segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Um lanche pra pensar...

Hoje resolvi fazer um lanche aqui perto, fui sozinha mesmo... Quando estava na mesa- aguardando o meu pedido- avistei um grupo de amigos, na faixa de seus cinquenta anos, todos gargalhando, falando alto, comemorando tantos anos de amizade, pelo menos era o que aparentava. Comecei então a pensar em mim, no que fez os amigos que achava que tinha se afastarem ou simplesmente, cada um "seguiu o seu caminho", como se diz por aí...

Era fácil identificar cada "tipo": tinha o cara "gente fina", que era - e continua- amigo de todo mundo; a mais inteligente da turma, no fim da mesa, conversando com os amigos também "mais cabeça": talvez falando sobre Godard, a morte de Fidel ou qualquer assunto que realmente faça sentido discutir e compartilhar; a mais bonita da turma,hoje com os reflexos do tempo a deixando ainda mais charmosa para os colegas. Uma coisa interessante que percebi foi que mesmo casados, com filhos- ou até mesmo descasados, o sentimento perdura, não altera, pelo contrário, se intensifica...Abraços sinceros, falando alto e bom som que nós, seres humanos,não nascemos para estar sozinhos, ao menos não o tempo todo.

Acho raro ver esse tipo de amizade hoje em dia, admiro quem as conserva e cultiva.
Embora tivessem um pouco mais gordinhos, a barriga já meio saliente, os cabelos já faltando na cabeça, mas tinha assunto de sobra: os risos ainda fluíam como antigamente; por fora a idade cronológica, por dentro não mais que quinze, dezesseis anos. Tive uma pontinha de inveja, lá no fundo dói saber ou ter a impressão de não ter tido amigos "sem prazo de validade" (aqueles que só duram um período de nossas vidas). 

Será que não soube cativar, como diria Saint Exupéry? Cativar é prender, colocar como cativo; prefiro cultivar, já que considero a amizade como uma plantinha a qual regamos todos os dias e embora muitas vezes não a valorizemos como deveríamos,a gente sabe que pode pedir água nos tempos de seca da alma.
Boa noite!!

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Um balde de consciência...

Enxergar sujeira num recipiente é atividade deveras fácil...Olhemos as nossas lixeiras: sim, aqueles cestos que foram feitos para receber dejetos, coisas imprestáveis, restos... Quando estão a chegar no limite, já sabemos que é hora de retirar o saquinho plástico - adeus sustentabilidade - e sem querer fazer trocadilhos, colocar o "lixo no lixo".Os grandes defeitos, assim como a sujeira que se acumula no nosso dia-a-dia, são visíveis; o ser humano teima em apontar as falhas alheias, a sua vista é como a de lince: aguçada e incisiva, ávida por mostrar o que está errado nos outros..Mas e as nossas falhas, os nossos erros, como enxergamos?

Meio "sem ter o que fazer",fato que não procede pois nunca ficamos cem porcento desocupados quando se trata de afazeres domésticos, fui enxaguar umas roupas que tinha colocado num balde ontem a noite: sim, as donas de casa de plantão vão me esfolar viva, já até escuto :" Não se deixa roupa no sabão de um dia pro outro, " Vai ficar fedendo" etc etc, mas continuando a história " pra lá de doméstica", o fato é que peguei uma velha escova de dentes, já inutilizada e comecei a esfregar a sujeira contida na alça e no fundo do balde.

Era uma sujeira grossa, antiga, já devia estar ali há muito tempo, só esperando que alguém a "enxergasse"...Eis que enxerguei, vi que precisava de alguma intervenção...É cômodo esperar que outra pessoa nos mostre o que fazer, onde está o erro, não é mesmo?  Complicado mesmo é fazer com que nossos próprios olhos consigam visualizar isso. Já estamos tão acostumados aquela situação, aquele padrão, que nada daquilo parece fazer diferença, é aquela "manchinha" no chão: a gente sabe que basta passar um paninho com o produto específico para tal que a mesma vai sumir e quem disse que "temos tempo" de parar e cair em si mesmos? Tudo hoje é tão apressado, tão imediato que "falta tempo para ter tempo"...Parece estranho...E é..Não deveria ser parte do comportamento, mas como dizem por aí "são os reflexos do homem moderno"...

Temos sim, a nossa quota de imperfeição já inserida em nosso DNA: ninguém nasce perfeito, livre de defeitos. A questão é não se acostumar tanto assim com eles, saber que alguns deles fazem parte de nós, mas que podem sim ser modificados e trocados por bons hábitos.Desliguemos os nossos tablets, smartphones, fones de ouvidos e conectemos com o nosso "eu - sim, parece conversa de psicólogo; captar os próprios pensamentos faz parte do processo de evolução, é a nossa "limpeza interior"...Por falar nisso, você já lavou seu "balde" hoje? Pensemos com carinho...

Abraços de luz!!

sábado, 9 de maio de 2015

Um, dois, três...Testando...

E essa é uma história sobre chocolate, cozinha e encarar a vida de frente...Alguém deve estar se perguntando:" Xiii, será que ela comeu alguma coisa estragada hoje?" e eu respondo que não exatamente meus queridos...Sábado à noite e eu fui me aventurar no "fantástico mundo da cozinha", território deveras desconhecido para a minha pessoa e o resultado de tudo isso ainda na edição de hoje...

Eis que encontro alguns pães de queijo no freezer e como não estava com recursos financeiros para pedir o velho e bom delivery, vamos lá, um toque de Minas Gerais - nada saudável, diga-se de passagem. Foi então que abri o armário e vi uma caixinha alaranjada "brilhante", implorando para ser usada: era um tal leite condensado sem lactose ( opa, nada de merchan!).Resolvi que faria um brigadeiro versão "fit" - aproveitando que a palavra está tão em moda, certo? Então tá: misturando o ingrediente novato, o achocolatado e uma dose de manteiga - o velho truque pra não colar no fundo da panela.

Menina (o), o negócio começou a "tomar forma" muito antes dos brigadeiros convencionais: foi soltando do fundo da panela, aquele cheiro inebriante que só essa mistura perfeita - e nada explosiva- sabe ter. Os pãezinhos ainda estavam assando no forno quando desliguei o fogo e pus a "mistura dos deuses" em um prato pra esfriar e lógico, coloquei um pouco na boca pra provar: não, a coisa não estava como o imaginado, era uma mistura de textura de tijolo cozido com papa de chocolate queimada, devem estar sentindo o cheirinho da desgraça no ar.

Mas afinal de contas, qual o sentido de falar nisso tudo?

Sabe aquela mania que o ser humano tem de querer experimentar coisa nova o tempo todo? É um grande salto sairmos do nosso cantinho seguro, da nossa famigerada "zona de conforto". A gente acha que tudo de errado vai acontecer quando se sai dela (tá, tudo bem, eu saí na experiência com o brigadeiro e não foi lá a melhor opção), mas aí é que vem o "pulo do gato": se ninguém sai do lugar, como é que vai enxergar o que está mais na frente?Tem mais é que saltar mesmo, só não esquece de abrir o paraquedas na hora certa,ok? Afinal ninguém aqui tem tendência suicida.

Mãe nessas horas tem um papel fundamental: elas parecem que vêm com um sensor, um "radar de fábrica" pra nos advertir quando estamos diante de uma bela roubada.Dias atrás fui com ela ao supermercado pra fazer umas compras, vi uma caixinha de suco belíssima, com diversas cores e com uma aparência de "estritamente saudável", sabor de cenoura, beterraba e laranja.Pensei: poxa, deve ser bom". Assim que ela viu no momento do caixa, disse logo:" Menina, deixa isso aí, vai ser mais uma coisa estragada na geladeira" e eu teimosa como sou, resolvi levar.Provei o tal suco hoje.

Moral da história:gosto de ferrugem misturado com um "pesadelo de suco de laranja".Nesses momentos elas adoram dizer aquele discurso surrado, mas cheio de sentido : "Eu bem que avisei"..Mas mãe, se eu não provasse, mesmo que fosse pra dizer que é uma porcaria, como eu ia saber o gosto? É, não tem jeito caríssimos, o mundo é algo assim, como uma maçã escolhida ao acaso: ela pode ter a casca brilhante, um belo aspecto, mas se não provar, se não for pra sentir o gosto, vai ser só mais uma no montante com as outras e afinal de contas, ela está aí pra isso mesmo, ser testada, aprovada, reprovada...Tal qual a vida...

É o que tem pra hoje... Abraços!!!

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Aquarele-se...

Ei, você ainda está aí?

Sim, como não começar esse texto de hoje com a frase que acabei de citar...Depois de mais de dois anos, sim caríssimos, DOIS ANOS sem escrever uma linha sequer, achei que devia isso à vocês e mais, à mim mesma...

Resolvi me render - novamente- à magia das palavras ( aqui no blog) e das cores: voltei à pintar- saliento que nunca fui nenhuma discípula de Monet, apesar de amar as telas impressionistas. Acho que todos se recordam dos famosos "livrinhos de colorir" que nossas mães nos davam pra manter nossas mentes inquietas um pouco ocupadas, não é mesmo? A vida moderna, estressante, como ela só, nos trouxe de volta o hábito de colorir desenhos para, agora, manter as nossas irrequietas mentes adultas, tão calejadas de ter obrigações, com um simples objetivo: colorir, imprimir diversos matizes para desenhos em preto e branco...

Basta olhar os sites de compras na Internet: procure por livros para colorir para adultos, com muita sorte irá encontrar algum exemplar sobrando...A explicação pra isso? Stress caríssimos, a gente tem que lembrar de tanta coisa durante o dia que falta tempo pra pensar em detalhes simples, como cores, por exemplo.

Engraçado como a ordem que pintamos os desenhos no livrinho diz alguma coisa sobre o nosso atual momento de vida: comecei pintando a contra-capa, ou como eu mesma estou chamando, a "página de testes". Usei primeiro as cores mais básicas nas flores - quase ia esquecendo de contar um pequeno detalhe: a tinta meus amigos, ah a tinta!! Sabem aquele tipo especial de lápis, o "aquarelável", o qual tem as cores mais reavivadas caso se utilize um pouquinho d´ água em cima da pintura? E não é que acabei me confundindo e trouxe a versão " apagada"?? Ah menina, presta atenção!! Mas eis que surge uma ótima ideia!! Que tal se usar aquelas canetinhas (ops, nada de merchandising!) com o corpo amarelo, da escrita fina e que tem cores bastante variadas?! Ótima ideia garota!!

Começo a aventura: depois de tantos anos sem me aventurar nesse universo tão mágico, eis que agora elas me acompanham onde for, o danado do livrinho não sai de perto de mim...Que ótimo! Fui reavivando os tons um tanto quanto apagados que já havia escolhido e colocando vida neles..Interessante foi onde comecei a buscar inspiração nas matizes escolhidas: na vida real, nas flores que por vezes escapam de nossas vistas pois estamos mais preocupados em reclamar, em brigar a prestar atenção naquilo que nos rodeia..Por quantas vezes esqueci de ver " a vida lá fora?"

Estamos tão cegos em nossos próprios mundos, o mundo lá fora parece não existir, diante do turbilhão de pensamentos e preocupações, os quais são como imã e a gente, a própria "limalha de ferro"..Mas voltando ao que estava falando, terminei a tal "página de testes".Ficou linda, pintada com todo cuidado, ops, aconteceu um pequeno imprevisto: as canetas que havia usado para reavivar as cores marcaram o verso da página..E agora? O que pode ter dado errado? É, talvez tenha colocado um "pouco de força" demais no traço, a gente de vez em quando exagera na dose não é mesmo? Por um pouco de leveza na mão e zás!! Tudo resolvido,obviamente na página seguinte, afinal a página de testes já havia sido concluída.

Comecei a pintar um desenho "de verdade", já não era mais a fase de testar, afinal não se pode passar a vida inteira só no "treino", certo? Esse era bem mais complexo, tal qual os desafios que nos são colocados dia a dia: árvores, flores, arbustos, pássaros, folhas, troncos...Pintei inúmeras folhas de uma só árvore, mas eis que vi o passarinho, tão triste, sem cor...Ah, passarinho! Talvez o intuito de colorir logo seja o que nos move: quem sabe com as cores ele bata suas asinhas e deixe pra trás esse mundo "tão preto e branco"? Pensam que terminaram as surpresas? Elas mal começaram..Minha irmã pediu pra continuar a pintura do mesmo desenho. Não tive dúvidas de que sim, ela podia ajudar, afinal o que é a vida senão um colorir compartilhado?!

Ei, pára de ajustar o brilho do celular e vai ver as cores lá fora, combinado?

Abraços de luz!!



quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

De dentro pra fora...E vice-versa

Tenho ouvido e visto muitos programas de televisão com o firme propósito de encontrar pessoas dispostas a assumir compromisso sério com alguém,aliás vi isso hoje mesmo, de manhã e confesso ter ficado impressionada com semelhante coragem..Mas o que se define por estar na companhia de outrém? Seria ter a segurança de um amparo nesse mundo tão individualista de hoje ou teria de fato algum sentimento envolvido na "história"- as aspas indicam um pouco de sarcasmo mesmo- que as emissoras achem, digamos, mais "rentável", afinal tudo gira em torno de números, cifras no mundo capitalista- e apressado- em que vivemos...

É quase um mercado de "gente": escolhemos alguém parecido conosco, com os mesmos gostos, afinidades, mas esquece-se o principal: será que realmente gosto de estar com essa pessoa? Meu coração bate mais forte quando falo o nome dela? Ok,ok, os mais céticos e/ou realistas que me perdoem, mas é isso que influencia na decisão, ou pelo menos, na minha- leia-se, eterna romântica...Seres humanos não são mercadorias, as quais tentamos modificar ou "trocar" quando apresentam "defeito de fábrica"...E como é complicado lidar com defeitos, não acham? A gente procura um daqueles, perfeitinhos, se for uma copo de cristal com rachaduras, embala e devolve pra loja...Loja..Conceito até bem propício para o que se considera como sentimento nos dias de hoje, afinal de contas, é tudo tão discutível, negociável...

Existem dois tipos de relacionamento interpessoal: o de fora pra dentro e o de dentro pra fora...O primeiro acontece quando você procura alguém que se identifique com a sua maneira de ser, de enxergar o mundo..Parece um quebra-cabeças eterno: sabe-se que falta alguma coisa,mas não na verdade não se sabe bem o que é...Hipocrisia né? É óbvio, está "na cara": falta o sentimento, falta aquilo que faz "nossa alma e coração vibrarem na mesma harmonia.." Poético, não?Agora fica muito mais fácil fácil de explicar o segundo, certo? Errado...O segundo, o de dentro pra fora, nasce com a convivência, com o conhecer mais,mas não é só: também, assim, como no primeiro, procuramos alguém com afinidades, gostos parecidos, enfim, é como se nesse momento - de fato- terminamos de montar o mosaico que é o ser humano..Eu e essa minha veia psicóloga que insiste em não me abandonar...Vá tentar entender o ser humano e passará toda uma vida achando mais coisa pra procurar...E quem disse que esse "negócio" de sentimento é fácil?

Abraços a todos!!!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Cores de um desenho real...

Comecei rabiscando esse texto em um caderno, mas ao contrário da última postagem, a qual data de mais de 6 meses atrás( que vergonha!), quis partir direto pra cá...Parece que quando racionalizo demais no que vou falar, o que irei escrever, o texto soa falso, mecânico...E se tem algo que não abro mão é da naturalidade desse estilo que acabei descobrindo,livre e verdadeiro...
Sabe-se lá o porquê disso,mas nunca fui alguém lá muito religiosa,talvez porque a ciência sempre tenha solucionado melhor as dúvidas, os anseios que todo ser humano desenvolve,pelo menos em minha opinião..Como curiosos que somos, todos queremos algo que aquiete nossa alma e nos ligue a algo divino, alguma coisa que podemos nos agarrar nas horas de angústia..E é assim que nossa história começa...

Como nunca fui de fazer merchan "à toa", mas somente quando vale à pena,acrescento que farei uma breve explanação de um filme que me prendeu "do começo ao fim": o garoto atende pelo nada comum nome de "Pi", é isso mesmo, aquele que número visto nos tempos de escola, o qual equivale à medida da metade da circunferência- será que estou certa? Meu forte nunca foi matemática, lembram?Ah, quase me esqueço de dizer: ele queria a comprovação exata da existência de Deus,é isso mesmo, a força maior, a energia que move todas as coisas...

Vocês devem estar se perguntando como começa essa história, certo? Como boa cinéfila que sou, acredito que não contar o enredo inteiro ajude a aguçar a curiosidade inerente a todos nós, seres humanos,mas faço um breve resumo:uma tempestade se inicia:um barco é jogado ao mar revolto contendo um menino, um tigre, uma zebra, uma hiena e pouco tempo depois - em cima de uma cacho de bananas- um orangotango, o qual atende pelo nome sugestivo de "Suco de Laranja"-juro, também nunca vi isso.Ele se vê obrigado a tomar conta de sua sobrevivência, sair da zona de conforto...

Ser humano é uma das poucas- ou mesmo, a única- espécies que dependem de seus ancestrais para que possam crescer e tomar conta de si próprios, a maior parte do reino animal simplesmente procria e deixa que a vida se encarregue de fazer o resto..Os animais citados tem um curioso paralelo com a "vida real": cada um deles se identifica com situações particulares.

Um barco içado ao mar tempestuoso: é a nossa vida, que nos leva por caminhos que nem sempre imaginamos, sendo as águas nem sempre calmas, o destino, o qual podemos ter algum controle, desde que saibamos como movimentar os remos e mudar o rumo das velas.

Um tigre de bengala: nosso instinto de sobrevivência, quando algo parece querer nos atacar e parecemos perder o controle... Pi conseguiu "domá-lo", para não deixar que um invada o território do outro..Portanto, nada de perder o controle e a necessidade de manter esse nosso instinto natural, certo?!

A zebra que era atacada pela hiena no início da viagem: muitas vezes estamos rodeados de pessoas que tentam nos sugar, minar nossa esperança de dias melhores,eis que nos deparamos com amigos que nos estendem a mão quando mais precisamos...

Preciso citar de uma cena que me chamou muita atenção: quando Pi sai da "ilha flutuante",pois percebe que se continuar por lá, não sobreviverá, seja pela acidez de suas águas ou por não buscar seu caminho mais adiante...  Ele se dá conta de que Deus nunca nos abandona, nos dá sinais de sua existência em nosso favor..." Em qual das versões você acredita?" Ficaram curiosos, não é mesmo?É natural, todos temos instinto de filósofos..Que tal ir buscar? Eu já comecei...

Abraços à todos!!!

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Peças Inconexas...

Fazia tempo que não começava um "texto no caderno"...Simplesmente não havia "paciência" para escrever de verdade, parece que as ideias fluiam mais rápido com a agilidade de meus dedos no teclado do computador.E foi aí que surgiu a inspiração sobre o tema de hoje: o xadrez...
Se eu qual a lógica usada em movimentar peões, ora chamados de reis, rainhas, bispos ou até mesmo, cavalos?Não, até devo confessar a minha inaptidão para testes de raciocínio lógico, assim como o jogo já citado..Ah "Pessoa, Bandeira, Drummond: por quê me fizeram enveredar pelo pensamento subjetivo das palavras?!
Um amigo me disse que iniciou tardiamente a descoberta de como mover peças num tabuleiro- é tudo que sei sobre um dos recursos mais utilizados para apurar o sentido de "pensar o que o outro está pensando"- e dar o nome de "xeque-mate": foi aos 14 anos.Para mim não é tarde, mas como não sou a pessoa mais indicada do mundo para semelhante "audácia".Recolho-me.Pois bem, ele acrescentou ainda que começou lendo os manuais de instrução: cada um deles ia fazendo uma espécie de evolução, conforme a "experiência" do jogador...
Doce ilusão!Concluiu então que, o melhor manual é o do iniciante, o qual contém as informações básicas de sobrevivência- pelo menosno tabuleiro.E por qual razão informações tão exíguas seriam melhores que dados mais precisos, até mais elaborados?Eis a explicação: infalibilidade no momento em que se move os "peões do vida" avançam ou regridem é algo tão imprevisível quando a nossa próxima "cartada final"- que, na verdade, nunca tem fim.
Jogos com "cartas marcadas"?Não acredito muito em sua eficácia,pois no final, seja rei, rainha, bispo ou cavalo, todas as peças"voltam para a caixa", para seu local de origem, onde valem a mesma coisa...Recomeçar-se-á tudo novamente: e quem disse que seria fácil?Certamente que valeria à pena...

Abraços à todos!!!