sexta-feira, 9 de abril de 2010

Fuga Prometida

Hoje terminei de ler um livro pequenino, em versão reduzida mesmo, sobre o ano de 1808..Acho que não é novidade pra ninguém essa minha paixão pela história, correto?Fiquei impressionada com o paradoxo que envolve episódio deveras interessante como esse: a fuga de D.João VI para uma terra desconhecida, a qual parecia ter parado no tempo e no espaço - acho que já sabem de onde estou falando - num mundo de tantas guerras e disputas para ver quem pode mais.

Difícil aceitar que alguém só tome a decisão que veio mudar as histórias dos países para sempre através de pressão,diria até psicológica mesmo, mas deve-se acrescentar que existem pessoas que só agem assim: na última hora, movidas por um sentimento de que, se não fizermos algo pra "tirar o monstro de perto de nossas cabeças",ele simplesmente vem e ataca - sem piedade alguma.Voltando ao tema histórico abordado, nos quase 15 anos que usou, abusou e se refestelou de todos os privilégios que lhes foram concedidos,ao mesmo tempo em que absurdos aconteciam, o homem bonachão, preguiçoso e medroso realizou mudanças extremas para uma nação que só sobrevivia por Deus e por ela mesma.

Depois de tanto pensar, adiar, foi preciso que um grande sentimento de insatisfação pairasse para que a mesma pessoa que vos escreve, voltasse a traçar algumas linhas por aqui..Devo acrescentar: senti falta, senti sim...Foi como um sopro de desabafo e aquele suspiro de alívio chegasse após momentos de tensão,"bateu" aquela vontade de fugir, "dar uma de D.João" mesmo..Mas será de fato,uma fuga?Uma outra monarca, dessa vez do lado oposto da moeda, já que a tríade Portugal - Inglaterra -Brasil parece tomar dos livros de História,das estradas de ferro e da fundação da Biblioteca Nacional,mas afinal, de quem estou falando?Que tal citar uma senhora que mesmo diante de um cenário de guerra, destruição nos seus níveis mais sombrios, resolveu permanecer em seu país de origem, sim, é a Rainha Elisabeth, figura "decorativa" no Palácio de Buckingham, já que estamos falando de uma nação parlamentarista, a qual o primeiro ministro é quem toma as rédeas ( para que os cavalos não "corram")...

Não considero a palavra fugir em um momento em que o coração parece não achar lugar certo para ter paz,mas sim encontrar um caminho de mais felicidade, e do que adiantaria continuar aceitando - como uma frade franciscano nos tempos da literatura barroca - que isso seria o destino já traçado, sem direito a virar a direita ou mesmo fazer uma mudança na rota; assim como D.João o fez quando fez uma escala em Salvador, antes de partir para o Rio de Janeiro no tão marcado ano de 1808?!Uma correção: "Se é pra minha felicidade e de todos que amam, diga ao povo que vou...Onde meu coração me levar!"

Abraços a todos!

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