, uma frase a qual me chamou muito a atenção:"A ave ficou tanto tempo presa em uma gaiola que o mundo se tornou grande demais pra ela", interessante não acham?

Poderia até dizer que essa frase se aplica com perfeição à minha pessoa, já que sempre fui alguém que recebeu "tudo pronto" nas mãos, nunca tive de lutar por nada, talvez os pais entendam que a melhor maneira de criar é seus filhos é literalmente dar tudo "de presente", às vezes é preciso ensinar a pescar que dar os peixes na boca dos filhos..E é isso, agora o mundo parece grande demais pra mim, assim como para a ave do filme,estou começando a alçar vôo agora( que se danem as novas regras de acentuação da língua portuguesa!),à cada dia, dou um passo a frente, às vezes abro mais as asas, às vezes encolho-as um pouco, o medo de cair ainda paira no ar,é normal não é mesmo?!

O ser humano tem medo de sofrer, de cair, de ver que muitos planos feitos tem de ser refeitos pois não deram muito certo muitas e muitas vezes e assim, tem momentos que dá um cansaço, uma vontade de sair por aí sem destino, somente usando este velho "coração de mochileiro", acho eu que não só é a minha pessoa que possui o mesmo,aliás , coração este que está ficando até bem cansado, com ganas de largar a mochila em algum lugar, apesar da vontade de conhecer outros mundos, outras pessoas,outros lugares e ver que o mundo que parecia tão grande é na verdade pequenino diante da grandeza dos sentimentos que só um coração de mochileiro poderia ter...Alegria, cansaço,esperança, preguiça, carinho, tantos em um só lugar.Vai mundo, por favorm não fica tão grande assim e me deixa sair, não quero mais ficar presa nesse mundinho fechado de idéias medíocres, onde pessoas brigam por um pedaço de chão...

sábado, 6 de dezembro de 2008

Dezembro, enfim..

Eis que aqui estou, escrevendo algo para marcar o início do mês que pra mim soa como um recomeço: Dezembro...Parece que todos nós, eu, você e quem mais quer que esteja lendo esse texto paramos pra pensar, reavaliar tudo o que realizou durante o ano, coincidências à parte, será que é por isso que é o mês de um certo nascimento, ou melhor dizendo, Renascimento.

Renascimento sim, sejam daqueles que cultivam qualquer espécie de credo religioso ou não, afinal cabe respeitar toda e qualquer crença ou não-crença..E olhem só que coisa boa (não me chamem de egoísta, egocêntrica, ou seja lá o que for!): é o mês de meu aniversário, fui "inventar de nascer" justo na época de parar pra rever todas as nossas ações durante o ano, será que é por isso que penso tanto no que faço, vivo reavaliando pra saber se a atitude que tomei foi a mais correta, a mais sensata, a que não vai prejudicar outra pessoa na história...Aliás, pra ser bem sincera, ando com um medo de tomar decisões, se bem que nunca fui muito boa nisso, tomar decisões, ô coisinha difícil viu?!

A gente fica pesando, distribuindo resultados, avaliando conseqüências, parece que de tanto pensar, refletir, o tal do medo realmente paralisa, impede de fazer qualquer coisa, seja ela boa ou má, acho que é medo de sofrer e de talvez fazer alguém sofrer também, não acham?Sei lá, só sei que nada sei, já diria meu amigo e guru Sócrates, parceiro das horas inexatas, incertas e intranquilas, nas quais parece que só a filosofia é minha amiga, conselheira, faz avaliar a melhor atitude à ser tomada, se for parar pra pensar, vejam a etimologia da palavra( nossa, como falei dificil agora hein?!): philos= amigo,sophia= sabedoria, olhem só, realmente ela é amiga, essa não trai, não mesmo...

Há quase um ano atrás estava passando por uma espécie de crise existencial, sem saber que rumo tomar, sem saber pra que caminho profissional seguir, sem contar na confusão que foi começar a nutrir mais que um simples sentimento de amizade por um recém-amigo na época, nossa, que "rolo"!Mas como dizem que quando a gente critica muito alguém por uma determinada escolha que fez, a gente acaba tendo que passar pelo mesmo dilema,e foi de fato o que aconteceu, ou melhor, acho que ainda acontece, olhem, é melhor parar por aqui, senão vou acabar é falando demais e como eu sei, pelo menos presumo, que algum ser humano deve ter muita falta do que fazer e pára em algum minuto do seu dia ou sua semana, não sei e vá ler
essas minhas "divagações" do que é a vida, a minha vida, melhor dizendo,então, encerro esse assunto por aqui, não, não estou sendo chata, desculpem, talvez um pouco precavida, só isso,ok!?

Minha cabeça quando começa a pensar demais parece que se abusa, chega pra mim e me fala:"Calma menina, desacelera, diminui o passo, não tem pra que essa sangria desatada não, deixa que o tempo cuida disso" só que não mais que de repente, vem o espiritozinho da lógica, a tal força racional que teima em querer me reger e me transforma em alguém que quer sempre uma resposta pronta pra tudo e não gosta de deixar nada pendente, nada pra depois e diz:"Minha filha, como é que é??É pra hoje ou pra amanhã, tome alguma atitude ou vai deixar que o tempo"te engula de vez"!?; eita coisinha complicada isso de ficar se analisando viu, acho que vou tirar umas férias de mim mesma, tchau menina, vá relaxar um pouco, depois você volta , com a cabeça fria e coração tranquilo; é, então tá, até depois...

Ludmila.

sábado, 29 de novembro de 2008

Carta à Tom...

Oi Tom, a carta hoje é direcionada à você, é, isso mesmo, à você, de onde estiver, acho que vai saber da existência dela, ah vai sim.Bateu uma vontade maluca de te escrever, pra falar do quanto gosto das tuas músicas, do quanto elas me emocionam, à ponto de eu ficar acordada até algumas horas da madrugada para ter a alegria de escutar que outros nomes da música, não menos talentosos, cantassem tuas pérolas, teus presentes para nossos pobre e cansados ouvidos, já tão fatigados de só ouvir desgraças mundo afora..

Ah Tom, como você nos faz falta! De ouvir tuas poesias,tuas letras cheias de esperança em dias melhores,pois esses últimos viu, vou te contar!É gente matando outra por causa de um simples "não","não, quero mais te ver", ah falando nisso, recebi um e-mail falando da importância de dizer NÃO nos dias de hoje, o que de fato concordo; é tanta permissividade, são tantos absurdos,pais sem coragem de dizer um sonoro "não" por receio de dar uma educação rígida demais à seus filhos, fazer o que não é mesmo, reflexos da "modernidade", se é pra ser moderna assim, prefiro parar no tempo, ser "atrasada" e tentar fazer com que alguém seja mais consciente de seus próprios atos; é muita desgraça acontecendo em tão pouco TEMPO....

Mas enfim, dentre tantas mazelas da sociedade acontecendo, uma me chamou a atenção: a solidariedade do povo brasileiro com as vítimas das últimas enchentes que vem acontecendo no estado de Santa Catarina,muitos estão realizando campanhas em prol da arrecadação de roupas, alimentos, remédios,pelo menos alguma coisa se salva; só seres como você para ter criado tantas coisas belas que ainda nos fazem acreditar que ainda existe jeito pra esse país, que insiste em ser menino...País menino, olha só, parece até letra de uma de música sua, não, prefiro não me atrever, talento pra arrumar as palavras, como se umas nunca tivessem se separado das outras, só você mesmo, de onde estás agora, deve ser uma festa só, não é mesmo?!

Tom Jobim, Vinícius de Moraes,Elis Regina, Nara Leão, Maysa, Clara Nunes...Tantos nomes, difícil escolher alguém que tenha melhores músicas que outros; por favor, não fiquem com ciúmes, mas o Tom mora no meu coração, não sei bem explicar o porque disso, parece que as músicas dele "batem fundo" lá dentro, acho até que a paixão dele pelo Rio de Janeiro acabou passando pra mim, me sinto bem quando estou lá, só de escutar o "Samba do Avião" me sinto chegando no Galeão, vendo aquela paisagem que só existe lá e em mais nenhum lugar desse mundão de meu Deus; é uma mistura perfeita de Mar, montanhas, um verde incomum, mais vivo do aquele que já tem estampado na nossa bandeira, ah minha bandeira, quanto orgulho de ter nascido no mesmo país de tantos nomes da música( patriótico, não?!)

Taí: adoro a mistura do meu país, todo mundo acredita em um pouquinho de cada coisa e isso não invalida nada, pelo contrário, mostra que somos um povo aberto, talvez ainda um pouco preconceituoso, é chato ter que dizer isso, mas é verdade, não adianta jogar a sujeira para debaixo do tapete, como fazem os americanos, não é mesmo!?Bendita seja esse caldeirão de cultura, tomara que de alguma maneira isso faça melhorar as últimas loucuras que vem acontecendo nesse país chamado Brasil....Mostra a tua cara...quero ver quem paga pra gente ficar assim!?

Ludmila.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Contradição: essa sou eu...

Não estou preocupada em alcançar números impressionantes de leitores desta página, mas confesso que tem lá suas vantagens ser reconhecida pelos próprios talentos, méritos,ou como queiram chamar..Será que isso teria alguma explicação?!Segundo minha terapeuta sim, afinal, uma pessoa que passou a infância inteira recebendo elogios, talvez nem sempre sinceros, mas os recebia e mais ainda, recebia tudo, como se diz por aqui, "de mão beijada"; estaria presente um resquício de ressentimento, um pouco de preconceito contra mim mesma, velado por entre sorrisos e uma ponta de ressentimento?!Não saberia responder, quem sabe o tempo ajude..

Ahh, o tempo!Esse que é ao mesmo tempo mocinho e vilão, nos faz passar por situações, histórias nunca imaginadas e talvez essas histórias nem mesmo aconteçam pois outro personagem faz parte dessa história: o medo..É, é isso mesmo, o medo,nos ajuda, mas como atrapalha; já me atrapalhou bastante, hoje talvez ele tenha um outro papel: evitar que me envolva em situações ruins, se bem que, se existe uma palavra que me defina hoje em dia, essa palavra é contradição..Tem dias que amanheço com medo, ansiedade( prima-irmã deste último!), sonhadora, um pouco triste, animada, enfim, tem dias que nem eu mesma consigo me entender a julgar pela variedade de sensações, é um verdadeiro turbilhão de sentimentos, confesso que tem horas que acho que vou explodir...

São tantos pensamentos e em muitas vezes, todos vem ao mesmo tempo e na mesma intensidade, tem que respirar fundo pra não dar uma pane, to pensando em desacelerar, tirar umas férias de mim mesma e voltar um pouco mais lenta, embora receba sempre avisos de que talvez seja uma pessoa "devagar", pura capa, a cabeça parece que não pára de pensar um minuto sequer, a não ser que esteja nas minhas aulinhas de inglês,ah minhas aulas, gosto tanto delas!

Acho que acabei queimando a própria língua quando disse um dia que nunca queria ser profeessora, por estar sempre relembrando do "calvário" diário de minha mãe como professora de francês, sempre me dizendo:" Minha filha, estude pra ficar numa situação melhor" e então, resolvi ingressar no curso de Direito, sei lá, parecia idéia fixa na cabeça, feito música de péssima qualidade, gruda mais que chiclete velho, enfim, acabei cursando, Deus sabe o porque de eu ter conseguido terminar todo o curso porque eu mesma não me entendo e quer saber!?Já desisti de me entender, prefiro reaprender a cada dia, avaliar melhor meus detalhes, minhas atitudes, rever meus conceitos e os preconceitos,ah, esses que eu jurava que não havia qualquer sombra deles dentro de mim, estão mostrando suas "garras"...

Certas coisas que vem acontecendo nas últimas semanas me fizeram parar pra pensar que nunca fui uma pessoa muito ligada à religião, pelo contrário, achava que acreditar que existia uma força maior bastava, que a única coisa que importava era ser uma pessoa boa, o que de fato não deixei de acreditar, o problema é que nunca tinha me deparado com uma pessoa tão diferente de mim, que tivesse crenças tão diferentes me fizesse talvez reavaliar o conceito de diferenças, percebi que tenho sim, devo assumir, que tenho dificuldade em aceitar uma idéia diferente da minha, talvez por não querer aceitar que existem pessoas diferentes no mundo, que pensam diferente, mas nem por isso sejam menos dignas; ocorre que certas coisas não devem vir à tona,mlehor deixá-las quietinhas, lá no vão do pensamento, pois quando são ferozmente discutidas só trazem dor, desentendimentos e o pior, sofrimento de ambas as partes..

Qual a necessidade de deixar que crenças, idéias, afastem o que de mais bonito deve ser ensinado: a união entre as pessoas, independente de credo, raça,concepção política ou qualquer outro empecilho verificado nestes dias de cão, quando um simples motivo banal vira motivo de briga e até de morte?!Respirei fundo, acalmei minhas idéeias e meus coração,esse último já um pouco cansado, mas parece que está sempre disposto à recomeçar, aliás, adoro essa palavra: recomeço; indica sempre algo sem rancores, sem cicatrizes, e aí, quer recomeçar?Eu quero e você?
Ludmila.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Números..

Vivemos rodeados por números.Todos nos dizem quantas horas devemos dormir, quantas vezes escovar os dentes, quantas mastigadas a serem realizadas para uma melhor absorção dos nutrientes dos alimentos, ah, se for pra enumerar a quantidade de números que nos "perseguem", a lista certamente seria quilométrica, não acham?Engraçado começar à escrever sobre números, visto que embora eles sempre tivessem me rodeado,nunca fui muito íntima deles..Nossa!O quanto de problemas eles já me causaram!

As notinhas não muito agradáveis em matemática quando ainda sonhava que podia ter o arco-íris na palma da minha mão, os dias de espera para saber se havia passado nesta bendita matéria,que diga-se de passagem, é " exata demais" pra mim, talvez por me considerar a contradição em pessoa...Não entenderam?Eu explico.Há dias em que adoro a minha rotina de acordar ( não sei a hora exatamente, às vezes cedo, às vezes um pouco mais tarde), tomar meu lauto café da manhã, lecionar aulas de francês( do pouco que ainda sei),e na maioria das vezes, ir à academia,aulas de inglês à tarde e à noite,é,acho que só isso.

E por falar em academia, que maravilha de descoberta essa minha dos exercícios físicos, considerando que sempre fui a mais sedentárias das criaturas,morando à alguns metros da praia, mas sempre com aquela velha e boa preguiça de sempre;pois saibam que hoje em dia poderia até me renomear como a mais nova "viciadinha" em exercícios físicos,me fazem bem,conversar com pessoas,esquecer por um instante que as horas vem passando numa velocidade frenética..Menina, como esse ano passou voando,ou será que a rotina fez os dias passarem como na velocidade de um foguete?

De tanto fazer sempre as mesmas coisas, contando o tempo que se leva pra fazer cada uma delas,o ano voa, brinca com a gente e diz:"Muda menina, faz as coisas um pouco mais diferentes, assim eu não passo tão rápido pra você"...Interessante isso, não acham?!É como diz uma poesia de uma cantora-poeta chamada Elisa Lucinda:"Não deixe que a rotina sufoque..."E, por favor, prestem mais atenção nas "coisas simpáticas da vida", como olhar o brilho da lua no mar, ao cair da noite, as flores no mês de setembro,ler bons livros, ah, tem tanta coisa,láa vem eu, a pessoa mais subjetiva do mundo se metendo à besta de inventar de contar,usar os números à seu favor, é claro, e por que não?Sejam be-vindos ao meu lado subjetivo, porém com números...
Um abraço,
Ludmila.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Confiança: cristal fino..

É, parece que a confiança, esse amigo de todas as horas é também um dos mais fáceis de serem quebrados: parece cristal finíssimo, aqueles "baccarat" mesmo...Depois de ter feito com tanto trabalho esse texto, parece que nem a página do blogger.com está me entendendo:estou tendo que recomeçar todo esse texto, do zero, assim como eu tinha falado no outro que a confiança parece um daqueles carrinhos de roda gigante, mais precisamente a roda gigante da vida, na qual cada carrinho traz um sentimento: felicidade, raiva, tristeza, ressentimento, amizade, alegria de viver; mas e se por um triste acaso, a vida faz parar o carrinho que mais precisa estar em constante movimento: o da confiança...

É, esse é bem mais complicado: construímos achando que ela tem a força de uma rocha antiga e não mais que de repente, ela se quebra, como um fino cristal após uma queda,é como se cada vez que passa-se a mão nas partes trincadas da taça de cristal, arranha a mão,reabre a ferida que achava que tinha fechado com a linha e agulhas do tempo..Por falar em quedas, como elas doem,machucam, parece que não temos mais forças para nos levantar; o cristal da confiança parece que se quebrou em caquinhos: seria possível reconstruí-los?

Aliás, palavra difícil essa: RECONSTRUIR,REFAZER, RECOMEÇAR...Parece que todas elas, em algum momento de nossa vida, alcançam o mesmo sentido: começar do ponto de onde paramos, de onde "caímos"...A questão é que o ser humano está muito mais habituado à continuar um projeto, seguir em frente, é como se em cada tropeço que damos, o corpo cansa, dá uma certa "preguiça" em começar "tudo de novo"...Mas existe um só detalhe que faz toda a diferença: e se , ao quebrar o cristal, sobrar aquela parte mais dura: a base, aquela que se faz presente como alicerce, como estrutura.Se pararmos pra pensar, a estrutura é quem faz algo permanecer, continuar, perdurar...

O cristal da confiança se quebrou? Refaça-o, reconstrua-o, à partir de sua base, eu to tentando fazer isso, mas confesso viu, é uma tarefa bastante árdua,dá um cansaço, uma vontade de desistir, mas vamos em frente, se parar, o resto dos outros carrinhos, tão importantes ficam parados, sem uso...Faça-os se mexer: estou tentando reconstruir o cristal de onde ele se quebrou, já que a base se manteve intacta; começo do ponto de onde parei, aliás, recomeço;colocando um novo corpo na taça da confiança, com muita mais força, mais veracidade..O carrinho da confiança ganha assim um prêmio extra: o da sinceridade,junto com mais outro, o da honestidade e um dos principais: o da honestidade, irmã-gêmea do caráter,tão importante nesse mundo desumano, cruel,ah, quase ia me esquecendo de um dos carrinhos mais importantes: o da esperança...Pense nisso!

Um beijo,

Ludmila.

sábado, 18 de outubro de 2008

Quebrar padrões: devo entrar nessa?!

Assim começo o blog de hoje: Vermelho...Nunca gostei muito dessa cor, principalmente se fosse para usar em alguma cor de roupa..Euu??Usar vermelho??Mas nunca, nunquinha mesmo, à não ser que fosse em caso de urgência extrema, como quando aconteceu na bendita formatura em Direito, que aliás não sei até hoje como consegui me formar,vai ver por essa minha insistência em sempre terminar o que começo, mesmo não estando 100% satisfeita, coisas de capricorniana teimosa até o último fio de cabelo, sabe como é...

Ocorre que, de uns tempos pra cá, comecei quebrando regras,paradigmas( nossa, como falei difícil hein?!),padrões que eu mesma já havia pré-estabelecido, como esse de não gostar e muito menos usar vermelho, à não que fossem alguns acessórios, tais como o meu belo sapatinho á la Dorothy, aquela mesma, do Mágico de Oz( será que se fechar os olhos e fizer um pedido eu consigo?!), continuando;comecei a usar esmalte vermelho, que achava que fosse coisa somente feita sob medida pra "aquele tipinho " de moças, mas enfim, nada contra a mais antiga profissão do mundo não é mesmo,risos..Até blusas vermelhas,nossa, quanta mudança,isso chega até a assustar um pouco, sabiam?

Hoje de manhã bateu uma vontade de assistir ao desenho do ogro mais fofo que já fizeram, Shrek, e assim o fiz..Liguei a TV,deu até uns probleminhas técnicos, nada que uma boa batida no aparelho de DVD não funcionasse, afinal,seja comprovado ou não, parece que quando a gente dá um "tapinha", as coisas "voltam" à funcionar,acertei?Percebi que até o próprio desenho em si quebra paradigmas, quebra padrões, a julgar pelo fato de que nós, meninas, sempre escutamos que quem sempre fica com a princesa no final da história é o príncipe encantado,não é mesmo!?

É,parece que os tempos mudam, embora no filme a Fada Madrinha, que aliás, diga-se de passagem, está mais pra Bruxa terrível,seja a própria mãe do "Príncipe Encantado",parem pra pensar um pouco:sempre tem alguém ajudando esse tipo de gente metida a se dar bem na vida,forcem a memória e vão logo se lembrar...

Acho que sempre fui alguém que demorou um pouco à se habituar às mudanças, nunca fui muito boa em tomar decisões; talvez pelo fato de que sempre precisasse de uma certeza de que nada iria dar errado,ou mesmo que se acaso desse, eu poderia quem sabe poder voltar atrás e tudo voltaria a ser como antes, assim como no passe de mágica que acontece no Shrek, no qual ele e Fiona voltam a ser os simples ogros de antes de toda trapalhada de querer ser o que não se é de verdade, fingir que uma simples boa aparência seja a chave de toda felicidade...

Já diria Jabor, em mais uma de suas crônicas interessantes, que "amar não é só dizer eu te amo, mas toda uma séria de atitudes que se tomam que fazem com que a outra pessoa de fato se sinta amada",bonitas palavras hein Jabor, pena que hoje em dia tanta gente se esqueça de todos esses valores tão importantes e acabem dando mais valor às coisas que às pessoas: o mundo anda em tanta pressa, as bolsas de valores substituem uma boa conversa em busca de se chegar à uma solução sensata, mas enfim, as pessoas estão amando as coisas e usando as pessoas, quando essa ligação deveria ser justo o contrário: amar as pessoas e usar as coisas...Amem mais, vivam mais e ao menos tentem usar menos, o planeta agradece...

Beijos,
Ludmila.

sábado, 11 de outubro de 2008

After all this time...here i am.../Recomeçando do ponto de onde parei...

Bem, depois de mais de uma semana adiando essa minha volta aos meus escritos, cá estou..Começo o post de hoje com um exemplo tirado da própria experiência de ter adiado mais de uma semana essa minha volta...O que faz um ser humano começar, criar novas metas, novos rumos e não mais que de repente, achar que nada tem jeito e simplesmente, desistir;achar que tudo está "muito difícil"?Passei todos esses dias pensando no que iria escrever e cheguei à conclusão de que também estou incluída no hall desses "faz-e-desfaz-de-planos",estamos sempre pensando no que podemos melhorar no que de novo poderíamos fazer e por medo, insegurança, não o fazemos...Acho até que já perdi a conta de quantas vezes eu fiz e desfiz planos:"bom, eu acho que esse ano vou me mudar pra França"-resultado: plano desfeito;resposta:"não levo o mínimo jeito com crianças"..

No começo do ano saí distribuindo meu Curriculum para meio mundo de escolas de inglês, afinal, sempre gostei do idioma e já havia ingressado no tal do "caminho-sem-volta" daqueles que começam na prática do ensino,logo eu, que passei a vida inteira criticando minha mãe por ela ser professora, nessa rotina incessante de trabalho,enfim, acabei "pagando com a própria língua", não é mesmo?!

Algo que aconteceu essa semana e que foi justamente o que me chamou a atenção para esse assunto,o de começar e desistir, foi a saída de uma aluna minha do curso de francês que ensino às segundas-feiras.Não mais que de repente,ela se irritou,pois havia faltado duas aulas seguidas e se sentiu meio "perdida"( afinal, a língua de Voltaire não é nada fácil, principalmente para a nossa nação tupiniquim),pegou seus pertences e saiu de sala, num arroubo de desespero, fiquei muito chateada, pensei..Será que a culpa foi minha,será que fiz algo de errado?

Nessas horas é que se percebe o quanto é frágil a tal auto-confiança que achava que tivesse adquirido,certamente ainda tenho muito o que aprender, muito o que amadurecer eu diria até..Mas enfim, muitas coisas diferentes vem acontecendo...comecei à dar aulas de inglês, idioma o qual sempre estudei, desde criancinha e pasmem, comecei à gostar desse " negócio" de ensinar,porém me sinto insegura em determinados momentos: penso que posso estar errando em alguma coisa,não sei..Resquícios de uma infância na qual recebia mais pancadas do que estímulos..

Retomando o assunto que deu razão à essa minha volta repentina a meu blog: que vontade que estou de ir me embora de Maceió...conhecer novos ares, novas pessoas,mas...e o velho MAS sempre me atrapalhando, sempre como a tal "pedra no meio do caminho", nas palavras de Manuel Bandeira..Rio de Janeiro: essa se traduz como a minha mais nova meta,um lugar grande, conhecido por suas belezas naturais, porém crescente violência..É como se fóssemos reféns de nossas próprias escolhas,sempre pesando prós e contras, chegando a pesá-los tanto que o medo do fracasso nos impede de continuar caminhando para a frente e nos sentimos dando voltas e mais voltas,reclusos em meio ao receio de conseqüências inesperadas..

O pensamento:"Será que se eu errar, se não der certo, será que posso voltar e recomeçar tudo de novo, do "zero"?Nos dias de hoje é tudo muito prático: não gostou?troca.Veio com defeito a mercadoria?Devolve.É tudo tão fácil, tão rápido..Mas onde foi parar o TEMPO?Tempo para conversar com os amigos, saber da vida..Nos deparamos com uma série de mudanças de valores: só aquele que tem mais dinheiro, mais condições,até os padrões de beleza;não existem mais padrões, o mais correto é imitar o cabelo da atriz da novela das 8, a magreza da modelo que desfila nas passarelas..E onde está o padrão principal, o da saúde??Diria mais, o da felicidade..

Feliz é aquele que tem o carro da moda,o figurino da televisão..quem não tem?Martiriza-se, espreme a última gota de esperança numa falsa noção de felicidade, a externa..Pra mim, ser feliz,é de fato estar conhecendo pessoas novas,novos lugares,fazer algo que me realize como pessoa e também para com o mundo..Ah, farei o possível para voltar aqui o mais cedo possível..quando voltarei?palavra difícil de ter um sentido plausível..melhor dizer: até sempre..

Ludmila.

O Sapato que te cabe...

Dia desses saí calçada com os tênis novos de minha mãe: eram rosa, lindos... Ela tinha chegado em casa uns dias antes comentando que havia e...