quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Cores de um desenho real...

Comecei rabiscando esse texto em um caderno, mas ao contrário da última postagem, a qual data de mais de 6 meses atrás( que vergonha!), quis partir direto pra cá...Parece que quando racionalizo demais no que vou falar, o que irei escrever, o texto soa falso, mecânico...E se tem algo que não abro mão é da naturalidade desse estilo que acabei descobrindo,livre e verdadeiro...
Sabe-se lá o porquê disso,mas nunca fui alguém lá muito religiosa,talvez porque a ciência sempre tenha solucionado melhor as dúvidas, os anseios que todo ser humano desenvolve,pelo menos em minha opinião..Como curiosos que somos, todos queremos algo que aquiete nossa alma e nos ligue a algo divino, alguma coisa que podemos nos agarrar nas horas de angústia..E é assim que nossa história começa...

Como nunca fui de fazer merchan "à toa", mas somente quando vale à pena,acrescento que farei uma breve explanação de um filme que me prendeu "do começo ao fim": o garoto atende pelo nada comum nome de "Pi", é isso mesmo, aquele que número visto nos tempos de escola, o qual equivale à medida da metade da circunferência- será que estou certa? Meu forte nunca foi matemática, lembram?Ah, quase me esqueço de dizer: ele queria a comprovação exata da existência de Deus,é isso mesmo, a força maior, a energia que move todas as coisas...

Vocês devem estar se perguntando como começa essa história, certo? Como boa cinéfila que sou, acredito que não contar o enredo inteiro ajude a aguçar a curiosidade inerente a todos nós, seres humanos,mas faço um breve resumo:uma tempestade se inicia:um barco é jogado ao mar revolto contendo um menino, um tigre, uma zebra, uma hiena e pouco tempo depois - em cima de uma cacho de bananas- um orangotango, o qual atende pelo nome sugestivo de "Suco de Laranja"-juro, também nunca vi isso.Ele se vê obrigado a tomar conta de sua sobrevivência, sair da zona de conforto...

Ser humano é uma das poucas- ou mesmo, a única- espécies que dependem de seus ancestrais para que possam crescer e tomar conta de si próprios, a maior parte do reino animal simplesmente procria e deixa que a vida se encarregue de fazer o resto..Os animais citados tem um curioso paralelo com a "vida real": cada um deles se identifica com situações particulares.

Um barco içado ao mar tempestuoso: é a nossa vida, que nos leva por caminhos que nem sempre imaginamos, sendo as águas nem sempre calmas, o destino, o qual podemos ter algum controle, desde que saibamos como movimentar os remos e mudar o rumo das velas.

Um tigre de bengala: nosso instinto de sobrevivência, quando algo parece querer nos atacar e parecemos perder o controle... Pi conseguiu "domá-lo", para não deixar que um invada o território do outro..Portanto, nada de perder o controle e a necessidade de manter esse nosso instinto natural, certo?!

A zebra que era atacada pela hiena no início da viagem: muitas vezes estamos rodeados de pessoas que tentam nos sugar, minar nossa esperança de dias melhores,eis que nos deparamos com amigos que nos estendem a mão quando mais precisamos...

Preciso citar de uma cena que me chamou muita atenção: quando Pi sai da "ilha flutuante",pois percebe que se continuar por lá, não sobreviverá, seja pela acidez de suas águas ou por não buscar seu caminho mais adiante...  Ele se dá conta de que Deus nunca nos abandona, nos dá sinais de sua existência em nosso favor..." Em qual das versões você acredita?" Ficaram curiosos, não é mesmo?É natural, todos temos instinto de filósofos..Que tal ir buscar? Eu já comecei...

Abraços à todos!!!

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